O homem também quer ser herói e ser considerado antigo
combatente, mas para mim, os únicos heróis foram os que deram vida pelo
cumprimento do dever!
Escrita mentirosa de António Lobo Antunes
António Lobo
Antunes e a escrita mentirosa
Custa-me encontrar um título apropriado à escrita de António Lobo Antunes
que, podendo ganhar dinheiro com a profissão de médico, prefere a escrita para
envergonhar os portugueses. Talvez este início de crónica escandalize quem
costume venerá-lo. Eu, por maior benevolência que para com ele queira usar não
posso, nem devo. Por várias razões, algumas das quais vou enunciar. Porque não
gosto de atirar a pedra e esconder a mão.
Este senhor foi mobilizado como médico, para a guerra do Ultramar. Nunca
terá sabido manobrar uma G-3 ou mesmo uma Mauser. Certamente nem sequer chegou
a conhecer a estrutura de um pelotão, de uma companhia, de um batalhão. Não era
operacional mas bota-se a falar como quem pragueja. Refiro-me ao seu mais
recente livro: Uma longa viagem com António Lobo Antunes.
João Céu e Silva pode reclamar alguns méritos deste tipo de escrita. Foi o
entrevistador e a forma como transpõe as conversas confere-lhe alguma energia e
vontade de saber até onde o entrevistado é capaz de levar o leitor. Mas as ideias,
as frases, os palavrões, os impropérios, as aldrabices - sim as aldrabices -
são de Lobo Antunes. Vejamos o que ele se lembrou de vomitar na página 391:
«Eu tinha talento para matar e para morrer. No meu batalhão éramos
seiscentos militares e tivemos cento e cinquenta baixas. Era uma violência
indescritível para meninos de vinte e um, vinte e dois ou vinte e três anos que
matavam e depois choravam pela gente que morrera. Eu estava numa zona onde
havia muitos combates e para poder mudar para uma região mais calma tinha de
acumular pontos. Uma arma apreendida ao inimigo valia uns pontos, um
prisioneiro ou um inimigo morto outros tantos pontos. E para podermos mudar,
fazíamos de tudo, matar crianças, mulheres, homens. Tudo contava, e como quando
estavam mortos valiam mais pontos, então não fazíamos prisioneiros».
Penso que isto que deixo transcrito da página 391 do seu referido livro, se
vivêssemos num país civilizado e culto, com valores básicos a uma sociedade de
mente sã e de justiça firme, bastaria para internar este «escriba», porque todo
o livro é uma humilhação sistemática e nauseabunda, aos Combatentes Portugueses
que prestaram serviço em qualquer palco de operações, além fronteiras.
É um severo ataque à Instituição Militar e uma infâmia aos comandantes de
qualquer ramo das Forças Armadas, de qualquer estrutura hierárquica e de
qualquer frente de combate. Isto que Lobo Antunes escreve e lhe permite
arrecadar «350 contos por mês da editora» (p. 330), deveria ser motivo de uma
averiguação pelo Ministério Público. Porque em democracia, não deve poder
dizer-se tudo, só porque há liberdade para isso. Essa liberdade que Lobo
Antunes usou para enriquecer à custa o marketing que os mass media repercutem,
sem remoques, porque se trata de um médico com irmãos influentes na política,
ofendeu um milhão de Combatentes, o Ministério da Defesa, uma juventude
desprevenida, porque vai ler estes arrotos literários, na convicção de que foi
assim que fez a Guerra, entre 1961 e 1974. E ofende, sobretudo, a alma da Portugalidade
porque a «aldeia global» a que pertencemos vai pensar que isto se passou na
vida real nos finais do século XX.
Fui combatente, em Angola, uns anos antes de Lobo
Antunes. Também, como ele fui alferes miliciano (ranger). Estive numa zona
muito mais perigosa do que ele: nos Dembos, com operações no Zemba, na Maria
Fernanda, em Nuambuangongo, na Mata Sanga, na Pedra Verde, enfim, no coração da
guerra. Nunca um militar, qualquer que fosse a sua graduação ou especialidade,
atirou a matar. Essa linguagem dos pontos é pura ficção. E essa de fazer
cordões com orelhas de preto, nem ao diabo lembraria. E pior do que tudo é a
maldade com que escarrou no seu próprio batalhão que tinha seiscentos militares
e registou centena e meia de baixas...Como se isto fosse crível!
Se o seu comandante que na altura deveria ser tenente-coronel, mais o
segundo comandante, os capitães, os alferes, os sargentos e os soldados em
geral, lerem estas aldrabices e não exigirem uma explicação pública, ficarão na
história da guerra do Ultramar como protagonistas de um filme que de realidade
não teve ponta por onde se lhe pegue.
Em primeiro lugar esta mentira pública atinge esses heróicos combatentes,
tão sérios como todos os outros. Porque não há memória de um único Batalhão ter
um décimo das baixas que Lobo Antunes atribui àquele de que ele próprio fez
parte. É preciso ter lata para fazer afirmações tão graves sobre profissionais
que para serem diferentes deste relatório patológico, basta terem a seu lado a
Bandeira Portuguesa e terem jurado servi-la e servir a Pátria com honra,
dignidade e humanismo.
Não conheço nenhum desses seiscentos militares que acolheram António Lobo
Antunes no seu seio e até trataram bem a sua mulher que lhes fez companhia, em
pleno mato, segundo escreve nas páginas 249 e 250. Mereciam eles outro respeito
e outros elogios. Porque insultos destes ouvimos e lemos muitos, no tempo do
PREC. Mas falsidades tão obscenas, nem sequer foram ditas por Otelo Saraiva de
Carvalho, quando mandou prender inocentes, com mandados de captura, em branco e
até quando ameaçou meter-me e a tantos, no Campo Pequeno para a matança da
Páscoa. Estas enormidades não matam o corpo, mas ferem de morte a alma da nossa
Epopeia Nacional.
Barroso da Fonte
PS de Cor. Manuel
Bernardo
Não li o livro em
causa. No entanto, dada a consideração que me merece este Combatente, fundador
da Associação dos Combatentes do Ultramar, ousei realçar algumas frases e
difundir para maior audiência na net, afim de tentar recolher opiniões de
alguns dos 600 militares que este escritor refere… Assim, os “negritos” foram
por mim aplicados e são da minha responsabilidade.
Do Portugal Club:
Não li, nem vou
perder tempo em ler nenhum livro de autoria desse
"cobardolas\traidor" de nome "António Lobo Antunes"; a
entrevista dele á RTP por ocasião do lançamento do 1º livro dele, deu-me
ansias de vómito. Eu Lutei por... , e doei meu suor a minha Pátria Portugal com
muita satisfação e orgulho, . Escutar ou ler algo que venha de antiportugueses,
a mim me dá nojo. Casimiro
AO QUE CHEGOU A
LIBERDADE DE EXPRESSÃO !!!!!
Recebi novamente
este aviso sobre a escrita mentirosa - para que não esqueça
Outro
"artista encartado" que, graças às sortidas protecções e
apadrinhamentos de que goza (ao mais alto nível!!!), se permite manchar a honra
do País, dos Antigos Combatentes - de quem muito bem lhe dá na real gana
Não haver um
coração bondoso e pio que lhe possa dar umas merecidas galhetas - que tal um
dos manos, dos bem aconchegados ao poder?!...

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