Operação Lex
Rangel terá influenciado outros juízes para favorecer Vieira
Rangel
é suspeito de tentar influenciar o titular de um processo de natureza
fiscal, do tribunal de Sintra, a troco de um cargo futuro na direção do
Benfica ou na universidade que o clube pretende criar no Seixal.
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As
suspeitas, segundo a mesma fonte, prendem-se ainda com a alegada
influência do juiz sobre colegas do Tribunal da Relação de Lisboa (TRL)
num processo laboral, que envolvia o Sporting e Pedro Sousa, ex-diretor
de comunicação do clube, a pedido do empresário de futebol José Veiga.
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A
Operação Lex surgiu de certidão extraída da Operação Rota do Atlântico
que tem José Veiga como arguido por suspeitas de corrupção no comércio
internacional, fraude fiscal, branqueamento de capitais e tráfico de
influências.
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Em causa está ainda a
alegada intervenção de Rui Rangel junto de outros juízes do TRL para
absolver José Veiga de fraude fiscal e branqueamento de capitais que
tinha sido condenado em primeira instância.
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O
Ministério Público e a PJ investigam também a ocultação do dinheiro de
Rangel em contas bancárias de outras pessoas, nomeadamente o advogado
Santos Martins, o filho Bernardo Santos Martins, ambos detidos, a
ex-mulher de Rangel e também juíza Fátima Galante, a atual companheira
do magistrado, Rita Figueira, o pai desta, Albertino Figueira, Nuno
Proença, Bruna Amaral e João Rangel.
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A
alegada prestação privada de serviços jurídicos por Rui Rangel a
arguidos com processos crimes no TRL e a cliente africanos, situação
incompatível com o exercício da magistratura, está também em causa neste
inquérito, bem como a ocultação fiscal dos montantes auferidos.
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Rui
Rangel terá ocultado rendimentos nas declarações de IRS entre 2012 e
2015 com o auxílio do advogado José Bernardo Martins, o filho deste,
Fátima Galante, Rita Figueira (também detida) e Albertino Figueira, que
aceitaram depositar o dinheiro nas suas contas bancárias.
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A
Operação Lex, que tem 12 arguidos, incluindo cinco detidos, investiga
crimes de branqueamento de capitais, fraude fiscal, tráfico de
influências, corrupção/recebimento indevido de vantagens.
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Entre
os detidos está também o funcionário judicial do TRL Octávio Correia,
que, alegadamente, ocultou parte dos rendimentos ao fisco.
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Os
interrogatórios judiciais dos cinco detidos começaram hoje ao início da
noite no Supremo Tribunal de Justiça, onde o processo corre termos,
dado que envolve dois juízes desembargadores, e é dirigido pelo juiz
conselheiro Pires da Graça.
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