Há
apenas 100 anos atrás, uma viagem da América do Norte à Europa
levava vários dias de navios, ou até mesmo semanas.
Com a invenção de
aviões, esse tempo de viagem foi
significativamente reduzido para menos de 24 horas. No ápice da era do
voo transatlântico, o Concorde conseguiu voar com 100 passageiros de
Nova York para Londres em pouco mais de 3,5 horas
Agora,
a Agência Espacial Europeia (ESA) acaba de rever a próxima etapa do
transporte moderno - o voo hipersônico. A ESA aprovou uma nova rodada de
financiamento para o projeto LAPCAT (Tecnologia
e Conceito de Propulsão Avançada de Longo Termo - Long-Term Advanced Propulsion Concepts and Technologies).

Ignorando
seu nome um pouco exótico, o novo avião será cinco vezes mais rápido
que o anterior, usando motores de hidrogênio líquido. Os aviões serão
capazes de viajar da Inglaterra para
a Austrália em quatro horas, transportar 300 passageiros e até mesmo
voar para o espaço em apenas 15 minutos.
O
novo tipo de motor está sendo desenvolvido pela empresa britânica
Reaction Engines, que vai investir mais de 60 milhões de libras
esterlinas no desenvolvimento, e vão começar a construir
um motor protótipo em grande escala.

Os
motores a jato atuais exigem que os aviões carreguem o oxigênio líquido
para refrigerar os motores, porque em altas velocidades eles não podem
usar o oxigênio externo
para refrigerar. O novo tipo de motor pode usar livremente oxigênio
externo, permitindo que ele esfrie seus motores de mais de 1.000 °C para
-150°C em uma fração de segundo.

Especialistas
estão chamando este projeto como o maior avanço da aviação desde a
invenção do motor a jato. O custo de um único avião é estimado em
1 bilhão de dólares.
Pela alta velocidade deste avião, não será possível ter janelas.

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