sexta-feira, maio 18, 2018

ERA UM VEZ UM COLECÇÃO (???) MIRÓ




Esta Colecção de Gatafunhos a que Modernamente se chama Arte, mete num chinelo todos aqueles pintadores que ainda hoje se Celebram como Pintores do que Viam. Se os nomeasse poderia ofender o Grande miró, e é a última coisa que eu faria seria chamar Pintor a um Borrador de Telas. Até se conta que dois miúdos resolveram visitar a Exposição de tal Diarreia Mental, num dia de Entrada Grátis mas, ao ver o 1º horror, um deles se virou pró amigo e disse "Eh pá, vamos embora antes que digam que fomos nós". Infelizmente e por Incapacidade fizeram aos Valores Humanos, Honra, Palavra, Honestidade, Dignidade, Carácter, etc., o mesmo que fizeram às Verdadeiras Artes de tal forma que hoje Não Se Compõe (música com direito a esse nome), Pinta, Esculpe, até o Ballet se tornou Dança Moderna.
    O que também nunca mais se viu foi o Verdadeiro Talento.
       Carlos Varanda                    
    Era uma vez uma Coleção Miró que vivia no país dos Parvos
Coleção Miró - Até custa acreditar nisto tudo...

*COISAS QUE AS TV(S) NÃO CONTAM*
 
A Colecção Miró, um lote de 85 obras, composto por óleos, guaches e desenhos, foi adquirido pelo Banco Português de Negócios (BPN), gerido por José Oliveira Costa, a um coleccionador japonês em 2006.
Em 2007 a leiloeira Christie's avaliou a colecção em 81,2 milhões de euros e, algum tempo depois, a mesma leiloeira avaliou-a em 150 milhões.
Estas avaliações foram feitas quando a colecção pertencia ao BPN, enquanto banco privado.
Em Novembro de 2008, o BPN foi "nacionalizado" /-apenas o lixo  tóxico -/ e, depois de todas as aventuras e desventuras que decorreram da sua nacionalização, a Parvalorem /-veículo estatal criado para gerir os activos tóxicos do BPN-/ através da sua administração, tornou a venda da Colecção Miró, uma das suas principais prioridades tendo, no final de 2013, "fechado" o negócio com a Christie's.
A Parvalorem não cumpriu os prazos legais estabelecidos na Lei de Bases do Património Cultural para pedir a devida autorização para a saída das peças para o estrangeiro e, embora com o parecer negativo da Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC), a 21 de Janeiro de 2014, as obras já estavam expostas na leiloeira Christie's, em Londres.
Agora vem a notícia mais interessante :
Enquanto a Colecção Miró foi propriedade privada, foi avaliada pela Christie's por valores que ultrapassaram os 150 milhões de  euros; agora que a mesma colecção é propriedade do Estado Português, a mesma leiloeira avaliou-a em apenas 36 milhões.
Para a palhaçada ser mais engraçada pode-se acrescentar que as condições da Christie's são estas:
- a licitação da venda da obra é de 36 milhões, sendo esta a importância a entregar ao Estado Português;
- tudo o que ultrapassar esse valor será propriedade da leiloeira.
 
       A Jogada:
 
Uma providência cautelar "barrou" a concretização do negócio que, além de ilegal é um crime de lesa-Pátria;
entretanto, a Christie's já fez saber que continua interessada no negócio.
        *Alguém tem dúvidas sobre a "transparência" destas negociatas?*

Nota Final: 
Parvalorem, nome bem imaginado para uma sociedade cujo objectivo é vender bens Públicos!!!
Gentilmente cedido por JMMD e enviado por Carlos Varanda


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