sexta-feira, fevereiro 23, 2018

EU E OS MEUS TRÊS CÃES




O meu cão MOKÁ. Um puro cão tailandês, inteligente, entende a língua portuguesa e nesta comunico com ele. Um adorável cão com 8 anos.
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Tenho três cães de nacionalidade tailandesa! Certamente não vão ter a felicidade dos caninos portugueses, cujo mérito de ser cão, o Parlamento português aprovou uma Lei em que lhes concede o privilégio de acompanhar o dono, entrar num restaurante e o patrão (conforme o tamanho do cão), mandar vir, da cosinha, um quarto,meia ou uma dose  de ossos.
 A farrusca, 8 anos, uma cadela japonesa. Há dois anos foi picada por uma cobra mamba verde (veneno mortal) em poucos minutos. Levada de urgência à clinica, veterinária, à entrada do meu bairro, metida a soro e antidodos, passado uma hora estava curada.

Os deputados “caramelos” que aprovaram a lei  está a faltar-lhe umas aduelas, porque os cães não têm lugar nos restaurantes. Ora os cães, não são humanos mas sim animais irracionais. Já viu o cão levantar a perna e mandar uma mijadela nas calças do cliente do lado, ou  uma cagadela e o dono recolher aquele produto, fisiológico, mal cheiroso, perante o olhar estupefacto do freguês da mesa do lado. 

 O babe, de 10 anos, filho de mãe vadia e orfão de mama, porque a mãe morreu de parto. trouxe-o para casa, alimentado a beberão. Vive na varanda de minha casa (os meus três cães, não se dão uns com os outros), é um tagarela que dá conta de qualquer ruido estranho. Sofre de epilepsia, com desmaios periódico, cujos estes não nos apoquenta, porque o Babe depois do ataque fica bem.
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Mas nem  todos os donos praticam a higiene ao seu cão da melhor maneira e, dentro do restaurante, o pulguedo entre o pelo no lombo do cão inquietou o cão e este mandou o protocolo das boas maneiras colher urtigas, coça-se e as pulgas, aos saltinhos, e espalham-se pelo ambiente do espaço destinado a pessoas e não a cães. E mais ainda!

 O pântano para lá de minha casa, cujo este, mesmo com cobras e lagartos tem a sua beleza!
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Quem sofre de asma e alérgico ao pelo do cão sujeita-se a uma crise ali mesmo. Os cães são portadores de parasitas, bactérias e a urina de cão é perigosa para os humanos. Eu tenho, o direito, de contestar a “merda” da Lei que foi aprovada pelos carretados e descarretados no Assembleia da República que atinje a raia do ridículo! 

 A minha casa é um mundo de frescura e verdura....
O António Costa, um primeiro-ministro de pederneira de carregar pela boca, para se manter no Poder, tem que dizer amen com os partidos que perante o público português não têm qualquer dimensão política. Deixo isso e vou falar nos meus três cães, que por eles tenho todo o respeito e simpatia, só que eles, os meus cães, tem o estatuto de cão e eu de pessoa humana. 
 Uma mata de bananeiras, biológicas. .
Na casa onde moro, há 27 anos, até hoje já tive 7 cães. Quatro morreram, sepultados, no quintal e três vivos e recomendam-se. Os meus três cães, sustentados ,diariamente,a carcaças de galinha crua, têm a missão de velar por mim e de minha mulher, da invasão de cobras, lagartos e claramente de um intruso, desconhecido, no bairro que por ventura nunca nenhum me apoquentou.
Para lá da pequena floresta de bananeiras o pantâno...

Eu vivo entre a diversidade, onde o progresso do grande burgo que é Banguecoque onde vivem, calculo, uns 12 milhões de pessoas, não chegou a minha casa e pegado vivem, criaturas de várias espécies: cobras, lagartos, aligators, outros bichinhos da natureza e também, jacintos, flores de lótus e capim de dois metros. Entre aquele mundo pantanoso e impenetrável vivem várias comunidades, onde sobrevivem e de quando em quando dão uma saltada aos quintais das casas do meu bairro. 
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Os cães, pelo bairro há muitos, no terreno deles  não admite que estranho réptil ou outro animal entre. Assim é na minha casa porque sem os meus três cães teria que viver com um réptil, escondido em um canto de casa, no tecto falso, ou quintal na espera de um ratito, desprevenido. 
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Os meus três cães têm um faro apurado e basta, de noite ou de dia, que dão conta que algo de estranho quer sair do pântano.  

José Martins

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