O nosso amor é verde
Nem
sempre tenho a certeza do que é o amor, embora nunca me assole a dúvida
de que ele, de facto, existe. É estranho, o amor, e simultaneamente a
coisa mais entranhada que conhecemos; é um sentimento abstracto (daí a
minha vacilação em explicá-lo) e ainda assim o único valor em que
efectivamente nos concretizamos. É uma qualidade tão elevada que se quer
rara, mas ao mesmo tempo tão elevada que se nos exige abundante; é o
que nutrimos naturalmente por quem nos é próximo, mas também aquilo que
aproxima quem outrora nada nos era.
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