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PJ faz buscas no Benfica e em casa de Vieira
PJ faz buscas no Benfica e em casa de Vieira
A
Polícia Judiciária está hoje a realizar buscas na SAD do Benfica e na
casa do presidente do clube, Luís Filipe Vieira, no âmbito da operação
"Rota do Atlântico", disse à Lusa fonte ligada ao processo.
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A
operação da Polícia Judiciária inclui também buscas à casa e gabinete
do juiz desembargador Rui Rangel, à casa da sua ex-mulher, Fátima
Galante, e às residências do advogado José Sousa Martins e do seu filho. Segundo a mesma fonte, a operação vai incluir cerca de 30 buscas e já resultou em alguns detidos.
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As
buscas em casa de Rui Rangel, magistrado do Tribunal da Relação de
Lisboa, estão a ser acompanhadas por um juiz do Supremo Tribunal de
Justiça. Segundo a mesma fonte, o crime
central que está a ser investigado é tráfico de influências, a que se
juntam outros crimes económicos conexos.
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A
Procuradoria-geral da República confirmou hoje de manhã a existência de
buscas em vários locais de Lisboa, no âmbito de uma certidão extraída
da Operação Rota do Atlântico, que alargou em 2016 a investigação ao
juiz Rui Rangel.
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Em resposta à agência
Lusa, a propósito das buscas noticiadas hoje de manhã por diversos
órgãos de comunicação social, a PGR disse que o caso está a decorrer "no
âmbito de um inquérito dirigido pelo Ministério Público junto do
Supremo Tribunal de Justiça, com a coadjuvação de magistrados do DCIAP
[Departamento Central de Investigação e Ação Penal]".
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Este
processo teve origem numa certidão extraída da designada Operação Rota
do Atlântico, acrescenta a PGR, adiantando que em causa estão suspeitas
de crimes de "recebimento indevido de vantagem, ou, eventualmente, de
corrupção, de branqueamento de capitais, tráfico de influência e de
fraude fiscal".
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Nesta investigação, o Ministério Público é coadjuvado pela Polícia Judiciária. O inquérito ao juiz desembargador Rui Rangel foi aberto em 2016.
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Na
altura, o Correio da Manhã noticiou que o juiz Rui Rangel era suspeito
de receber indevidamente verbas do empresário do futebol José Veiga,
arguido no processo Rota do Atlântico, relacionado com crimes de
corrupção no comércio internacional, fraude fiscal e branqueamento de
capitais e tráfico de influências.
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No
âmbito da Operação Rota do Atlântico, desencadeada a 03 de fevereiro de
2016, foram constituídos vários arguidos, entre eles José Veiga, Paulo
Santana Lopes, Manuel Damásio e a advogada Maria de Jesus Barbosa.
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De
acordo com a investigação do Ministério Público e da Polícia
Judiciária, José Veiga e Paulo Santana Lopes terão, alegadamente,
atribuído vantagens indevidas a titulares de cargos políticos do Congo
Brazzaville para, em troca, obterem contratos de obras públicas e de
construção civil para a 'holding' americana da multinacional brasileira
Asperbras.
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