Razan al-Najjar, uma paramédica
de 21 anos palestiniana, era uma presença constante nos protestos em Gaza,
junto à fronteira com Israel. Foi assassinada a tiro, pelo exército israelita.
Nazan al-Najjar foi alvejada a tiro por um militar
israelita quando tentava socorrer palestinianos feridos nos protestos na Faixa
de Gaza. Jovem, formada, corajosa e altruísta, é a prova de que mais do que
punir quem se atreve a aproximar-se da sua fronteira, Israel quer minar o
futuro da Palestina
Um colete manchado com sangue.
Nos bolsos, pacotes de compressas. “Isto [o colete] era a arma que a minha
filha usava para lutar contra os sionistas. E isto [as compressas] eram as
munições para essa arma. E aqui está a identificação dela para que possam ver
se era terrorista ou não.”
Na hora de chorar a morte da filha, alvejada por um
“sniper” israelita, Sabreen al-Najjar mostra as “armas” que a condenaram, num
vídeo partilhado nas redes sociais, e deixa que a lucidez se sobreponha à
emoção para denunciar o que se passa na Faixa de Gaza. “Os terroristas são os
sionistas, que se vangloriam sobre direitos humanos e deixam-nos, aos
palestinianos, sem direitos. Onde estão os direitos humanos? Nem este colete a
salvou...”

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