Há uns oito anos pessoa amiga
telefonou para minha casa a informar-me que três indivídios de Angola
necessitavam de falar comigo pois estavam interessados em importar artigos da
Tailândia, indicando-me o hotel onde estavam hospedados.
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Pela tarde do mesmo dia dirigi-me
ao hotel e no restaurante conversei com os três. Estavam interessados em arroz
e a primeira encomenda seria de 100 toneladas. Não seria só arroz, mas óleo
vegetal, fósforos, isqueiros e mais outras grandes quantidades de outros
produtos que na Tailândia existe em abundância.
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Ora eu no dizer deles seria o seu
agente em Banguecoque e a oferta de uma comissão, nos produtos importados, valor
fob 3%. Quando a esmola é grande o pobre desconfia e eu duvidoso no negócio da
China que ali me era proposto!
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Terminada a reunião dei meu
cartão com morada, telefone e e-mail. Pedi o cartão deles e não tinham. Porém
num pedaço de papel escrevi seus nomes. Ao chegar a casa ligo o computador,
escrevo seus nomes e um deles (o que me
pareceu o chefe) era um general do exército angolano.
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No entanto procurei os produtos
no mercado, enviei-lhe os preços e tudo estava, para eles conforme, só o
pagamento é que não, pretendiam pagar a mercadoria depois de desembarcada em
Luanda, operação impossível porque nenhuma empresa exportadora, venderia seus
produtos neste sistema. Desinteressei-me de trabalhar com tal gente.
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Depois de tanto matutar, o
General e seus dois capangas, vieram (sem ponta de dúvida) a Banguecoque
(centro mundial da pedraria) vender diamantes pilhados.
José Martins
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