Espero a água em minha casa ha três semanas. Só ontem, pela tarde, os canais em redor deram sinais que a Dona Água estava a chegar, preguiçosamente, em direcção aos grandes lagos de água salgada e depois, vomitada para os Golfo do Sião.
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Os meus vizinhos cada uma procura defender as suas casa e o recheio do previsível dilúvio. A minha mulher absolutamente, paranoica, hoje domingo andou todo o santo dia do senhor de balde na mão com cimento amassado a tapar umas brechas e orifícios de parede que divida o jardim e a rua.
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Eu para não ser internado no manicómio entre esta loucura da chegada, da morte lenta da água saio de casa, durante o dia, várias vezes com a minha, nova e inseparável Nikon F80 e vou fazendo uns bonecos, à loucura, da chegada da Dona Água. José Martins
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Eu para não ser internado no manicómio entre esta loucura da chegada, da morte lenta da água saio de casa, durante o dia, várias vezes com a minha, nova e inseparável Nikon F80 e vou fazendo uns bonecos, à loucura, da chegada da Dona Água. José Martins
Casa espelhada na corrente, lenta, do canal.
O Canail Sana Chai já galgou a margem junto ao templo budista, próximo de minha casa.
Há sempre alguém que gosta de alimentar os peixesPeixe e mais peixe que vem à tona da água.
Há sempre alguém que tem um tracção aos quatro pneus e anti-inundação
Enquanto a água vai subindo lentamente há sempre alguém com uma cana para pescar.
Contra luz. O pântano para lá de minha casa... Irá ser inundado? Sei lá, sei lá!
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