O que interessa estatisticamente não haver “Estado a mais” comparando
a nossa posição no contexto da OCDE? O que interessa ser a redução
progressiva de funcionários públicos uma realidade confirmada já da
última década? O que interessa a experiência diária de muitos dos
serviços públicos, com falta de pessoas qualificadas e sem capacidade
legal ou qualquer atractivo de oferta para poder recrutar os melhores? A
resposta é simples: não interessa nada. O que interessa é o curto
prazo, cumprir o calendário da troika, fazer tudo o que for preciso para
pagar nos termos acordados, não renegociar nem transigir perante a
realidade.
Miguel Romão, jornal i
Abutres e estupefactos
Há 1 dia
