sexta-feira, fevereiro 02, 2018

ACTO DE CONTRIÇÃO (RASCA) DO ANTÓNIO"



(Foi no Governo de José Sócrates, em que o António fazia parte, que o Vara (dos Robalos) estoirou com a CGD)J.M.

António Costa: “Não nos intrometemos na gestão da CGD”



ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Questionado por Assunção Cristas no debate quinzenal desta quinta-feira, o primeiro-ministro recusou fazer juízos sobre o aumento das comissões no banco público


O debate quinzenal desta tarde, no Parlamento, começou, como esperado, com uma intervenção do CDS, mas os centristas escolheram falar primeiro de um tema que marcou o dia – a notícia de que as comissões pagas pelos clientes da Caixa Geral de Depósitos (CGD) vão aumentar, penalizando principalmente jovens e reformados. Mas às críticas de Assunção Cristas, que defendeu que o Governo desse "indicações" ao banco sobre a sua gestão, Costa teve uma resposta breve: "Não nos intrometemos na gestão da CGD".
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Durante a troca de argumentos, breves e críticos de parte a parte, Costa insistiu que se fizesse algum juízo sobre a decisão da dministração de Paulo Macedo, passaria a ser "administrador da CGD", quando o que faz é "representar o Estado acionista da CGD". 
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E disse a Cristas que o Governo "fez o que podia" pelos mais idosos, lembrando os aumentos – de acordo com o que prevê a Constituição, mas também os extraordinários – a que os pensionistas tiveram direito.
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"Registo que vive confortável com o facto de aos pensionistas ser retirado por via desta austeridade indireta e escondida esse bocadinho mais [que receberam]. E registo que a CGD serve para uma injeção de capital público mas não para proteger os seus depositantes", replicou Cristas.
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O debate começou, no entanto e ainda antes de se falar na CGD, por um regresso a um tema que aqueceu os ânimos entre PS e CDS no último debate quinzenal: Costa, querendo ser "rigoroso", corrigiu os números que tinha revelado sobre os centros de Saúde que foram abertos no ano passado e frisou que 18 foram criados e cinco estão a caminho, tendo já sido publicado o respectivo despacho em Diário da República. Cristas agradeceu a retificação.
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A Saúde é, de resto, um dos temas que têm sido mais caros ao CDS de Cristas – as jornadas do partido, esta semana, foram em parte dedicadas a ele, e a líder centrista insistiu na acusação de uma "austeridade encapotada e escondida", acrescentando ainda que o investimento na era Costa tem sido sempre mais baixo do que em 2015, ainda no tempo do Governo de Passos Coelho.

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