O meu cão MOKÁ. Um puro cão tailandês, inteligente, entende a língua portuguesa e nesta comunico com ele. Um adorável cão com 8 anos.
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Tenho
três cães de nacionalidade tailandesa! Certamente não vão ter a felicidade dos
caninos portugueses, cujo mérito de ser cão, o Parlamento português aprovou uma
Lei em que lhes concede o privilégio de acompanhar o dono, entrar num
restaurante e o patrão (conforme o tamanho do cão), mandar vir, da cosinha, um
quarto,meia ou uma dose de ossos.
A farrusca, 8 anos, uma cadela japonesa. Há dois anos foi picada por uma cobra mamba verde (veneno mortal) em poucos minutos. Levada de urgência à clinica, veterinária, à entrada do meu bairro, metida a soro e antidodos, passado uma hora estava curada.
Os
deputados “caramelos” que aprovaram a lei está a faltar-lhe umas aduelas, porque
os cães não têm lugar nos restaurantes. Ora os cães, não são humanos mas sim
animais irracionais. Já viu o cão levantar a perna e mandar uma mijadela nas
calças do cliente do lado, ou uma
cagadela e o dono recolher aquele produto, fisiológico, mal cheiroso, perante o
olhar estupefacto do freguês da mesa do lado.
O babe, de 10 anos, filho de mãe vadia e orfão de mama, porque a mãe morreu de parto. trouxe-o para casa, alimentado a beberão. Vive na varanda de minha casa (os meus três cães, não se dão uns com os outros), é um tagarela que dá conta de qualquer ruido estranho. Sofre de epilepsia, com desmaios periódico, cujos estes não nos apoquenta, porque o Babe depois do ataque fica bem.
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Mas nem todos os donos praticam a
higiene ao seu cão da melhor maneira e, dentro do restaurante, o pulguedo entre
o pelo no lombo do cão inquietou o cão e este mandou o protocolo das boas
maneiras colher urtigas, coça-se e as pulgas, aos saltinhos, e espalham-se pelo
ambiente do espaço destinado a pessoas e não a cães. E mais ainda!
O pântano para lá de minha casa, cujo este, mesmo com cobras e lagartos tem a sua beleza!
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Quem sofre
de asma e alérgico ao pelo do cão sujeita-se a uma crise ali mesmo. Os cães são
portadores de parasitas, bactérias e a urina de cão é perigosa para os humanos.
Eu tenho, o direito, de contestar a “merda” da Lei que foi aprovada pelos
carretados e descarretados no Assembleia da República que atinje a raia do
ridículo!
A minha casa é um mundo de frescura e verdura....
O António Costa, um primeiro-ministro de pederneira de carregar pela
boca, para se manter no Poder, tem que dizer amen com os partidos que perante o
público português não têm qualquer dimensão política. Deixo isso e vou falar
nos meus três cães, que por eles tenho todo o respeito e simpatia, só que eles,
os meus cães, tem o estatuto de cão e eu de pessoa humana.
Uma mata de bananeiras, biológicas. .
Na casa onde moro,
há 27 anos, até hoje já tive 7 cães. Quatro morreram, sepultados, no quintal e
três vivos e recomendam-se. Os meus três cães, sustentados ,diariamente,a carcaças de galinha crua, têm a missão de velar por mim e de minha mulher,
da invasão de cobras, lagartos e claramente de um intruso, desconhecido, no
bairro que por ventura nunca nenhum me apoquentou.
Eu vivo
entre a diversidade, onde o progresso do grande burgo que é Banguecoque onde
vivem, calculo, uns 12 milhões de pessoas, não chegou a minha casa e pegado
vivem, criaturas de várias espécies: cobras, lagartos, aligators, outros
bichinhos da natureza e também, jacintos, flores de lótus e capim de dois
metros. Entre aquele mundo pantanoso e impenetrável vivem várias comunidades,
onde sobrevivem e de quando em quando dão uma saltada aos quintais das casas do
meu bairro.
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Os cães, pelo bairro há muitos, no terreno deles não admite que estranho réptil ou outro
animal entre. Assim é na minha casa porque sem os meus três cães teria que
viver com um réptil, escondido em um canto de casa, no tecto falso, ou quintal na espera de um ratito, desprevenido.
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Os meus três cães têm um faro apurado e basta, de noite ou de dia, que dão
conta que algo de estranho quer sair do pântano.
José
Martins
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