quinta-feira, junho 07, 2018

"OS ESCROQUES"

Tantos sem abrigo em Lisboa e a câmara vai criar bolsa de casas municipais para acolher refugiados


Não consigo perceber… mas devo ser eu.
Há centenas de lisboetas a precisar de alugar uma casa.
Há centenas de lisboetas a fugirem do centro da cidade, por falta de habitações.
Há centenas de lisboetas aflitos com o valor do aluguer das casas.
Há centenas de lisboetas com problemas de despejos e não renovação de contratos de aluguer.
Uma ressalva…
Nada contra ninguém.
Nada contra os refugiados…
Mas, primeiro temos que olhar pelos nossos…
Os casais em início de vida, não conseguem arranjar casa em Lisboa.
Ah e tal a taxa de natalidade baixou..
Para não falar das pessoas sem abrigo que tanto precisavam de uma mão amiga, para puderem mudar de vida…
A CML tem tanto património…
Para não falar do alienado…
A sério não percebo mesmo..
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Por favor… tenham dó!
Luís tem 65 anos. Vive há 35 – desde 1983 – num apartamento na Baixa de Lisboa. Pensou que ficaria ali para sempre: o sítio não podia ser mais central, a casa é espaçosa e com luz, a renda de sonho: 285 euros. Mas há seis meses recebeu uma carta a informá-lo de que o seu contrato não vai ser renovado e que o prédio vai para obras. Primeiro achou que não era possível. Até disse isso mesmo um advogado que lhe arranjaram. 
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Depois lembrou-se de uma outra carta que recebera em 2013 e à qual não ligara. “Propunha um aumento da renda, de 265 euros para 285. Estava aqui há tantos anos que não liguei. Como eles às vezes aumentavam a renda com base na inflação e o valor era pequeno, não respondi.” Confessa também que não procurou informação, apesar de ter a sede da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior muito próxima. “Conhecia a dona e nunca pensei que fossem vender o prédio. Foi a pior asneira que fiz.
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Este é um caso entre muitos casos que vamos vendo sobretudo em Lisboa e no Porto mas que ameaça expandir-se por todas os locais onde a especulação imobiliário não é travada. Expulsam os portugueses dos centros históricos, acabam com o comércio tradicional, descaracterizam estas zonas em nome de interesses turísticos. 
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Um dia vão descobrir que o que atraia o turismo era precisamente tudo o que estão a expulsar, morre a galinha dos ovos de ouro e ficam as zonas históricas desertas. Em tudo na vida é preciso manter o equilíbrio, mas quem nos desgoverna não o percebe e como tal não intervém nem depois resolve o problema dos portugueses que ficam sem casa. As prioridades são o dinheiro fácil e casas para os “refugiados”.
Luísa Chaves

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