(Foi no Governo de José Sócrates, em que o António fazia parte, que o Vara (dos Robalos) estoirou com a CGD)J.M.
António Costa: “Não nos intrometemos na gestão da CGD”
01.02.2018 às 15h39
ANTÓNIO COTRIM/LUSA
Questionado por Assunção Cristas no debate quinzenal desta quinta-feira, o primeiro-ministro recusou fazer juízos sobre o aumento das comissões no banco público
O
debate quinzenal desta tarde, no Parlamento, começou, como esperado,
com uma intervenção do CDS, mas os centristas escolheram falar primeiro
de um tema que marcou o dia – a notícia de que as comissões pagas pelos
clientes da Caixa Geral de Depósitos (CGD) vão aumentar, penalizando
principalmente jovens e reformados. Mas às críticas de Assunção Cristas,
que defendeu que o Governo desse "indicações" ao banco sobre a sua
gestão, Costa teve uma resposta breve: "Não nos intrometemos na gestão
da CGD".
.
Durante a troca de argumentos, breves e críticos de
parte a parte, Costa insistiu que se fizesse algum juízo sobre a decisão
da dministração de Paulo Macedo, passaria a ser "administrador da CGD",
quando o que faz é "representar o Estado acionista da CGD".
.
E disse a
Cristas que o Governo "fez o que podia" pelos mais idosos, lembrando os
aumentos – de acordo com o que prevê a Constituição, mas também os
extraordinários – a que os pensionistas tiveram direito.
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"Registo
que vive confortável com o facto de aos pensionistas ser retirado por
via desta austeridade indireta e escondida esse bocadinho mais [que
receberam]. E registo que a CGD serve para uma injeção de capital
público mas não para proteger os seus depositantes", replicou Cristas.
.
O
debate começou, no entanto e ainda antes de se falar na CGD, por um
regresso a um tema que aqueceu os ânimos entre PS e CDS no último debate
quinzenal: Costa, querendo ser "rigoroso", corrigiu os números que
tinha revelado sobre os centros de Saúde que foram abertos no ano
passado e frisou que 18 foram criados e cinco estão a caminho, tendo já
sido publicado o respectivo despacho em Diário da República. Cristas
agradeceu a retificação.
.
A Saúde é, de resto, um dos temas que
têm sido mais caros ao CDS de Cristas – as jornadas do partido, esta
semana, foram em parte dedicadas a ele, e a líder centrista insistiu na
acusação de uma "austeridade encapotada e escondida", acrescentando
ainda que o investimento na era Costa tem sido sempre mais baixo do que
em 2015, ainda no tempo do Governo de Passos Coelho.
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