terça-feira, maio 15, 2018

O PROBLEMA DE PORTUGAL

MENSAGEM URGENTE AOS QUE DIZEM NÃO SER DE ESQUERDA




Caros amigos,

Para que serve criticar o que está errado, se nada for feito para o corrigir? Para que serve querer corrigi-lo, se nada for feito para ter os meios de o corrigir?
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Se alguma lição pode ser aprendida com a «geringonça» é a capacidade de superação dos desentendimentos só para ter o poder. Nós, pelo contrário, por mais que critiquemos a Esquerda (o socialismo), temos muitas dificuldades em nos unirmos para a derrotar. Quem ganha com a nossa desunião é a Esquerda que tanto criticamos! 
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Acabamos por ser «idiotas úteis» ao serviço do que condenamos! Como exemplo, lembremo-nos de certas vitórias autárquicas do PS, com maioria absoluta, embora o PSD e o PP somados obtivessem maior número de votos que o PS! Como diria Lenine, a «minoria organizada irá sempre derrotar a maioria desorganizada».
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Como se a nossa desunião não bastasse, soma-se a dificuldade em capitalizar votos. Conseguimos chegar ao extremo de atacar grupos e classes profissionais, como funcionários públicos, professores ou qualquer grupo que proteste contra o actual Governo! Em consequência disso, esperamos colher votos caídos do céu! Na política, é preciso unir e apaziguar conflitos; excepto nas ditaduras, em que a «luta de classes» é fundamental a dividir para reinar.
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Bem sabemos como estamos minados e dominados pela hegemonia esquerdista. O trabalho de libertação é penoso e longo. «Não dar tiros nos pés» exige muita perícia. É fundamental saber atacar os alvos certos – os líderes da subversão – e não as tropas que apenas vão à guerra porque para ela foram conduzidas. 
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Faça, pois, cada um de nós a sua parte. Vencer a «guerra de posições» depende muito do nosso conhecimento aprofundado das armas do adversário e da nossa habilidade em agir. A união das nossas diferenças tem de ser superior à união sectária dos nossos adversários.

Adriano Pinto
 

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