Tuesday, June 30, 2009

GRANDE VITÓRIA DOS PORTUGUESE NA TAILÂNDIA

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duas semanas aqui noticiámos o início das celebrações dos 500 anos da chegada dos Portugueses à Tailândia. O governo tailandês, através do seu MNE, fez chegar às Necessidades a intenção de comemorar em grande formato o mais antigo tratado de amizade entre um Estado europeu e uma nação asiática. À vinda de jornalistas portugueses convidados pelos tailandeses, junta-se a realização de um grande simpósio, hoje realizado em Ayuthia, capital do Sião até 1767 e onde se fixou durante mais de 200 anos um importante bandel português. Intitulado 500 Anos de Relações entre Tailandeses e Portugueses, o simpósio foi organizado pelo Departamento de Belas Artes de Silapakorn e reuniu um importante friso de historiadores tailandeses. As autoridades governamentais não deixaram de acorrer ao evento: o Vice-Ministro da Cultura, o Director Geral do Departamento de Belas Artes, o governador de Ayuthia e outros quadros superiores dirigentes do Estado marcaram presença, numa manifesta demonstração de interesse e apoio a todas as iniciativas que decorrerão a partir de hoje em solo tailandês evocando a chegada de Duarte Barbosa, enviado ao Sião em 1511 por Afonso de Albuquerque para estabelecer relações com o Rei do Sião. (Texto de Miguel Castelo Branco)
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À MARGEM: Não me poderia ficar despercebido o interesse que o Governo da Tailândia vem tendo para avivar os 500 anos das relações com Portugal. Aliás este interesse já vem dos anos de 1982 de quando o Embaixador Mello Gouveia pretendeu trazer à luz do dia e identificar o "Ban Potuguete" (Aldeia dos Portugueses) , graças ao patrocínio da Fundação Calouste Gulbenkian e o suporte do Departamento das Belas Artes da Tailândia.
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Inúmeras vezes me desloquei em peregrinação, a partir de 1983 e de quando as iniciações das escavações da Igreja de S.Domingos. Igualmente o interesse de um grupo de jovens, estudantes da universidade Chulalongkorn que com entusiasmo, ali trabalhavam e dormiam durante a semana numa casa, de madeira, construída, junto ao rio Chao Prya (Praiá).
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Felizmente fui documentando, essas passagens. As escavações foram orientadas pelo meu velho amigo, o Patipat, arqueólogo e Director (na altura) do Departamento de Belas Artes em Ayuthaya. Outra figura, portuguesa, que não pode ficar ignorada foi o interesse de jovem arquitecto Kol de Carvalho (antes tinha orientado a restauração de um forte português em Oman), que junto a0 Patipat, os dois executaram um trabalho meritório.
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Ainda durante as escavações a jovem Princesa Maha Chakri Siridhorn visitou o Campo de S.Domingos; muitas outras personalidades da vida pública portuguesa, que bem aqui as poderia enumerar, mas ficará para outra altura.
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Bem é que há pessoas armadas em investigadores (de ocasião) que procuram vender, na feira, o seu peixe; ficar nas fotografias (mera publicidade de promoção pessoal) com pessoas gradas, com a intenção de atingir objectivos no próximo futuro; armarem-se em "sabichões" que conhecem tudo e mais que tudo em cima dos vestígios que ainda existem e toda a história "tim-por-tim" desde que Afonso de Albuquerque, ordenou que de Malaca, Duarte Fernandes em 1509, fazer uma abordagem junto ao Rei Tibodi II, informando-o que o Rei de Portugal tinha intenções de conquistar aquele território.
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Porém o autor da peça que a publicou no
http://combustoes.blogspot.com não estagna em continuar a dar os seus "miminhos" como lhe ficam a jeito aos Embaixadores de Portugal Maria da Piedade e António de Faria e Maya, cujo com este "trabalhinho", será para nem mais nem menos que obter a almejada "recomendaçãozinha" para vir a ser o heroi (já sonhado há meia dúzia de anos) e o "manda chuva", para as celebrações (que se aproximam a passos largos) da "Chegada dos Portugueses ao Reino do Sião".
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Há pessoas que antes de entrar no esquema planeado, começam a escavar o terreno de pouco por pouco e quando vêm que chegaram à mina há agora que explorar o filão de ouro. Eu conheço este e outros de "ginjeira" que apareceram por aqui armados de sabedores de nada.
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O destino de todos os promotores de sua imagem e os "miminhos" , com que decoram os outros, acabam na estaca ZERO. Já que não foram profetas na sua terra, zarparam, para outras tentar suas sortes. Os homens fazem-se pelas obras vivas e não pelo sistema "rançoso" de impingir, aos outros, propaganda. Bem, isso, demonstrou, as deturpadas informações que foram dadas à jornalista, Elsa Resende, da Lusa, no mês passado.
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Para terminar aqui fica assinalada, a ingratidão do autor, não tenha referido a "Fundação Calouste Gulbenkiam", que o sustenta, com uma bolsa de estudo, para se manter em Banguecoque, que sem esta instituição (não refiro o prestimoso contributo do "Fine Arts Department da Tailândia), não seria possível trazer à vida as ruínas da Igreja de S. Domingos.
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Uutras pessoas, incansáveis, da Tailândia e Portugal, que contribuiram para o projecto, o Embaixador Mello Gouveia (que ainda hoje vive o "Ban Portuguete") e o Dr. José Blanco, Administrador da Gulbenkian (reformado) ficarão para depois escrever sobre suas obras. Tenho material de sobra, nos meus arquivos, para mais tarde ser contadas.
José Martins
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P.S. O autor, autodidacta, não se considera historiador, investigador, mas um entusiasta, há 26 anos, em cima do relacionamento histórico entre Portugal e a Tailãndia e escrito centenas de páginas em cima do tema, que tem servido a historiadores, investigadores , jornalistas,cineastas e inúmeros portugueses que levou ao local, graciosamente.

Saturday, June 27, 2009

LANÇAMOS NOVO BLOGUE


Clique em baixo
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Clique para saber mais http://lusosucessos.blogspot.com novo blogue onde será inserido material que se refira às actvidades dos portugueses espalhados pelas sete partidas do Mundo.


AINDA ELSA RESENDE DA LUSA, EM BANGUECOQUE

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Esta é mesmo para rir!
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"....Ora, é pelo nome de fios de ovos, "Foi Tong" em tailandês, que os jogadores da selecção portuguesa de futebol, são chamados, conta, por sua vez, Nuno Caldeira da Silva, conselheiro político da União Europeia radicado há cinco anos em Banguecoque...." (Nuno Caldeira à Lusa)
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À MARGEM: Esta nem ao diabo seria capaz de lem
brar que os jogadores, portugueses, da Selecção Nacional, são conhecidos na Tailândia por "Foi Tongues".
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Ora esta "barbaridade" foi dita pelo "artista" Nuno Caldeira da Silva http://frombangkok.blogspot.com que "cagançado" intitula-se (de carregar pela boca mas isso não importa) Conselheiro Político da Delegação da Comissão da União Europeia em Banguecoque.
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O "Foi Tongue" (fio de ovos) foi uma doçaria deixada pelos portugueses na Tailândia, em finais do século XVII e popularizada até aos dias de hoje.
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De facto eu sou o único português que assitiu à exibição do F.C. do Porto, em Banguecoque, em 1996, de que viria a ganhar o torneio contra: Boca Júniores, Inter de Milão e a Selecção da Tailândia.
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Há meia dúzia de anos, o Real Madrid, em Banguecoque, veio jogar com a Selecção da Tailândia e integrado, como treinador o Carlos Queirós e o Luis Figo e não ouvi a nenhum tailandês chamar pelo nome de "Foi tongue", ao Luis Figo. Mas vi raparigas junto à porta do balneário à espera do Figo, e: Figo,Figo,Figo e a beijarem uns calções e camisolas com o seu nome.
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Nos torneios, transmitidos pela TV e visto no grande ecran, em vários pontos de Banguecoque, a selecção de Portugal ganhou grande popularidade entre as gentes de toda a Tailândia e nunca ouvi aplaudir e chamar pelos jogadores lusos "Foi tongues" mas sim pelo nome deles ou: "potuguetes!potuguetes!,potuguetes!
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O "artista" Nuno Caldeira só faltou informar que também aos jogadores portugueses, além de "Foi tongues" lhe chamam "queques" (deixados pelos luso/descendentes no Bairro de Santa Cruz em Banguecoque).
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Bem sendo assim os jogadores, lusos, na boca do "artista" Caldeira, são conhecidos por "Foi tongues" em chamo-lhe a ele: "o queque português na Tailândia"
José Martins

Friday, June 26, 2009

AINDA ELSA RESENDE DA LUSA


"É também neste cemitério que está o jazigo da família Costa, o único que conserva inscrições em Português e que remonta à primeira metade do século XIX." Ver e ler resto no http://combustoes.blogspot.com
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À MARGEM: Não foi a Elsa Resende que teve a culpa de tão péssimo serviço tenha prestado à divulgação dos restos da história de Portugal na Tailândia. A culpa foi de quem lhe indicou o "cicerone" para a guiar e a elucidar em cima dos vestígios da comunidade lusa tailandesa em Banguecoque.
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Não estou com mágua nenhuma de não ter servido de guia à jornalista (até porque sabia, ainda em Lisboa, que viajaria a Banguecoque e possuia em carteira meu nome), dado que estou a fazer o que me dá prazer, de bem com o mundo e com os homens e de mal com as deturpações.
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O texto acima inserido (creio a peça da jornalista que meteu na linha noticiosa da Lusa) está absolutamente deturpado, quando escreve:"É também neste cemitério que está o jazigo da família Costa, o único que conserva inscrições em Português...."
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No Cemitério da Imaculada Conceição, na área de Samsem há mais túmulos com inscrições portuguesas, que bem posso provar, com as últimas imagens que ali obti há uns dois anos. Ali, recolhi imagens, ao longo de muitos anos, de eventos religiosos, do que havia, antigo, no museu (a primeira igreja construída no bairro) e lá com minha família assistimos à Missa do Galo".
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Na Igreja da Imaculada Conceição, existe o registo do baptizado de minha filha Maria Martins, cuja cerimónia teve lugar em 1987. E ainda mais, possuo, cópia do segundo livro, daquela paróquia, raro de assentos de nascimentos, matrimónios e óbitos, iniciado em 20 de Abril de 1867 iniciado com número 426, que termina em 1905.
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Recolhi, desde 1984, toda a história que havia para contar naquela paróquia e a primeira a ser instalada depois de meados do século XVII e de quando os portugueses ainda viviam no "Ban Portuguet" em Ayuthaya, a segunda capital do Reino do Sião que viria a cair no princípio de Abril do ano de 1767.
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Um reformado e com 74 anos não faz concorrência a ninguém mas procura apenas a legalidade dos factos.
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Informar e o elogiar na medida dos gostos de cada um não dá mesmo.
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Mais fácil agarrar um mentiroso que um "pé coxinho"
José Martins

Thursday, June 25, 2009

A JORNALISTA ELSA RESENDE EM BANGUECOQUE


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Com a devida vénia a Elsa Resende da Agência Lusa, aqui fica, transcrito, um dos seus trabalhos de quando da visita à Tailândia, inserida num grupo de jornalistas portugueses, organizada pela Embaixada da Tailândia em Lisboa.
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O país dos queques e dos fios de ovos
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Lisboa, 12 Jun (Lusa)
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Por "culpa" dos portugueses, os primeiros europeus a chegarem à Tailândia, os tailandeses comem queques e fios de ovos, nome por que são também conhecidos os jogadores da selecção de futebol das "quinas".
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Os doces genuinamente tailandeses são confeccionados com arroz e leite de coco.
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Maria de Guiomar Pina, filha de uma portuguesa e de um japonês, resolveu baralhar os tailandeses, introduzindo na sua gastronomia doces feitos com açúcar e ovos.
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Os portugueses aportaram ao antigo Sião em 1511, quando o governador da Índia, Afonso de Albuquerque, enviou à capital do reino, Ayutthaya, um embaixador, Duarte Fernandes...."
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À MARGEM: Pouco me interessa saber a que fonte, foi beber, a jornalista, da Lusa, Elsa Resenda a convite da Embaixada da Tailândia em Lisboa, viajou a este Reino, para evidentemente, relatar as belezas deste país e as relações históricas, de quase 500 anos, entre Portugal iniciadas em 1511 em Ayuthaya,
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A peça inserida no blogue http://frombangkok.blogspot.com/ não está de acordo e o que a jornalista Elsa Resende noticiou não foi por sua autodeterminação mas pela informação recebida.
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Apenas, aqui, me refiro: "Maria de Guiomar Pina (nome absolutamente deturpado), filha de uma portuguesa e de um japonês, resolveu baralhar os tailandeses....) . Maria de Pina Guiomar não é filha de uma portuguesa, mas de uma lusa/japonesa. Sobre esta nobre Senhora há muito mais a contar... do que a frase "baralhar" os tailandeses.
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Porém não é a jornalista, Elsa Resende, com culpas de ter metido na linha noticiosa da Lusa informação, pouco credível, mas esta de quem a teria informado, em Banguecoque, sobre a nobre senhora que por muitos anos nos temos aprofundado na história de sua vida.
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José Martins
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P.S. O autor, é investigador das relações históricas entre Portugal e a Tailândia há duas dezenas de anos, foi correspondente da Lusa, em Banguecoque (identificado com cartão), por uma dúzia de anos.

Wednesday, June 24, 2009

LUTA DO SINDICATO DOS STCDE - MALHAR EM CENTEIO VERDE

Trabalhadores consulares vão manifestar-se e prometem nova greve (C/ÁUDIO)* * * Serviço áudio disponível em http://www.lusa.pt/ * * *Lisboa, 24 Jun (Lusa)
Os trabalhadores dos consulados
e missões diplomáticas de Portugal manifestam-se dia 21 de Agosto frente ao Ministério dos Negócios Estrangeiros para, entre outras reivindicações, exigir o vínculo à função pública, disse hoje à Lusa fonte sindical.
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Segundo Alexandre Vieira, secretário-geral adjunto do Sindicato dos Trabalhadores Consulares e das Missões Diplomáticas (STCDE), se o governo continuar a ignorar as reivindicações será convocada uma nova greve, em Setembro.
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"Estamos a preparar, caso isto não avance, com uma nova greve, já a partir de Setembro e não será apenas um dia", disse.
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Os trabalhadores consulares estiveram em greve no passado dia 04, numa paralisação que segundo o STCDE teve uma adesão "superior a 80 por cento" e que para o governo foi apenas de 30 por cento.
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A confirmar-se a realização da manifestação, esta será a primeira registada na história dos Ministério dos Negócios Estrangeiros e do sindicato, precisou Alexandre Vieira.-Por iniciativa do STCDE, mais de mil dos cerca de 1600 trabalhadores consulares de quase 130 embaixadas e consulados, distribuídos por 50 países, subscreveram um abaixo assinado a exigir a vinculação à função pública, actualização salarial e avaliação de desempenho.
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"Neste abaixo assinado nós chamamos a atenção do MNE. Se (o MNE) não reagir voltaremos à greve", garantiu a fonte sindical.Alexandre Vieira acrescentou que deputados de todos os partidos com assento na Assembleia da República, incluindo o Partido Socialista, no poder, e dos conselheiros das comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo apoiam esta iniciativa do STCDE.
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"O que está em causa são uma série de coisas, mas o mais importante é o que tem a ver com o nosso estatuto profissional, porque tem de contemplar medidas como a questão do Sistema de Avaliação da Administração Pública, a questão da progressão na carreira, a questão dos aumentos salariais", salientou.Relativamente à avaliação, Alexandre Vieira afirmou que existe o "caos total".-"Está o caos total. Há embaixadores que o aplicam, embaixadas que não aplicam. Outras que fazem tudo mal. É assim, é conforme a vontade do freguês", concluiu.EL.Lusa/Fim
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À MARGEM: O Sindicato dos Trabalhadores Consulares e das Missões Diplomáticas, continua (como há muitos anos) a malhar em centeio verde que não debulha o grão.
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Nunca a voz dos humildes trabalhadores foi ouvida.
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Hoje, pelo mundo, existem numerosas Missões Diplomáticas e Consulados com carência de pessoal de expediente cujo este é executado pelo pessoal não diplomático.
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Com isto tem se dado a degradação do funcionamento das Missões Diplomáticas, estabelecidas no Mundo para servirem os portugueses acolhidos nesses países; os estrangeiros que necessitam de obter visa para visitarem Portugal e, evidentemente, oferecerem aquilo que ainda temos para vender e representá-lo.
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Porém desde que Portugal se inseriu na União Europeia e a seguir na área do "Shengen" as missões e os consulados portuguesas no mundo voltaram em floreiras de rosas mal-cheirosas e a degradação dos serviços viria em seguida.
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Desde há 10 anos nada melhorou no funcionamento e diversas barreiras foram encontradas para dar a dignidade aos servidores do Estado no Estrangeiro.
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Nenhum ministro mesmo tendo boas intenções em dignificar o pessoal as consegue levar a bom porto e eliminar as "capelinhas".
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A gente que se movimenta sob os claustros das Necessidades, coloca os decretos, mesmo ratificados, na gaveta, ficam encerrados apodrecer com o tempo.
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Mas para eles, os diplomatas, há tudo e mais que tudo e para os da mó debaixo os que os servem há apenas a "maçã dos porcos".
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Continuamos a ter um país de gente que julga que vale e não vale mesmo nada!
José Martins

O PECADO DO SENHOR EMBAIXADOR


O ministro dos Estrangeiros belga, aqui fotografado num encontro com Hillary Clinton, levou o caso ao Parlamento

Caso chegou ao Parlamento de BruxelasEmbaixador belga em Moscovo chamado por ter dado vistos a "bailarinas" tailandesas O embaixador da Bélgica em Moscovo foi chamado a Bruxelas por ter dado vistos belgas a cinco mulheres tailandesas próximas do milionário russo Suleiman Kerimov, um dos 40 homens mais ricos do mundo.
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Os vistos belgas dão acesso ao espaço Schengen e permitiriam às cinco mulheres acompanhar Kerimov numa viagem à Côte d’Azur, no Sul de França, onde Kerimov tem uma villa.
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Ora o embaixador belga em Moscovo, Bertrand de Combrugghe, participou numa festa nessa villa e passou um fim-de-semana num hotel de luxo de Antibes, o Eden Roc, cuja conta foi pagar por Kerimov, disse ontem no Parlamento de Bruxelas o ministro dos Negócios Estrangeiros belga, Karel De Gucht.
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Questionado pelos deputados, De Gucht disse que o embaixador “interveio pessoalmente junto dos serviços consulares da embaixada em Moscovo para que as cinco mulheres tailandesas obtivessem um visto Schengen”. O ministro descreveu as tailandesas como “bailarinas”.
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O embaixador reconheceu a irregularidade e pediu ele próprio para ser chamado.Kerimov, o 36º homem mais rico do mundo, de acordo com a lista da Forbes, ficou conhecido em 2006 por ter tido um acidente na Promenade des Anglais, a mais conhecida avenida de Nice, quando conduzia o seu Ferrari.
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Com queimaduras em 70 por cento do corpo, foi transportado para Bruxelas num avião militar belga e foi assistido num hospital militar próximo da capital. O milionário pagou todas as despesas, mas este tratamento de favor levantou suspeições na altura,
11.06.2009 - 20h39 Agências/Público -
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À MARGEM: Os embaixadores também pecam... Lembra-me há uns anos (10) de quando saía de um hotel, em Banguecoque, com um empresário português depois de tomarmos uma bebida, o embaixador de um país, membro, da União Europeia, abraçado a dois "boys" por volta da uma manhã. Lá partiram os três, lindos, "pétalas-cor-de-rosa" muito amorosos!
José Martins

Monday, June 22, 2009

O PASSADO - PRESENTE NA MEMÓRIA

Hoje 22 de Junho de 2009, acabo de receber, o Jornal da Siam Society, Volume 97, 2009. Folheei-o e na página nº 234 fui encontrar, em língua inglesa, uma nota do académico Kennon Breaeale (que não conheço) referindo-se ao trabalho da Dra. Leonor Seabra “The Embassy of Pêro Vaz de Siqueira”(1684-1686). A historiadora, fixada há muitos anos em Macau, é a terceira pessoa, portuguesa, que figura, na “Siam Society” entre o Dr. Joaquim Campos, que escreveu um trabalho, brilhante, na década trinta e publicado em 1959 “ Early Portuguese Accounts of Thailand”; e na década setenta, um outro mais pequeno (que lhe teria servido de fonte o que escreveu o Dr.Campos) , escrito pelo Embaixador Hélder Mendoça da Cunha “ The 1820 Land Concession to the Portuguese” e inserido num livro editado pela Siam Society “Collected Articles in Memory o H.R.H Prince Waithayakhorn, Kromamun Naradiph Bongsprabandh” em 1976.
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A Dra- Leonor Seabra é daquelas personalidades que passaram por Banguecoque e que de forma alguma poderá ser esquecida. Já lá vão 17 anos e ainda hoje nos correspondemos e sabemos um do outro. Senhora simples, uma historiadora e de cultura.
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Amigos destes ficam até sempre!
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De quando publicou o seu, primeiro, trabalho que insiro a capa, deu-me imenso prazer de ajudar a historiadora e tê-la em minha casa. Na obra fez-me uma referência que muito me sensibilizou.
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Na altura que me enviou a obra escrevi um texto e inseri no meu website www.aquimaria.com/html/forum.html que transcrevo, a seguir, na íntegra.
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Conheci Leonor Seabra no final do ano 1992 em Banguecoque. O motivo que a trouxera à capital tailandesa era o procurar nos arquivos velhos da Embaixada se por lá haveria, algo, que lhe servisse para levar a bom porto as investigações, históricas em cima das Relações do Sião e Macau e, obviamente de Portugal que se propusera levar a cabo.
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Não vou aqui referir os entraves que a historiadora encontrou quando revelou os seus propósitos, aos responsáveis pelo pelouro da Cultura da Embaixada de Portugal em Banguecoque que acabou por não lhe ter sido facilitado acesso (até porque ali já não existiam) aos “calhamaços” com ou sem valor histórico que lhe servissem de matéria informativa.
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Bem é que a Feitoria, e depois o Consulado de Portugal, os Cônsules nomeados, por fraco acondicionamento, desleixo e, também, pela qualidade pobre do papel que absorvia a humidade, que, constantemente, pairava na atmosfera de Banguecoque, levou essa preciosa informação se fosse perdendo através de anos.
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Mas a Feitoria e o Consulado por umas vezes estava sob a jurisdição de Macau e outras por Goa. Ficaram assim (aqueles que não se perderam como nos arquivos de Banguecoque) a documentação histórica dispersa nos arquivos dos dois antigos territórios administrados por Portugal.
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Os documentos existente nos arquivos da Torre do Tombo ou nos do Palácio das Necessidades, pelo conhecimento que temos, é escasso.
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Procurei ajudar, no que pude, Leonor Seabra e facilitando-lhe a minha biblioteca e cópias do material que lhe pudesse ser útil.
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Na minha qualidade de sócio, fomos à prestigiada - e a maior de toda a Ásia, em cultura e arquivos históricos - “Siam Society” em Banguecoque.
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Viajámos até Ayuthaya para lhe indicar aonde os portugueses se instalaram, no Bangue Portuguet (Aldeia dos Portugueses) depois de 1516 até 1767, quando a capital caíu; as ruínas dos fortins junto às margens do rios: Chao Praiá, Lopburi, Pasak e, também, nos templos budistas, para os proteger das investidas militares, do Reino do Pegú. Fortins com as ameias lusas que felizmente estão bem conservados e por séculos ali se encontram a lembrar um passado que bem honra Portugal.
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Leonor Seabra regressou a Macau, com cerca de um milhar de cópias, com material que lhe poderia servir (todo historiador ou escritor o deseja para trazer, com determinação, à realidade a obra que planeou e sonhou),
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Nunca mais me encontrei pessoalmente com a ilustre historiadora.
Mas não é importante vermo-nos, em pessoa, porque todos os anos Leonor Seabra nunca deixou de me enviar as felicitações do Ano Novo Cristão e do Ano Novo Chinês e enviar umas “patacas” para a minha filha Maria comprar um presentinho, a quem conheceu uma “pequenita” de uns cinco anos e de quem nunca me deixou de falar dela, nessas comunicações durante as quadras festivas de fraternidade e amizade.
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Quem meus filhos beija meu coração abraça!
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Leonor Seabra ficou na lista dos meus bons amigos, dos tantos com quem me relacionei durante a longa permanência que já levo na Tailândia.
José Martins

Saturday, June 20, 2009

CASOS PASSADOS - MEMÓRIA PRESENTE

" Que me julguem como queiram, os "bons,os maus e os feios", mas na certeza porém sempre caminhei pelos caminhos da verdade e da honestidade sem tropeçar nas pedras da mentira". Custou-me caro, mas sobrevivi à mentira, à desonestidade das palavras e das más obras"
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Factos que aconteceram e ficam esquecidos e perdem-se no tempo. Quem deu azo a esses acontecimentos e com alguma gravidade e prejuizo, para o país que representa, não os relata a quem o deveria por obrigação.
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Banguecoque 1 de Outubro de 1999 a Embaixada da Birmânia (Myanmar) foi sequestrada, liderada por 3 revolucionários, birmanesese, com mais 9, que lutavam contra a Junta Militar e feitos reféns os funcionários e os utentes que á Secção Consular tinham ido tratar de assuntos onde se incluía os visto de entrada no território birmanês.
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A notícia correu célere e, num abrir e fechar de olhos, os jornalistas/correspondentes sediados em Banguecoque, deslocam-se em massa, com a aparelhagem de captar imagens, para a Sathorn Road (localização da embaixada). Pouco depois chegam as “régies” dos canais de televisão locais com os pratos satélites montados no topo das carroçaria. A rua adjacente à embaixada é cortada ao trânsito.
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Na altura era o correspondente da Agência Lusa, para a Tailândia e teria que estar ao corrente de tudo que se passava diariamente na Tailândia. O bichinho da informação estava entranhado em mim e teria que estar a par do que passava na Tailândia. Menos nos países do Sudeste Asiático, dado que existia um protocolo assinado entre a Lusa/Macau e as principais agências noticiosas mundiais, entre estas destacava-se a Agence France Press. Comigo o “password” da AFP, onde todos os dias dava uma vista de olhos ao noticiário, global, metido na linha.
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Em frente à embaixada gerou-se um pandemónio, entre os jornalistas locais e estrangeiros, todos em procura da noticia e enviá-la, em primeira mão, paras as redacções dos jornais. O sistema usual, na altura, era o telefone móvel. E foi com este meio de comunicação que transmiti a notícia, no visual, para o João Roque da Lusa/Macau.
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A peça metida na linha pela Agencia France Press.-Bangkok, 1 de Outubro de 1999
Um grupo de 12 homen armados invadiram a embaixada de Myanmar na baixa de Banguecoque, sexta-feira com os 20 funcionários reféns, a polícia informou, Major-General Jongrak Chutanond, vice-comandante da polícia metropolitana. O ataque foi lançado pouco antes do meio dia (GTM 0500)....
Ora estas informações eram as sabidas por todos nós, os jornalistas, que estávamos na rua. Ouvimos tiros dentro da embaixada e, como por instinto nos atiramos ao solo. Boatos existem muitos, onde se constava que os sequestradores estavam armados até aos dentes,com metralhadoras ligeiras AK-47, granadas e outro material de guerra.
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O chefe da dúzia de homens, que tomaram a missão, era um jovem de nome "Big Johnny", que se exprimia num bom inglês.A peça que interessava ao Johnny, sequestrar, era o embaixador que não se encontrava no seu gabinete de trabalho. O sequestradores pediram comida e foi-lhe satisfeita.
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Ainda foi aventado que certamente a polícia na comida introduziria uma droga para adormecer os sequestradores e sequestrados. Foi montado um aparato policial em frente à embaixada e mandado retirar todos os jornalistas da zona.
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Entre o tempo que durou o sequestro da embaixada, os assaltantes, tomaram conta do arquivo, da embaixada, que guardava o ficheiro onde estavam designados, os nomes dos traficantes de droga, do "Triângulo Dourado", de que eles deveriam estar ligados e obterem receitas.
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Transmiti ao embaixador Tadeu Soares o incidente, não ligou grande importância e respondeu em surdina: “embaixador não estava lá...” (Tadeu Soares, nunca acolheu bem eu ser funcionário e correspondente da Lusa.Eu o ser para ele, com isto, era dado como um conspirador e um “filho-da-mãe” dentro da missão).
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O ministro dos Negócios Estrangeiros da Tailândia, na altura, o Dr. Surin Pitsuwan e o seu vice-Ministro o Príncipe Sukhumband Paribat (hoje o Governador da cidade de Banguecoque), procuram resolver o caso sem derramamento de sangue. Surin Pitsuawn entregou o caso a Sukhumband Paribat e encetou negociações com os rebeldes.
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Os sequestradores, sabendo que não venceriam aquela guerra, com a polícia em frente à missão, exigiram ao vice-ministro Paribat um helicóptero para os retirar dali e que pousasse num largo de uma escola católica nas proximidades da embaixada. Foram informados que não poderia ser pelo reduzido espaço.
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Aventada outra hipótese um largo terreno do quartel-general das forças armadas, a uns dois quilómetros, para norte e oposto ao Parque Lumpini. Foi-lhes oferecido para transporte uma carrinha de passageiros para os retirar da embaixada e levá-los ao parque onde o helicóptero os aguardaria para, depois os deixar junto à fronteira da Birmânia.
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Os sequestradores exigiram que só sairiam da embaixada se com eles estivesse o vice-ministro Paribat. Assim viria acontecer, Paribat ter entrado pelo portão da embaixada, com o motorista da carrinha e sair com 12 terroristas e suas 12 Ak-47, prontas a disparar sobre ele se a polícia viesse a intervir.
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Paribat seguiu com os 12, terroristas, armados num helicóptero e foram deixados em território tailandês e a 400 metros da fronteira birmanesa. Tudo acabou em bem e sem pinga de sangue.
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Assunto ficou esquecido até 24 de Janeiro de 2000. Neste dia, três, cabecilhas, que tinham sequestrado a embaixada em 1 de Outubro de 1999, onde se incluía o chefe Johnny, mais outros 7 rebeldes pertencentes ao “Exército de Deus” da Birmânia que lutavam contra o regime ditatorial imposto pela Junta sequestraram um autocarro, tailandês, junto à fronteira e obrigaram o motorista, a ponta do cano de metralhadora Ak-47, a transportá-los para o Hospital Provincial de Ratchaburi,com centenas de doentes, internados, pessoal médico e outro.
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O grupo depois de tomado o hospital uma das exigências seria que fossem enviados médicos, para o seu quartel-general, rebelde, na Birmânia, tratar dos seus doentes.
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Houveram várias negociações entre a polícia e os rebeldes, sem que nenhuma tivesse sucesso. Ao fim de 22 de horas de terror dentro do hospital, um grupo de comandos do exército tailandês, tomou de assalto o hospital e eliminou, sem causar vítimas, 9 rebeldes. O último na tentativa de escapar, meteu-se debaixo dos cobertores, de uma cama, numa enfermaria disfarçado de doente, descoberto e morto.
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Em Banguecoque as Ong´s principiaram a dar o “lamiré", a explorar o caso do Hospital de Ratchaburi e a considerá-lo um “massacre”. Esqueceram-se que dentro daquele hospital, durante 22 horas existiu o terror entre centenas de doentes.
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O embaixador Tadeu Soares, talvez influenciado, pelas ONG´s ou pelos seus colegas, embaixadores de países da União Europeia reprova o incidente de Ratchaburi.
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Tadeu Soares a partir de 1 Janeira de 2000, estava chefiar a Presidência da União Europeia que pertencia a Portugal até 30 de Junho.Na primeira reunião, levada a cabo na Residência dos Embaixadores, convidou representantes das principais agencias noticiosas, acreditadas na capital tailandesa e na conferência de imprensa que lhes concedeu condenou o Governo da Tailândia e que teria (em termo de obrigação) de fazer um relatório em cima do caso.
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O Ministro dos Negócios Estrangeiros Surin Pitsuwan não apreciou tal imposição de Tadeu Soares, foi chamado ao seu ministério para esclarecer aquilo que tinha dito aos correspondentes.
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Obrigou-o a fazer um desmentido na imprensa: “que aquilo que tinha afirmado não era em nome de Portugal, mas em seu nome pessoal” Assim foi.
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Porém a imprensa continuou a dar relevo ao assunto e várias cartas aos directores de jornais foram publicadas que em nada prestigiavam o nome de Portugal.
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Foi este o segundo caso de divergências que eu conheci entre os embaixadores de Portugal e o ministério dos Negócios Estrangeiros da Tailândia.
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O Primeiro foi em 1994 de quando o carro, oficial, da Embaixada, transportou o Drs.Ramos Horta e Mari Alkatiri, para uma conferência de imprensa, clandestina, junto ao aeroporto internacional de Banguecoque e de quando, essas figuras de Timor-Leste, não era gratas na Tailândia.
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O embaixador de então, Sebastião de Castello-Branco foi chamado ao Ministro dos Estrangeiros da Tailândia e lhe disse: “Senhor Embaixador, peço-lhe que não volte a fazer o mesmo, porque as relações entre Portugal e a Tailândia de quase de 500 anos poderão deteriorar-se".
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Por último, o Ministério dos Negócios Estrangeiros Português, nunca teria tido o conhecimento da amplitude do caso, diplomático, grave, mas apenas (nem esta penso) parte.
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Durante os dois anos e meio que se quedou, em Banguecoque, Tadeu Soares, nunca foi recebido a nível de ministro mas pelo vice-ministro dos Estrangeiros Sukhumband Paribat.
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José Martins

A CULTURA QUE NOS FAZ FALTA...



“Realmente falta cultura a este país, cultura de responsabilidade e honestidade para quem ocupa cargos públicos e a de direito à indignação e à revolta aos cidadãos” Kaos.
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Este blogue está associado ao Kaos, um exímio na arte do grafismo que consegue operar autênticos milagres na feitura de quadros, onde insere a figurais reais de personalidades ligadas ao Governo ou à política.
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Legenda os seus trabalhos com os nomes verdadeiros e faz-lhe uma crítica mordaz. Não faço ideia onde o Kaos vive. Penso que no anonimato. Não vá por aí o diabo tecê-las e um “gorila” contratado o coloque a “pão e laranjas” e acabe desancado numa cama de hospital com os ossos num molho.
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Retirei apenas um pequeno texto de uma legenda do Kaos que inseriu num dos seus quadros e refere-se á falta de cultura, responsabilidade e honestidade dos que ocupam cargos públicos.
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Verdades nuas e cruas e eu, durante anos seguidos, experimentei essa falta de cultura, responsabilidade, honestidade, abuso de Poder e o tráfico de influências.
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Não vou por agora referir-me aonde fui encontrar esses factos, mas ficarão para mais adiante o esclarecimento.-Ora depois do 25 de Abril de 1974 e de quando foi restituída a liberdade aos portugueses, seguiu-se com esta que cada um que tivesse umas “migalhas” de Poder com a atribuição de um lugar de chefia, julgou-se, desde logo, que estava acima da Lei e enquanto nesse lugar usou as maiores tropelias ignorando os seus superiores, as obrigações para com o país e conspirando a cada momento.
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Quando um honesto se insurge contra o Poder porque o seu chefe é Poder, e não segue as regras, deontológicas por que se deveria reger, desde logo está sob a alçada do seu poder e terá os dias contados para o “olho da rua”. O “pequenito” que se insurgiu não tem defesa possível, porque mais vale uma mentira do Poder que mil verdades do “micróbio” servidor.
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Esse Poder pequenino é rodeado de imbecis, hipócritas, “golpistas” que procuram colher dividendos à conta desse Poder de vaidades irrisórias.
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São eles o gorgulho da arca do centeio - a nação - que lhe come o miolo do cereal e só lhe deixa as cascas.
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Aos 74 anos estou de bem com os homens e com o mundo!
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Só não consigo estar é com a cultura que nos falta: "Honestidade, abuso de Poder e o tráfico de influência.
José Martins

Wednesday, June 17, 2009

TAILÂNDIA QUER OFERECER UM PAVILHÃO A LISBOA


Por NUNO GALOPIM, na Tailândia Ontem
Estrutura pretende assinalar, em 2011, os 500 anos do encontro entre os dois povos. Edifício vai ser construído em Banguecoque e erigido à beira-Tejo, entre Alcântara e Belém.
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A oferta de um pavilhão, a construir à beira-Tejo, em Lisboa, entre Alcântara e Belém, representa uma forma de evocar os 500 anos do primeiro encontro entre portugueses e tailandeses, que se assinalará em 2011. O pavilhão, feito de madeira de teca, será construído em Banguecoque, transportado por barco até Portugal e aí levantado no local entretanto sugerido pela Câmara de Lisboa. Resta ainda, segundo explicou ao DN o Departamento de Belas Artes tailandês (que trabalha o projecto), uma autorização da Administração do Porto de Lisboa sobre o local para erguer a construção.
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Será uma estrutura de 5,2 metros de frente e lado por 6,8 de altura, aberta, cruzando a arquitectura tailandesa com elementos portugueses, nomeadamente formas que uma das arquitectas responsáveis pelo projecto escolheu depois de conhecer o Mosteiro dos Jerónimos. Usando uma palavra que chegou à Tailândia com os portugueses, os responsáveis pelo projecto chamam-lhe uma "sala", descrevendo-o como um espaço para ser vivido por todos.
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O ministro dos Negócios Estrangeiros da Tailândia explicou ao DN que a celebração do meio século deste encontro é algo de que o "povo tailandês se pode hoje orgulhar" já que representou "uma das primeiras práticas da diplomacia moderna" e que, então, ambos os povos lidaram entre si "de igual para igual". Acrescentou que os tailandeses herdaram muito dos portugueses, o primeiro povo ocidental com quem contactaram.
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Além da "abertura de visões além da Ásia", o encontro de há 500 anos "ajudou a Tailândia a fazer-se um Estado moderno". E ficaram marcas na "gastronomia, nos modos de vida", recordou também.
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Além do pavilhão, é intenção do seu ministério assinalar a efeméride com outras iniciativas. "Poderíamos fazer uma recepção oficial e um cocktail para marcar a data, mas vamos fazer as coisas de uma maneira mais intensa", avançou. Daí que pretenda criar um grupo de trabalho que, entre tailandeses e portugueses, defina se o programa juntará "exposições, actuações de jovens músicos" ou mesmo "trazer uma equipa de futebol portuguesa a Banguecoque".
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A equipa do Departamento de Belas Artes, que esteve há dias em Lisboa, está neste momento em diálogo com responsáveis do Museu do Oriente e da Fundação Gulbenkian, o primeiro para abrir um espaço expositivo sobre a Tailândia, a segunda tendo em vista trabalhos de arqueologia e museologia em Ayutthaya, a antiga capital que os portugueses visitaram em 1511.
Diário de Notícias
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À MARGEM: Há cerca de dois anos o Embaixador Mello Gouveia, assessor diplomático da Câmara Mucipal de Lisboa informou-me, mercê o seu empenho, o Governo Tailandês tinha oferecido uma "Sala" (palavra portuguesa no vocabulário tailandês) para ser erigida, a escolher, numa praça da cidade de Lisboa. Nessa comunicação, enviou-me o desenho, da respectiva sala, que tenho nos meus arquivos
José Martins

Tuesday, June 16, 2009

AS CELEBRAÇÕES DOS 500 ANOS DA CHEGADA DOS PORTUGUESES AO REINO DO SIÃO

Hoje de manhã dou com um artigo escrito inserido no http://combustoes.blogspot.com pelas teclas de Miguel Castelo Branco, onde dá conta, do inicio das celebrações, dos 500 anos da chegada dos portugueses à Tailândia, com um jantar oferecido, a jornalistas portugueses (Visão, Diário de Notícias e Lusa), a altos funcionários do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Tailândia, pelos embaixadores de Portugal acreditados em Banguecoque, Maria da Piedade e António de Faria e Maya. O convite partiu do Governo Tailandês.
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Congratulo-me pelo facto de o Governo Tailandês se interessar pela efeméride e o Governo Português até agora “moita calada”, em relação às importantes celebrações do primeiro contacto, diplomático, de António Miranda de Azevedo, em 1511, com o Rei Rama Tibodi II, na velha capital Ayuthaya, de que viria a ser concretizado o primeiro “Tratado de Amizade, Comércio e Navegação” em 1516.
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Inicia-se a era da modernização do Reino do Sião, introduzida pelos portugueses, onde se inclui as artes; o sistema de defesa, que seria longo o conteúdo se nesta peça o inserisse.
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Não é esta a primeira vez que o Governo Tailandês subsidia a vinda de jornalistas portugueses à Tailândia para desenvolverem a história de Portugal na Tailândia.
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Em 1996 (consulado do Embaixador Mesquita de Brito) uma equipa da RTP, chefiada pela realizadora Cristina Antunes, um operador de câmara e um ajudante, permaneceram na Tailândia durante 12 dias.
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Em Banguecoque, dei o apoio logístico à Cristina Antunes, preparei-lhe um dossier histórico e acompanhei a equipa, guiando um “míni-bus” durante 10 dias, aos bairros portugueses que ainda existem pelos nomes; ao “Ban Portuguet”, em Ayuthaya, Sukothai e Lampang por onde onde os portugueses passaram.
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O filme, além de pedagógico, inseria material das belezas da Tailândia. A parte histórica, relativa aos dois países coube-me a mim e a outra parte a uma senhora especialista, em turismo, da Tailândia.
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O documentário ficou uma obra prima e foi-lhe dado o genérico “À Beira do Canal”, cujo canais de Thomburi teriam inspirado a realizadora para initular a obra. Foi-me enviava a cassete de fita magnética e, infelizmente, perdeu-se tão belo documento.
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Um pequeno trecho, chama-me à atenção, abaixo escrito pelo Miguel Castelo Branco que continua imparável em promover-se, desde que aqui chegou, graças a uma bolsa de estudo concedida pela Fundação Calouste Gulbenkian e pelos bons ofícios do Embaixador Lima Pimentel que colocou o Miguel no “píncaros” da lua à referida, acima designada, fundação.
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“Como historiador, foi-me solicitada uma curta entrevista para a TVI, no decurso da qual tentei sintetizar a importância desta relação única nos anais da história diplomática mundial”.
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Ora o Miguel voltou em especialista da história de Portugal na Tailândia, graças aquilo que eu tenho escrito e ter lido os conteúdos nos meus blogues e “website”
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Há uns três anos o Miguel veio a Banguecoque proferir uma palestra (creio na “National Library”) cujo o tema foi a visita de S.M. o Rei Chulalongkorn a Portugal, história que eu desenvolvi, pormenorizadamente em três partes, teria inspirado o Miguel para essa conferência, e publicadas no website: www.aquimaria.com/html/aboutth.html , (nunca, até à altura, tenha lido a visita, de tão ilustre monarca, a Portugal de 22 a 25 de Outubro de 1897), que segundo o que informou Lima Pimentel, à Secretaria de Estado, foi excelentemente desenvolvida e muito apreciada pela assistência.


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O Miguel pouco depois chegado a Banguecoque (só tarde foi apresentar cumprimentos ao embaixador Faria Maya), com uns amigos, viajou até Lopburi, para visitar as ruínas dos palácios do Rei Narai e do seu primeiro-ministro, o grego, Constantino Falcão, que foi casado com a lusa descendente Maria de Pina Guiomar que deixou na Tailândia várias especialidades de doçaria portuguesa, entre estas o fio de ovos conhecido e popularizado com o nome de “Foi tongue”.
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O Miguel, com ele na bagagem e na memória levou o que leu na peça http://aquitailandia.blogspot.com/2007/01/maria-de-guiomar.html
que até foi honesto para mim, que tinha lido o meu trabalho para entender aquilo que os amigos o levaram a visitar.
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De facto eu sempre colaborei com o Miguel, só que ele tem se aproveitado dos meus trabalhos e depois “arma-se” como um historiador e “sabichão” da matéria histórica entre Portugal e o Reino do Sião. Evidentemente que não estou à espera (nem pretendo) que o Miguel se refira ao meu nome porque já sou demasiadamente (as minhas vaidades!!!) conhecido na Tailândia.
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Claro que não é só Miguel que se tem aproveitado, outros igualmente, mas eu quando inseri, nos meus blogues e website a história de Portugal na Tailândia, com centenas de horas perdidas, foi para que todos interessados recolherem aquilo que melhor lhes servisse.
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Os meu blogues são públicos e sem direitos de autor. Antes do Miguel vir para a Tailândia, já com objectivos bem traçados, mantenho as minhas dúvidas, se foi para se enfronhar na história de Portugal na Tailândia (pois esta já foi contada em profundidade nas décadas 30, pelo Cônsul Dr. Joaquim Campos e na oitenta pelo Monsenhor Manuel Teixeira no século passado), ou por outros motivos.
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Nunca tal coisa, em homem, eu tenha visto em procurar promover-se encostado aos poderes e dar-lhe aqueles que já referi, antes em outros artigos, “miminhos”.
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Fico a pensar que o Miguel Castelo Branco tem muito jeito, para fazer de “mensageiro” ( na giria rasca portuguesa "pombo correio") do Poder para dele cativar as simpatias.
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Ora uma vez o Miguel diz bem do Poder, dos amigos em seguida arrasa-os. E, até, capaz de trabalhar na sombra, ignorando o protocolo (português) oficial, como bom malabarista para fazer ajoelhar o Poder a seus pés. Já o conseguiu, em Banguecoque, mas não vou aqui referir-me ao caso da conspiraçãozita.
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Há tempos o Prof. Saldanha, ex-presidente do IPOR em Macau, veio a Banguecoque, proferir uma conferência (não estive presente embora convidado), cujo tema me parece que teria sido o “Ban Portuguet” (velha aldeia dos portugueses em Ayuthaya), onde o Prof. Saldanha visitou, apenas uma vez (2005) onde estive presente e até ficaria a conhecer um estranho caso sobre a localização das ruínas da Igreja de S. Franciso que eu, depois, expliquei o sitio certo.
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Aliás expliquei o local ao embaixador Faria e Maya, em fins de Janeiro de 2008 de quando acompanhado da mais bem classificada historiadora/arqueológa e especialista, sobre a história de Portugal na Tailãndia, a jovem licenciada Rita de Carvalho, que desenvolveu um trabalho de umas centenas de páginas (viveu duas semanas em Ayuthaya) que o embaixador Faria e Maya tem um exemplar, em seu poder, oferecido por mim.
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Para completar o tema da conferência que iria proferir na prestigiosa (a mais antiga de toda a Ásia) instituição de cultura “Siam Society”, faltava ao Prof. Saldanha, o mapa do “Ban Portuguet”, elaborado pelo Dr. Joaquim Campos em (1937?), já publicado por mim num dos meus blogues, mas não dava extraí-lo e necessitava de uma cópia em tamanho original.
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O Miguel telefonou-me, para casa, invocando o desejo do Prof. Saldanha, para lhe fornecer uma cópia e cedi. Há uns dias o Miguel telefonou-me para escrever mais sobre o António, um famoso fotógrafo em Banguecoque no princípio do século passado (suponho ser luso-descendente), escrevi a sua história que desenvolvi, com profundidade, muito bem aceite pelos leitores e viria a publicar em três partes que poderão ser lidas e ver as imagens clicando nos endereço abaixos designados.
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O Miguel, adiantou, pelo telefone e falou-me que conseguia que uma revista, portuguesa, publicasse o meu trabalho, sobre o António etc.etc., e foi dizendo que os blogues não davam. Hoje, depois, declarações, que deu, ontem, para a TVI, precisava que eu metesse mais nabos na "púcara" para depois ele os retirar já cozidos e temperados.
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Isto porque eu nunca tive conhecimento que jornalistas portugueses viriam à Tailândia, e o Miguel, (creio) já sabedor, bem mais necessitava de outras iguarias para apresentar o seu "banquete" de sabedoria.
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Bonito e fazer furor e invejas, entre os seus amigos e inimigos lá pela Lisboa, que o Miguel está mesmo a ser profeta na Tailândia quando aparecer, no horário nobre, da emissão da TVI. no vidro do televisor.
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Há esquecia-me de mencionar que desejava que eu o levasse ao cemitério de Nakon Pathon, para onde as ossadas dos luso-descendentes, foram transferidas, dos cemitérios profanados, pela Igreja Católica na Tailândia, da Silom Road e do Bairro de Santa Cruz.
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Eu não preciso, para viver (incluo os esquemas e os golpes), de os meus artigos sejam publicados em revistas porque estas e jornais já se têm servido do que tenho escrito há muitos anos, porque eu escrevo e investigo história de Portugal na Tailândia não em procura de promoção, espojar-me aos pés, do fantasioso, Poder, em procura de promoção ou dinheiro, mas pelo prazer que me dá!
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Por fim só me resta realçar e de louvar o interesse que o Governo Tailandês teve em promover a história de Portugal no seu Reino e o Governo Português “moita calada”.
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Valha-nos ao menos a hospitalidade e a simpatia dos embaixadores de Portugal oferecerem um “jantarzinho”, aos jornalistas portugueses e outras individualidades, tailandesas e iniciarem-se (segundo o Miguel) as celebrações dos 500 anos da chegada dos portugueses ao antigo Reino do do Sião em 1511.
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Voltarei ao assunto quando outros motivos houverem.
José Martins


Saturday, June 13, 2009

A LÍNGUA, ESTRANGEIRA, NA DIPLOMACIA

Não é a primeira vez que fico surpreendido ver um embaixador, um diplomata, acreditados num país a prestar declarações, fluentemente, na língua local para onde foi expedido pelo seu Governo para o representar.
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Não me parece que haja um diplomata português, a exprimir-se na língua de um país onde a oficial não é a latina, inglesa ou francesa.. Com isto o embaixador ou os diplomatas (que colaboram com ele), estarão sujeitos a tradutores, funcionários, da missão e seguirem a reboque dos mesmos.
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Nos meus 24 anos ao serviço da Embaixada de Portugal em Banguecoque, não conheci um embaixador ou diplomata que falasse o tailandês. Partiram, depois de terminar a comissão de serviço levaram com eles, na bagagem, meia dúzia de palavras que decoraram. Também não necessitam de mais, dado que só por sorte (os aspirantes a embaixadores) poderão, mais tarde vir a ser acreditados na Tailândia.
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Ora, que pensem os “doutos” do Palácio das Necessidades como o pretendam, mas Portugal, desde há séculos que tem a sua diplomacia e a fonte, principal, de relacionamento, com outros países, nunca tomou este facto a sério da aprendizagem da línguas e criar jovens, aspirantes diplomatas a partir do "viveiro". Poderemos aqui tomar de exemplo, a expansão, pelo mundo, da religião da Igreja do Vaticano, que se tornou uma potência económica, mantida até aos dias hoje, pela formação e vocação de seus representantes, futuros, nos seminários.
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O ser diplomata, desde sempre foi um estatuto almejado pela nobreza portuguesa e pouco interessava que o nobre fosse de cabeça vazia de “miolos” medíocre o que era necessário era que seguisse a carreira diplomática. O sistema foi-se mantendo e penso que hoje mais liberalizado, dado que a nobreza portuguesa entrou na decadência e praticamente falida.
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Mas me parece que depois dos nobres, porque foram perdendo a sua identidade e o peso, antes tido, na sociedade portuguesa, veio o compadrio, endémico, que nunca mais tem cura em Portugal, cujos prejuízos têm sido enormes para a Nação. Muito diplomata, jovem tem sido, despachado pelas Necessidade, para o estrangeiro, sem a preparação devida quer moral ou profissional.
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Foram despachados pelo sistema de rotatividade de percurso da carreira e, pouco importa se o novo diplomata tem conhecimento do “mister”, se conhece o sistema do expediente, de arquivos e do funcionamento de uma missão diplomática e de uma secção consular.
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E com uma formação de carácter de lidar com o pessoal que o serve: "receber os portugueses com afabilidade e não considerá-los cidadãos do terceiro mundo” e claro está os estrangeiros, utentes, ma missão. Esse relacionamento (além de uns três diplomatas) afável nunca o encontrei, mas esquivarem-se de enfrentarem os portugueses “olhos-nos-olhos” e os estrangeiros.
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Isto não foi a primeira, a segunda a terceira e por aí adiante que cartas, com queixas, seguiram expedidas pelo utentes para o Palácio das Necessidades, de terem sido mal recebidos e servidos. Embora as Necessidades perguntem para a missão o que se haja passado e o utente não tem razão nenhuma de se queixar, porque foi tratado bem etc.etc.. O utente/cliente, aqui nunca tem razão e quem a tem é o patrão da loja.
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O assunto arrumado e arquivado sem, por norma, o cliente ser informado ou um pedido, formal, de desculpas pelo mau comportamento do funcionário. Se o incorrecto for um simples “manga de alpaca” aqui a coisa toca fininho, leva com um processo disciplinar em cima do “lombo”, sujeito a despedimento ou seguir para a reforma compulsiva. Quem se lixa é o mexilhão.
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Todas as lérias acima tecladas e, já longas, sem ainda me pronunciar sobre o sentido do conteúdo que passo agora a ele.
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Tenho um amigo, o Adalino Cabral, açoriano dos quatro costado que nasceu pobre, como na altura o eram, quase a totalidade da população açoriana emigrou para os Estados Unidos, com o pai e os irmãos, todos pequeninos, ao encontro da mãe, que tinha nascido, lá de um casal de emigrantes (ver a história do Adalino, escrita pelo seu próprio punho e publicada no website http://www.aquimaria.com/html/forum.html “ A Odisseia Emigrante de Uma Família Açoriana”), enviou-me um e-mail que um luso-descendente, de raízes açorianas, filho de um casal seu amigo,se encontrava na Tailândia, integrado na organização “Peace Corps”, e se o jovem Nicolau poderia entrar em contacto comigo, enviando-me o endereço do seu e-mail.
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Não fazia ideia, na Tailândia, onde o jovem luso-descendente estaria. Entrei em contacto com o jovem e respondeu-me estar na província de Kanchanburi e uns 100 quilómetros da capital, com o mesmo nome. Solicitei-lhe que me enviasse as coordenadas do local exacto de sua base para que me deslocasse lá.
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Respondeu-me que se avistaria comigo em Kanchanaburi. Aconteceu ontem sábado, no dia da celebração de Santo António. Estive com jovem Nicolau ontem a tarde, tomamos uma refeição juntos e conversamos.
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Está na Tailândia há quatro meses, já se exprime fluentemente na língua tailandesa; acolhido numa família, num meio rural e ensina a língua inglesa em várias escola da área. Vai permanecer mais 20 meses na Tailândia e depois regressa aos Estados Unidos.
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Porém os seus objectivos futuros é o seguir a carreira diplomática que não temos dúvida, alguma que seja, com lugar garantido, para as primeiras impressões, na missão diplomática dos Estado Unidos na capital tailandesa.
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Um jovem com 21 anos, tem sonhos e projectos e uma vida longa a percorrer e de sucessos. Assim se formam diplomatas como o ditado: “de pequenino se torce o pepino”.
José Martins (River Kwai)

Friday, June 12, 2009

TRANSPARÊNCIA ESPELHO MEU - OS CORVOS DO RIO CHAO PRYÁ



Hoje é o dia de Santo António que uns pretendem que seja de Lisboa e outros de Pádua. Seja o santo, casamenteiro, liturgicamente, nosso ou dos “paduenses”, italianos pouco interessa.
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Levanto-me como sempre cedo e vou até junto da margem do Rio Kwai e sento-me numa cadeira em cima de uma plataforma, flutuante, que a gerência do "Jolly Frog" mandou construir.
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Olho as águas cristalinas, sem que se observe a corrente que desce em direcção ao Sul e a vai despejar no Golfo da Tailândia.
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O silêncio é apenas, disturbado, pelo pipilar de algum “passarito”, voando despreocupadamente, pinchando e pousando nas folhas das plantas de lótus que crescem um pouco mais além do espaço onde me sento em procura de um algum insecto para se alimentar.
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Na outra banda do rio as casas espelhadas na água com uma transparência que me impressiona.
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Vem-me à memória os homens sem-transparência que como malabaristas de circo, procuram manipular, aqueles, outros homens com manobras incríveis que se possam imaginar, para atingir seus projectos de vida, sem fazer algo de proveito para outrem, mas apenas olhando o seu “umbigo” e os prazeres do (viciado), corpo lhes pede.
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Astutos e calculistas e por norma sempre seus propósitos lhe vêm ter às mãos.
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Mas o tempo e o lidar com os sem-transparência deu-me a razão que a melhor arma que temos em nosso poder é dar-lhes o desprezo.
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Chamo-lhes os “Corvos do Rio Chao Pryá”, o curso de água que nasce nas terras altas da Tailândia, divide a cidade de Banguecoque em duas partes e vai despejá-lo, como o Rio Kwai no Golfo da Tailândia.
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Na margem do Rio Chão Pryá voam corvos de asas, negras, velhos, mas são pássaros, mesmo repudiados e nojentos produzem um trabalho útil para a sociedade e para a conservação do meio ambiente.
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Mas os outros corvos, têm duas pernas, asas de cera que no seu voar o sol lhas derrete e se estatelam no solo.
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São corvos da arribação, chegados do jardim, lusitano, plantado na costa do Atlântico, que para eles não há pátria!
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Não há nada que valha mesmo no seu ser...
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Apenas o viver de habilidades, rastejando como cobras, cuspideiras, junto aos pés do Poder, que na primeira ocasião lhe arremessam o veneno aos olhos que os cegarão e, eles, tomarem-lhe o PODER.
José Martins

Wednesday, June 10, 2009

DIA DE PORTUGAL NA TAILÂNDIA - TUDO ISTO È FADO!

DIA 10 DE JUNHO NA TAILÂNDIA
Tudo isto é fado!
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Um dia antes do dia 10 de Junho zarpei de Banguecoque em direcção a Kanchanaburi, onde durante um ano me quedo, várias vezes, para carregar as baterias junto à margem da bonançosa corrente do Rio Kwai, na popular estância turística “Jolly Frog” (Júlia Rã).
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Ontem, pela manhã peregrinei prestar homenagem, junto de sua imponente estátua o Rei Narasuen, erigida entre imensos lameiros onde se produz muito arroz ,cujo monarca siamês, contribuiu, para a continuação da independência do Reino do Sião, desde o século XVI até aos dias de hoje.
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Uns quinze dias antes recebi da Embaixada de Portugal, pelo correio, um convite para assistir, em companhia de minha família, integrada na celebração do Dia 10 de Junho, à exibição da fadista portuguesa Carminho, no auditório pequeno, do “Thailand Cultural Centre”.
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Ignorei o convite e não vou apontar aqui as razões de minha atitude.
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Todos os dias em minha casa se celebra o Dia 10 de Junho, onde no espaço onde trabalho, diariamente a escrever, estão lá várias bandeiras das cinco quinas.
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E de quando há celebrações especiais na Tailândia, minha mulher, tailandesa, coloca três bandeiras, a oficial, a de S.M. o Rei e a das Quinas, num suporte fixado no muro que divide o espaço da casa com a rua.
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Os meus vizinhos de há mais 20 anos, sabem que ali, além de ser a Tailândia também é Portugal. Na minha casa, nos arredores de Banguecoque, todos os dias é Portugal!
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E mais ainda em todas as casas dos meia dúzia de portugueses, que aqui se fixaram e fizeram vida, constituíram família, há uma bandeira de Portugal juntinha à da Tailândia. Conheço um, que numa das janelas, do segundo andar, de sua casa há uma e outra da Tailândia de dois panos cada.
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Hoje quinta feira um dia depois do Dia 10 de Junho, pelas 6 da manhã, dou uma vista de olhos aos e-mails e outra a certos blogues, onde se incluiu o do Miguel Castelo Branco,
http://combustoes.blogspot.com a noticiar, em parangona, “10 de Junho quer dizer futuro” .
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Era mais nem nem menos à celebração do Dia 10 de Junho, de Portugal, de Camões, da Raça e das Comunidades Portuguesas, na Embaixada de Portugal em Banguecoque, pelos Embaixadores de Portugal, Maria da Piedade e António de Faria e Maya.
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Porém o Miguel, na sua peça descreve os apelidos de nomes portugueses, de outras eras, os Siqueira, Costas, Antunes e Pereira. E, ainda, a emoção dos luso-descendentes ao ouvirem o discurso do Embaixador de Faria e Maya.
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Não sei nem faço ideia qual teria sido a gente de nossas raízes que ensoparam lenços com lágrimas porque o Miguel só se refere aos antigos e não aos actuais que hoje vivem na Tailândia, ordeiramente e têm contribuído para o desenvolvimento deste Reino e dar a continuação do nome de Portugal.
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O Miguel saboreou bacalhau que fazia parte da ementa do jantar que os representantes de Portugal ofereceram, aos seus convidados, de luxo, na residência, que já não “trincava” há dois anos.
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Parabéns ao Miguel que depois de um “pobre” do fiel amigo tirou a barriga de misérias e mais notável no “Dia 10 de Junho”!
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Não poderia ficar aqui ignorado os “miminhos” que vai oferecendo à nossa Embaixatriz Maria da Piedade de Faria e Maya, que só falta colocá-la no topo do pau-de-bandeira que se encontra no jardim da Residência.
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Pelas fotografias apostas pelo Miguel na peça que escreveu, vimos de facto uma mesa farta e por mais estranho que possa parecer não vimos ali, ninguém, da comunidade portuguesa residente na Tailândia, que sempre haja estado nesta especial celebração onde gostariam, (sem ser sentados à mesa do -embaixador) beber um copo de vinho e comer uma mastiga.
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Evidentemente que os embaixadores de Portugal sentam à sua mesa as pessoas que muito bem entenderem, mas no Dia de Portugal oferecer (ao que me parece) apenas fado, sem um copo e uma mastiga, aos portugueses residentes na Tailândia não se coordena muito bem e apetece-me dizer: “Tudo Isto é o Fado a que, infelizmente, os portugueses estão sujeitos, não só na Tailândia como em, alguns, outros países onde foram acolhidos, onde não há o mínimo respeito por eles e substituídos, por outros que nada têm a ver com Portugal".
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Quanto ao Miguel Castelo Branco vejo-o como um desesperado que tudo faz em procura das "graças do senhor" para se manter em Banguecoque (ele diz.... que estuda arduamente!) , com a concessão e da continuação do subsidio mensal da Fundação Calouste Gulbenkian, coisa rara, e que a outros que já muito aqui fizeram em prol da história, de Portugal e a Tailândia, nunca tiveram meio tostão furado.
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O Miguel continua anunciar festas deitando os foguetes, a tocar a música para se promover um “herói de nada”.

Para finalizar (como o diria o Carlos Castro, no programa da "Praça da Alegria”) aqui vai a “laranja amarga” para os Embaixadores de Portugal na Tailândia, pelo facto de oferecerem (não sei quantos estiveram no espectáculo da Carminho) fado aos portugueses no Dia 10 de Junho e não o convívio, no jardim, na arcada, e oferecer-lhe um copo e uma mastiga.
José Martins
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P.S. O autor serviu Portugal durante 24 anos, na Representação Diplomática em Banguecoque, tem 74 anos, reformado e nunca procurou enaltecer-se com “mimos” (hipócritas) seja a quem fosse para atingir objectivos.

Tuesday, June 09, 2009

DIA 10 DE JUNHO - ABRAÇO LUSÌADO DA TAILÂNDIA


A TODOS OS PORTUGUESES ESPALHADOS PELO MUNDO
Neste dia que é muito nosso as minhas felicitações.
Somos o que éramos e continuaremos amar as raízes da Pátria que é muito nossa.
Passamos o que passamos e tantas foram as agruras e sacrifícios que ensoparam sei lá quantos lenços de suor.
Passamos aquilo passamos e a tantos, ficaram pelo caminho, as ilusões de um viver melhor.
Passamos aquilo que passamos e tantas e mais sei lá quantas vezes fomos desprezados pelos “pacotilhas” que armados os senhores de Portugal nos foram causticando o nosso ser.
Passamos aquilo que passamos ao longo de cinco séculos e desde quando nós fomos os primeiros emigrantes da Europa a fixar-se no mundo.
Sei lá onde chegaríamos se mais mundo houvesse para lá do horizonte infinito.
Passamos aquilo que passamos uns vencendo aqui e mais além no mundo e outros foram ficando pelo caminho e hoje sepultados até não se sabe aonde.
Mas o "Dias da Comunidades", antes, teve o nome de “Dia de Camões” .
O poeta Luís foi emigrante como nós passou aquilo passou e as passas do Rio Mekong onde naufragou, no Mar do Sul da China, de regresso à Pátria de Macau.
Chegado à Pátria, cego de um olho e o corpo a transpirar de febres com a imortal Obra os Lusíadas, os “pacotilhas” da época, abandonaram-no e morreu não se sabe bem onde um sem abrigo...
Depois outros “pacotilhas” nasceram, mais honesto, e começaram a glorificar o imortal poeta.
Os “pacotilhas”, contemporâneos , há estes sim!
Aproveitaram-se do nome de Luís de Camões, deram relevo à sua memória plantando um pomar a que lhe deram o nome de “Instituto Camões”, cujas árvores as chamadas da ciência cultural e da divulgação da língua portuguesa ficaram raquíticas e nunca produziram frutos que se pudessem saborear.
Muitas felicidades e até ao próximo “Dia das Comunidades”.José Martins - "River Kwai" - Kanchanaburi
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Monday, June 08, 2009

VOU PARTIR POR UNS DIAS



Vou partir, mais uma vez para junto da Ponte em cima do Rio Kwai (provincia de Kanchanaburi).
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Desaparecer de Banguecoque por uns dias... E claro está com muito pesar não me reunir com a dúzia de "patrícios", amigos, residentes na Tailândia no "Por do Sol" que os Embaixadores de Portugal Maria da Piedade e António de Faria e Maya, com as suas, refinadas, amabilidades e hospitalidades irão, certamente, oferecer à comunidade portuguesa e celebrar o "Dia 10 de Junho" no espectacular Jardim da Residência, na margem do Rio Chao Pryá.
José Martins

ISTO CHEIRA-ME A ESTURRO! OU A FEDOR QUE TRESANDA...!!!


In Notas Verbais08 Junho 2009

Concurso diplomático
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E segue o concurso diplomático.
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No dia 30 de Maio lá foi o exame psicológico.

Oxalá que não haja um caso que dê para o torto.
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Telegrama de Segunda-feira, Junho 08, 2009
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O que me cheira a esturro... Um clique em baixo
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http://aquitailandia.blogspot.com/2009/05/estou-muito-ansioso.html
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http://aquitailandia.blogspot.com/2009/05/o-forrobodo-do-poder.html
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Sunday, June 07, 2009

UM MÉDICO PORTUGUÊS NA CORTE DO REI CHULALONGKORN DO SÎÃO


Depois de tantas investigações que ao longo de 26 anos venho fazendo em cima das relações históricas entre Portugal e a Tailândia nunca encontrei nada que me informasse que um médico português exerceu clínica em Banguecoque e no Reinado do S.Majestade o Rei Chulalongkorn.
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Tenho, apenas, conhecimento do Dr. Joaquim Campos que além de Cônsul de Portugal, exerceu a medicina em Banguecoque, com consultório aberto, na rua Chalerm Krung, junto ao Hotel Oriental, a uma distância escassa da Embaixada de Portugal, na década 30/40 do século passado.
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Porém sabia que no Museu Nacional de Banguecoque estava exposta uma caixa de prata e uns brocados que teria pertencido ao médico português. Vi estes apetrechos há 22 anos e de quando a visita do Primeiro-ministro Cavaco Silva, em Abril de 1987, visitou com a sua delegação o Museu Nacional de Banguecoque.
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Há uns 7 anos o Embaixador Mello-Gouveia, um inveterado amante da Tailândia e tudo relacionado com a história de Portugal neste Reino, numa das suas visitas a Banguecoque foi visitar o museu onde se encontra, exposta, toda a história do Reino da Tailândia desde a sua fundação. Na altura pediu-me que deveria ir ao museu tirar fotografias aos objectos que pertenceram ao médico português.
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Prometi-lhe que sim. Porém, ultimamente, tenho-me desinteressado e até desprezado de certo modo a continuação da investigação do relacionamento de Portugal e a Tailândia, por me achar um “vencido” porque todo o meu trabalho (não me incomodo muito que sirva a interessados), nunca foi visto com olhos de ver.
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Acredito que tenha sido pelo facto de eu não possuir o símbolo “DR” e não tenha passado da licenciatura da 4ª classe da Primária Elementar do meu tempo.
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Há uns dois meses recebi uma carta do Embaixador Mello Gouveia, para que lhe fizesse o favor de ir ao Museu Nacional da Tailândia e tirar-lhe as fotos que me tinha pedido há anos porque estava a escrever as suas memórias e o caixa de prata e os brocados, do médico português, deveriam figurar no seu livro.
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Desde há um ano e meio e de quando o Embaixador António de Faria e Maya (que não vou designar o porquê) me mandou colher urtigas e o adeus a uma casa que foi muito minha por 24 anos, entrei numa certa melancolia que por vezes não me apetece fazer algo, pelo facto de não conseguir lidar com a ingratidão.
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Ontem Domingo, pela manhã, resolvi então ir ao museu e ver se conseguia satisfazer o pedido do Embaixador Mello Gouveia. Eu sabia que a tarefa não me iria ser fácil para obter imagens dentro do museu. Munido da carta, escrita na língua portuguesa, pelo Embaixador Mello-Gouveia e ir perante o director do museu, que me atendeu com toda a simpatia, tive autorização recolher as imagens do que pertencia a Portugal.
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O Fine Arts Department dedicou uma montra no museu, não só à caixa e aos brocados do médico português como os achados, mais significativos, arqueológicos de quando as escavação do terreno onde se situava a Igreja de S.Domingos no “Ban Portuguet”.
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Não ignoro a forma de simpatia com que fui atendido no Museu Nacional de Bangkok e acompanhado por uma simpática, funcionária/guia de nome Bird.
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o fica aqui descurado o interesse dos alunos das escolas, secundárias, pela história do seu reino, acompanhados de uma sua professora que além de visitarem o museu, sob uma árvores ali mesmo lhes deu uma lição.
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Hoje mesmo um disco, contendo as imagens gravadas, seguiu pelo correio para satisfazer o desejo do meu amigo o Embaixador Mello Gouveia.
Estou ansioso por ler a sua obra e bom seria que fosse trazida à luz no ano 2011 e de quando das celebrações dos 500 anos da chegadas dos portugueses ao Reino do Sião.
José Martins

Thursday, June 04, 2009

O CASO DA EMBAIXADA DE DACAR - EM DESTAQUE


Exclusivo
Embaixador no Senegal é arguido
Por:Nuno Tiago Pinto e António José Vilela
3 JUNHO 2009
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O embaixador de Portugal em Dacar, António Montenegro, foi constituído arguido pelo Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa, numa investigação à alegada emissão ilegal de vistos de entrada no Espaço Shengen.
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A SÁBADO apurou que o diplomata, que já era objecto de um processo disciplinar no Ministério dos Negócios Estrangeiros, foi ouvido e constituído arguido em Abril, apesar de negar todas as acusações. Alvo de investigação, e também já arguida, é a antiga primeira secretária da embaixada portuguesa em Dacar.
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A diplomata abandonou o cargo em Agosto do ano passado. A investigação do Ministério Público foi aberta após uma denúncia da oficial de ligação do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Guadalupe Mégre. "Houve uma participação do SEF ao Ministério Público que está a investigar a situação", confirma o inspector-geral diplomático e consular, Embaixador José Pacheco Luís. Já a investigação do Ministério dos Negócios Estrangeiros, que está prestes a terminar, foi aberta em Outubro após uma queixa da actual primeira-secretária da embaixada, Isabel Craveiro. (Sábado)
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À MARGEM
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O caso da Embaixada de Portugal, pelo vistos tem pano para mangas! Graças à comunicação social senegalesa e portuguesa criou contornos. Chama-me à atenção a Drª Isabel Craveiro dado que trabalhamos juntos, durante seis meses, na Embaixada de Portugal em Banguecoque. Isabel Craveiro foi destacada para Banguecoque em comissão de serviço e foi a sua primeira deslocação para o estrangeiro. Muito certinha nas suas funções, embora ainda não estivesse muito habilitada a servir no exterior. Servi-a no meu melhor dado à minha experiência de vários anos na missão. Foi diplomata que passou por Banguecoque e deixou-me boas recordações. Ora a Dr.ª Isabel Craveiro foi quem despoletou as irregularidades levadas a cabo pelo Embaixador António Montenegro. As pessoas quando são honestas dentro de suas funções vão comendo “ratos vivos” pela observação de irregularidades e atrás delas estava o receio das represálias do Poder.
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Nunca se sabe se mesmo denunciando irregularidades se sujeita a um processo disciplinar e uma carreira ir pela água abaixo. Eu experimentei isso na “pele” durante 10 anos e nas gerências de três embaixadores: Tadeu Soares, Lima Pimentel e o actual António Faria e Maya. Como já, antes me referi, o herói que assassinou a minha presença de 24 anos na Embaixada de Portugal em Banguecoque (o que considero “matar-me antes de morrer”), foi o Embaixador António de Faria e Maya. Não vou aqui referir as razões porque me matou antes de morrer e deixou o meu trabalho sem o ter terminado que tinha sido a investigação da presença histórica de Portugal na Tailândia. Mais tarde lá irei explicar os factos e de quando chegar à sua gerência num trabalho que estou a desenvolver que ainda decorre na gerência de Tadeu Soares.
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Segundo aquilo que tenho lido, na comunicação social em cima do triste caso da Embaixada de Portugal no Senegal, parece que não houve só “meninas” envolvidas, mas o abuso do poder e o tráfico de influências e a concessão de vistos, legais ou ilegais. A Dr.ª Isabel Craveiro, claro que era a Encarregada de Secção Consular e, certamente observou algo irregular e, como é óbvio, defendeu-se. As irregularidades de vistos concedidos, descobertas em Portugal, vir-lhe-iam acarretar problemas se fossem descobertas.
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Se assim tivesse acontecido, o embaixador António Montenegro sacudia a “água do capote”, dizendo desconhecer o caso e teria ela um processo disciplinar e a carreira diplomática estragada. Mentiras e sacudidelas da água do capote experimentei-as, por algumas vezes e o campeão foi o Embaixador Sebastião de Castello-Branco de quando em 1992, declarou ao inspector o Embaixador Constantino Ribeiro, de quando veio a Banguecoque desvendar um caso que até não era caso nenhum de irregularidade, mentiras, infamantes, a meu respeito.
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Não deixo porém de aqui revelar um caso passado na Secção Consular da Embaixada de Portugal em Banguecoque no tempo da gerência do Embaixador Tadeu Soares. Não sei porque cargas de trabalhos que Tadeu Soares, de quando assentou em Banguecoque, pretende substituir todo o pessoal antigo da missão. Colocou anúncios dos jornais de língua inglesa e escolheu, servidores, na forma de “olhos nos olhos”.
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Entre os escolhidos há um “latagão”, de nome Supat, que se exprimia razoavelmente na língua inglesa. O sr. Supat toma o lugar do chanceler Chalerm (com 49 anos de embaixada, sem nunca haja nada a apontar-lhe); a Secção Consular, mesmo sendo o encarregado o Dr. João Brito Câmara, entrega o desenvolvimento, do consulado, a um aventureiro que apareceu pela embaixada Nuno da Mota Veiga; a contabilidade das receitas de emolumentos a um contratado a termo certo Alipo Monteiro.
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Passados poucos meses, de a secção consular ter sido entregue à equipa escolhida por Tadeu Soares, observo que algo de anormal se estava a passar. Apareciam pessoas, dois sexos, de jeitos e trejeitos estranhos no salão da chancelaria e coisa que nunca tinha visto.
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O Sr. Supat passava o tempo a tirar e fixar o telefone móvel do cinto das calças. Numa manhã fui perguntar ao velho e competente funcionário, tailandês, chanceler Chalerm o que é que se estava a passar no consulado. Colocou o dedo nos seus lábios e disse-me em surdina: “CORRUPÇÂO”!
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Nada mais adiantei e também não o transmiti a Tadeu Soares porque eu já não era pessoa que gostaria de me mandar embora. Em 10 de Novembro de 1999, foi recebida. Na embaixada, uma carta anónima (ao lado direito inserida cópia) em que informava que o Sr. Supat tinha montado uma rede em que recebia 40.000 bates (cerca ao câmbio da época 1.600 USD), cujo montante era dividido em duas partes de 20.000 bates uma para o Sr.Supat e outra para o “broker” que lhe conseguia pessoas para obter visas.
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O esquema teria rendido umas largas centenas de milhares de bates até que a carta anónima chegasse à embaixada. O Sr. Supat foi chamado ao gabinete de Tadeu Soares e amigavelmente lhe pediu que assiná-se uma carta a pedir que abandonava a embaixada por sua livre vontade. Nesse mesmo dia seguiu um telegrama para a Secretaria de Estado que o Sr. Supat pediu a sua demissão do serviço.
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No dia seguinte o Sr. Supat foi novamente à embaixada, como nada se haja passado, com o propósito de recolher algo esquecido, mas apresentou-se com uma carrinha “pickup” nova e na caixa uma televisão das mais modernas que se vendiam na altura em Banguecoque.
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O Sr. Supat desapareceu, airosamente, da embaixada e nunca mais se viu. Depois do Sr. Supat o Nuno da Mota Veiga continuou, mais dois anos a gerir a Secção Consular, como vice-cônsule (falso), assinar documentos com carimbo e a passar cartas abonatórias aos amigos, que não o poderia fazer, cujas acções são do foro da Justiça Portuguesa e, penso, condenação.
José Martins