Recuperação da Caixa "exige sacrifícios que em geral se justificam"
O Presidente da República considerou hoje, questionado sobre o novo aumento de comissões cobradas pela Caixa Geral de Depósitos (CGD), que a recuperação do banco público "exige sacrifícios" que "se justificam, em geral".
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Economia
Presidente
Marcelo Rebelo de Sousa, que
falava aos jornalistas à margem da visita a uma associação, em Lisboa,
não se pronunciou especificamente sobre a questão do aumento das
comissões de manutenção de conta.
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"Eu não me pronuncio sobre questões concretas, vejo só o panorama global", frisou.
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O
chefe de Estado referiu que "faz agora um ano, precisamente, que
iniciou funções a nova administração da CGD, presidida por Paulo Macedo,
"numa situação muito difícil".
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No seu entender, este "tem sido um
processo que tem corrido bem, mas é um processo de recuperação difícil,
e que exige sacrifícios de vária natureza: sacrifícios aos
contribuintes, em primeiro lugar, sacrifícios àqueles que, de uma forma
ou de outra, têm uma ligação com essa instituição".
.
O Presidente
da República argumentou que "a alternativa era ou deixar morrer a Caixa,
o que era péssimo para a economia e para o país, ou fazer um esforço
coletivo, partilhado por muitos" para que o banco público tivesse
futuro.
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"Portanto, no dia a dia, há desses sacrifícios, e ao longo
deste ano, para não falar no período anterior, que se justificam, em
geral", acrescentou.
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Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que foi feita
uma escolha de modelo para a CGD, optando-se por um banco nacional,
público e forte.
.
"Essa escolha está feita, o caminho tem de ser
seguido. É um caminho com dificuldades, é. É um caminho que tem custos,
tem. Mas é um caminho que é importante para a economia portuguesa",
defendeu.
.
Segundo o Presidente, num primeiro momento, conseguiu-se
garantir "a sobrevivência da instituição", e agora é preciso assegurar
"o crescimento, a consolidação e o peso que é muito importante para a
economia portuguesa".
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