Parte 34ª
Jardim de Portugal - Ilha de Riqueza
Jardim de Portugal - Ilha de Riqueza
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Antes que dei-a início a esta p
arte a 34ª veio-me à memória uma conversa entre mim e o embaixador Tadeu Soares no seu gabinete. De quando me foi dada a representante do ICEP, procurei prover a sala, que me foi concedida pelo então chefe de missão embaixador Mesquita de Brito, com artigos tradicionais portugueses.
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Entre os vários estavam 4 vestidos vianenses, que o Director de Exportação da Sonae e meu amigo António Pedroso Lima, me ofereceu dois, genuínos e outros dois oferecidos a minha filha Maria que vestiu durante festas do traje na escola internacional que frequentou e por dois anos seria a vencedora pelo bonito vestido garrido com que se apresentou no concurso.
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Nos vários eventos comerciais e culturais que levei a cabo, em Banguecoque e Ayuthaya onde se contaram provas de vinhos e exibições em largas superfícies de apresentação de produtos tailandeses e estrangeiros.
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Por norma, antes de realizar qualquer evento, informava os chefes de missão o que iria apresentar. Contratava 4 jovens bonitas raparigas
e apresentavam-se no pavilhão de Portugal vestidas à vianense e era um total sucesso,
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Trajes que por várias vezes foram emprestados para universidades tailandesas para as alunas mostrarem os trajes de vários países no mundo. Quando informei Tadeu Soares que 4 raparigas estariam no nosso pavilhão, no parque de exposições, BITEC vestidas à minhota, olhou-me com um certo desdém e diz-me, enjoadamente: “Portugal é conhecido no mundo com criadas de servir e motoristas!”
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Deixou-me surpreso, como ficaria, no futuro, com outras suas atitudes estranhas, que nunca estava de acordo com nada que eu projectasse. Absolutamente um homem estranho de tratos e atitudes. Mas continuando a história. As intenções de Tadeu Soares estavam bem determinadas para a sua perm
anência em Banguecoque.
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Teria, pois, de ter seus homens certos e deles a plena confiança e lhe transmitissem tudo que se passasse dentro da chancelaria.
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Alípio Monteiro e Nuno Mota Veiga com toda a sua força de poder que escondem perante os que na chancelaria exercem funções.
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Entre dois surgem uns pequenos embates e acontecem na aquisição de bens, o Veiga também pretendia entrar na “vaquinha” das compras e ainda penetrou nelas de quando adquiriu um
as chapas, de um material, não especificada, revestido a alumínio, térmico, para a cobertura, interiormente do tecto, da chancelaria que foi totalmente removido, sem para tal haver a necessidade.
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Espinharam-se, uma vez, mas acomodaram-se. Aquele homem pequenino Mota Veiga, voltou num veneno e um tipo de recados, verdadeiros ou falsos para Tadeu Soares que se acomodavam os dois na Residência dos Embaixadores.
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O Alipio Monteiro, este era mais ou menos como o “cão” que não ladra mas morde pela calada. O pessoal que exercia funções na Chancelaria: o diplomata João B
rito Câmara, o número dois, Melito Fernandes como vice-cônsul, o chanceler, tailandês, Chalerm e eu como secretário de 2ª classe e representante do ICEP.
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Antes de Tadeu Soares chegar a Banguecoque, na chancelaria a paz era absoluta, havia um óptimo relacionamento entre todos. Com a infiltração do Monteiro e do Veiga todo aquele relacionamento deteriorou-se e começa o meu inferno e do Dr. João Brito Câmara na chancelaria.
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Tadeu Soares volta agressivo para mim e para o Dr. Câmara e, de princípio, quando começamos a notar a agressividade do chefe de missão para com as nossas actividades, não entendemos que por detrás de tudo o que estava acontecer estava o Monteiro e o Veiga.
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É que eles os dois, no princípio, almoçavam junto a mim e ao Dr. Câmara e tudo que ouviam (mais de mim) em desabono às actividades de Tadeu Soares iam-lhe transmitir, mais mentiras que verdades que era uma forma de endurecer Tadeu, pelo menos contra mim e o que lhes fazia mais peso e bom que fosse despedido da função pública. Ficaria, pelo menos, o Monteiro mais à vontade.
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Mas quando eu e Dr. Câmara começamos a notar que esses dois cavalheiros estavam a conspirar contra nós deixamos de almoçar com eles. O que viria Tadeu Soares a dizer ao Dr. Câmara que seguia acompanhada de gente ruim, cuja essa ruindade era a minha pessoa!
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O Alípio Monteiro, que ninguém conhece o seu passado, além do que tinha informado a alguém (que não revelo o nome aqui) ter sido “espião” nos aviões da linha aérea nacional TAP, onde viajava para escutar quem dizia mal do regime de então do executivo, do Governo de António Oliveira Salazar.
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Em 25 de Junho de 1999, Tadeu Soares envia para a Secretaria de Estado dos Estrangeiros o telegrama nº 158, prioritário e dirigido à Direcção de Recursos Humanos:
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Contratação secretário eventual
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Adit. 144
Como é do conhecimento essa Secretaria de Estado esta Embaixada debate-se grave falta pessoal qualificada.
Existe contudo uma vaga de secretário 2ª classe, para cujo preenchimento pedi autorização abertura concurso.
Como é do conhecimento essa Secretaria de Estado esta Embaixada debate-se grave falta pessoal qualificada.
Existe contudo uma vaga de secretário 2ª classe, para cujo preenchimento pedi autorização abertura concurso.
A esse concurso entendo, só poderão concorrer funcionários quadro-secretários 3ª classe.
Surge-nos agora hipótese de contratar como eventual Sr. Alípio Monteiro, português, ex-funcionário da TAP que abandonou por se ter casado com uma senhora tailandesa.
Surge-nos agora hipótese de contratar como eventual Sr. Alípio Monteiro, português, ex-funcionário da TAP que abandonou por se ter casado com uma senhora tailandesa.
Anteriormente exercia funções chefe serviços administrativos escritórios TAP na Suíça.
Trata-se oportunidade única obter colaborador com bom conhecimento português – e que facilmente poderá aprender contabilidade este posto.
Não obstante o reduzido salário oferecido, como se encontra sem trabalho mostrou-se disposto vir cooperar com esta Embaixada.
Rogo Vexa autorização proceder sua contratação como eventual como início partir 1 Julho corrente ano, bem como indicação salário a atribuir.
A) Tadeu Soares
Rogo Vexa autorização proceder sua contratação como eventual como início partir 1 Julho corrente ano, bem como indicação salário a atribuir.
A) Tadeu Soares
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A Secretaria de Estado responde, em 29.06.99, ao telegrama 158 nos seguintes termos em comunicação de “rotina”:
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Informa-se Vexa foi autorizado contratação de elemento eventual com efeitos a 1 de Julho próximo. Em virtude nesta data se encontrarem processadas folhas salários 3º trimestre. Irá proceder-se às diligências necessárias no sentido salário referido elemento ser incluído em folha adicional mês de Julho.
Ass) NESTRANGEIRO
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Ass) NESTRANGEIRO
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No dia 6 de Agosto de 1999, já Alípio Monteiro a exercer funções na Embaixada, Tadeu Soares, pelo telegrama 218, à Direcção dos Recursos Humanos, informa:
Contratação de eventual
De acordo autorização recebida foi contratado como eventual para prestar serviço esta Embaixada, como início 1 de Julho, o Sr. Alípio Joaquim Augusto Monteiro cujo curriculum vitae segue por tlc. 70. A) Tadeu Soares.
Contratação de eventual
De acordo autorização recebida foi contratado como eventual para prestar serviço esta Embaixada, como início 1 de Julho, o Sr. Alípio Joaquim Augusto Monteiro cujo curriculum vitae segue por tlc. 70. A) Tadeu Soares.
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Como nota curiosa, na página nº2 do curriculum, o Monteiro só começou a trabalhar aos 31 anos e no ano de 1974, na Rodésia, como contabilista da TAP. Bem é que depois de 1974, já não há lugar para "bufos" nos aviões da TAP e da carreira de África e, necessário, que a TAP arrume o Monteiro para a Rodésia, onde não seria detectado pelo o novo regime imposto em Portugal. Depois desta data, o Monteiro, como um "judeu errante" nunca trabalhou em Portugal e andou de um lado para outro no mundo. e até por 7 anos (1981-1988) foi corrector da bolsa, em Vancouver, no Canadá.
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Tadeu Soares já tem a seu lado o primeiro “ponta de lança” mesmo com o ordenado de 700 dólares, americanos e que não tardaria a conceder-lhe, usando o tráfico de influências os privilégios que apenas têm direito os diplomatas perante o Governo do país onde estão acreditados.
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O Alípio Monteiro usufrui-os de mão beijada, pelo Tadeu Soares e eu, como funcionário do quadro do Ministério Estrangeiros e com 15 anos de embaixada nunca os estive, nem necessitava deles.
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E ainda, mais adiante o comprar um “jeep” topo de gama, “Pajero” à Embaixada de Israel que sua esposa tailandesa, conduziu durante 5 anos, com a matrícula CD.
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Em cima do Alípio Monteiro e conectado com o embaixador Tadeu Soares ainda há mais a descrever... Ficará para mais adiante e no decurso, do seguimento, de outras partes.
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Um calvário de ilegalidades, onde a Embaixada de Portugal em Banguecoque é uma propriedade de Tadeu Soares e não do Governo Português. Há que cortar, riscar e fazer “trinta por uma linha” e que se lixe o Secretário-Geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
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O Alípio Monteiro (um doente convicto de febres provocadas pela crónica malária, contraída, em África), com faltas constantes por doença ou esta de “manhosice” já está de pedra e cal na Embaixada de Portugal.
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Depois deste funcionário, eventual, Tadeu Soares terá que encaixar o Nuno Mota Veiga, já sob o tecto da residência dos embaixadores e junto a ele. Tadeu Soares terá que dramatizar, para admitir o Veiga, junto da Secretaria de Estado.
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Vamos assistir a uma “macacada” de palavras malabaristas como Tadeu Soares vai apresentar o Veiga aos serviços centrais. Será preciso disfarçar que o Veiga está já protegido pelo Embaixador António Monteiro com quem Tadeu Soares trabalhou nas Nações Unidas em Nova Iorque antes de ser acreditado, como embaixador em Banguecoque.
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A Secção Consular tinha como vice-cônsul Melito Fernandes, português/goês (já noutras partes referido) que de contínuo da Secretaria de Estado, foi nomeado a Vice-Cônsul por decreto. Não tenha habilitações para ocupar tal cargo, mas lá foi desenrascando, durante uns dois anos que ocupou o lugar.
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Porém, só tarde é que na Secretaria de Estado descobriram que Melito Fernandes se tinha reformado, da função pública e entrou para o quadro dos assalariados e nomeado Vice-Cônsul. Era ilegal estar a receber por lado a reforma do Governo Português e um outro ordenado de Vice-Cônsul de 2.600 dólares (limpos e sem impostos) americanos.
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Um ofício chegou a Banguecoque e, embora não houvesse a ordem para o Melito ser exonerado, mas que não poderia estar a receber o ordenado de 2.600 dólares, mas apenas um terço que é o que a Lei confere aos reformados se continuarem a exercer funções depois de reformados.
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O Melito não aceitou ficar, partiu para Salsete (Goa) e por lá morreu, por acidente, uns meses depois de deixar Banguecoque. Com a saída do Vice-Cônsul Melito Tadeu Soares encontra o “buraco” certo para encaixar o Nuno Mota Veiga e que seja, o futuro, o Vice-Cônsul da Embaixada de Portugal em Banguecoque e seria nomeado por si!
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Tadeu Soares, diplomata calculista, o seu primeiro posto com a acreditação de embaixador em Banguecoque, fica inchado e um “reizinho” onde pensa que todo-poderoso pode cortar e riscar a seu prazer. Os funcionários que são da função pública que vão colherem urtigas e se fiquem a coçar com a comichão.
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Era o meu caso e o do Dr. João Brito Câm
ara. Em 24 de Agosto de 1999 Tadeu Soares expede o telegrama 251, dactilografado por mim, com uma lengalenga, insossa que quem a viria a ler entenderia que ali havia “golpe”.
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O texto: Vice-Cônsul Tailândia Como é do conhecimento serviço essa secretaria de Estado vice-cõnsul cessará funções no final mês de Agosto. Na Secção Consular ficará então um chanceler, tailandês de 71 anos, apoiado por contínuo da Embaixada. Nenhum deles fala português.
Antes que o longo e moroso processo de abertura de concurso e, espera-se, cuidadosamente escolha de um candidato tenha lugar, e necessário prover vaga por forma garantir atendimento público – quer tailandeses que vem solicitar vistos – quer portugueses, residentes ou de passagem, com mais diversos problemas. (Recordo que cerca 30 mil portugueses visitam anualmente esta cidade).
Com transferência administração Macau surge agora a possibilidade de contratar funcionários da administração local, ou quadros técnicos, bem preparados, com gosto de viver na Ásia e que não fazem da vinda para a Tailândia um sacrificou uma “comissão” de serviço obrigatória.
Julgo que haveria toda a vantagem aproveitar possibilidade que agora se deparam neste domínio, contratando desde já um eventual que poderia mais tarde apresentar-se concurso que nova legislação a ser preparada permita seu acesso.
Neste sentido proponho seja contratado como eventual, para cargo que ficará vago a partir final corrente mês, Sr. Nuno Mota Veiga Carvalho Alves, cujo curriculum vitae envio em anexo (tlc.79).
Arquitecto Nuno Mota Veiga trabalhou, em Macau, desde Maio de 96 até ao presente.
Pretende ficar na Ásia e o conhecimento que dele tenho permite-me considerá-lo como profundamente culto, conhecedor da presença portuguesa na Ásia que pretende melhor estudar, activo e dotado espírito de iniciativa e vontade de aprender que lhe permitiria assessorado pelo Chefe desta Embaixada e pelo Secretário proveniente dos Serviços Consulares, desempenhar funções referidas.
Solicito autorização para contratar como eventual Arq. Nuno Mota Veiga fim impedir Secção Consular esta Embaixada entre em ruptura, ou mais precisamente, encerre suas portas final corrente mês Agosto.
A) Tadeu Soares.
Em 27 de Agosto de 1999 chega a Banguecoque um fax com o seguinte texo: Ref.ª Telegrama 251 de 24.8.99
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Esclarece-se que o lugar de Vice-Cônsul não pode ser preenchido por elementos eventuais por se tratar de um lugar de nomeação.
A) NESTRANGEIROS.
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Tadeu Soares não desarma e envia outro telegrama, 270 de 30 de Agosto de 1999, para a secretaria de Estado:
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Assunto Vice-Cõnsul Tailândia.
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RTV 581. Compreendendo razões natureza legal impedem contratação eventual para desempenho funções cabiam Vice-Cônsul agora reforma.
Todavia, e conforme indiquei meu telegrama Secção Consular entra situação ruptura. Peço seja considerada a contratação de Arquitecto Mota Veiga por rubrica “aquisição serviços”. Vice-Cõnsul cessante ganhava 2.626 US dólares.
Julgo propor para esercício tais funções em regime aquisição serviços (soma 1.800 USD) a)Tadeu Soares.
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Porém a Secretaria não responde a Tadeu Soares e em 20 de Setembro de 1999, envia novo telegrama com número de 303 com o seguinte texto:
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Adt: 251 e 270 Secção Consular. Serviço Secção Consular deteriora-se rapidamente. Assegurado por um chanceler de 71 anos que não fala português e por contínuo com 3 meses de experiência e limitadas capacidades; assistido esporadicamente pelo Secretário da Embaixada, entre outros afazeres, e trazidos assuntos a atenção do signtário, quando atigem nível forma como são recolhidos e prcessadas receitas Estado, apreensão sobre confusão reinante tratamento documentos, apreensão mau nome que assim se cria e que demora longo tempo a repor.
Solicito autorização para contratar elemento qualificado por rubrica “aquisições serviços”.
Alernativa será encerrar Secção Consular, emitindo exclusivamente “Títulos de Viagem” para algum nacional que por aqui tenha perdido os seus documentos e pedindo Embaixadas país Shengen conceda vistos para o nosso país.
A) Tadeu Soares .
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Passado quatro dias, 24.09.99, chega um telegrama a Banguecoque com número 728 onde informava, friamente Tadeu Soares do seguinte:
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Referência 303. Será autorizada contratação solicitada. Observa-se, no entanto, a Vexa que hipótese encerramento Secção Consular não deveria, sequer, merecer menção em comunicações oficiais e que tarefas de Secretaria Embaixada deverão – como é norma geral – previlegiar e garantir cuidadosa gerência da mesma Secção.
A)Nestrangeiros
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Em 1 de Outubro de 1999, pelo fax nª2340 o Nuno Mota Veiga, depois de um longo processos, com “trampolinices” à mistura de Tadeu Soares é finalmente, admitido, na embaixada (não menciona a Secção Consular) com um ordenado de 1800 (quase três vezes mais o meu salráio na altura) USdólares americanos, por contrato a termo certo de três meses.
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Tem assim, colocados na Embaixada os seus dois “pontas de lança”, Alípio Monteiro e Nuno Mota Veiga. O Veiga já vivia com o Tadeu e exercia actividade na chancelaria e já por lá dava grandes problemas.
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Os maiores viria depois, nos três anos que se seguiriam!
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JARDIM DE PORTUGAL
Todos os contratos do Jardim de Portugal têm duração de 10 anos e termina no mês de Julho.
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O que tinha sido realizado com o Embaixador Castello-Branco em 1989 (nunca tive acesso a ele) terminou e Tadeu Soares teria que realizar outro. Abaixo transcrita a carta (em tradução livre) que enviou ao director Senhor Adisorn Charanachit.
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Banguecoque, Jul 16,1999 Khun Adisorn Charanachit Presidente Italthai Companhia Industrial Banguecoque Sr Adisorn,
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Foi um prazer conhecê-lo na última quarta-feira, quero agradecer-lhe o seu convite para o almoço e espero que V.Exa. vá encontrar tempo, disponível para me permitir retribuir-lhe numa ocasião breve.
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Como V.Exa. se deve lembrar durante a nossa reunião e almoço a mim me afloraram três diferentes temas, para V.Exa. considerar.
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O primeiro é o estabelecimento de uma “Sociedade de Amizade Portuguesa Tailandesa”.
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Este tipo de sociedades existem em muitos países e ajuda a reunir personalidades que contribuíram para a amizade entre os países. (Embaixadores, importantes empresários com interesse nas relações, antiga famílias ligadas aos dois países, etc.)
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No Japão, a sociedade foi sempre presidida pelo presidente da Mitsui. É uma posição honorífica como um Secretário-Executivo será também designado. Uma das verdadeiras tarefas e temos de lhe perguntar se V.Exa. se está disponível em estar presente no Dia Nacional Português para cumprimentar o Presidente de Portugal, o Primeiro-Ministro e Ministro dos Negócios Estrangeiros, quando em visita oficial se deslocarem à Tailândia.
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Me daria um grande prazer se V.Exa. pudesse aceitar essa posição e o nosso convite.
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O segundo assunto discutido foi o de tê-lo como presidente da Comissão, para comemorar os 500 anos da chegada do Portugueses à Tailândia. Estou ciente de que esta data ainda está distante. Mas devemos começar a acumular energia para a ocasião.
(Não traduzimos um longo parágrafo dado que insere pessoas a quem entendemos não designar seus nomes)
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(Não traduzimos um longo parágrafo dado que insere pessoas a quem entendemos não designar seus nomes)
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A terceira questão levantada durante a reunião estava presente o acordo entre Chao Phaya Development Corporation e Embaixada relativo à utilização do Jardim de Portugal.
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Expliquei a V.Exa em uma forma mais franca, todas as vantagens mútuas que surgem a partir desse acordo, mas também os receios que existem em alguns sectores do Ministério dos Negócios Estrangeiros Português em cima disso.
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Como lhe disse, eu acredito que tal acordo é benéfico dos dois lados. O que devemos fazer agora é mostrar de forma clara as vantagens mútuas. Para minhas observações V.Exa ter me respondido de uma forma muito generosa a oferta para a reparação do muro dividindo o jardim da Embaixada com o rio, e para melhorar a sua condição, a fim de proteger de forma eficaz o jardim de todos os possíveis infiltrações.
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Isso vai permitir-me a procedimentos com o plano restabelecimento da Embaixada e do edifício, chancelaria, sem a preocupação de inundações. No dia seguinte após a nossa conversa eu recebi uma visita de um grupo de técnicos de sua empresa e eles já estão estudando as soluções para os problemas existentes.
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Considero que V.Exa me oferece uma resposta apropriada às minhas preocupações e possíveis críticas. Como já referi, ao mesmo tempo que o acordo existente implica uma contribuição monetária.
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Actualmente a contribuição é exactamente E.U. 4 mil dólares por mês. Eu entendo que essa contribuição do hotel está directamente relacionada com os lucros e taxa de ocupação.
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Mas este montante representa, na realidade, inferior a 40 noites rendimento de um hotel que pode ter 24.000/nights um mês. (880 roomsX30nights). Mesmo que desça para 60% uma taxa de ocupação média como o hotel em Banguecoque reivindicações, que vai nos deixar com 14,400 noites.
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Para pagar o valor de 40 noites é obviamente insuficiente. Não quero entrar em muitos pormenores, mas penso que um aumento para o equivalente a 8 mil dólares por mês seria ainda um acordo justo.
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Como estou envolvido na extensa reconstrução e decoração programas, sugiro que esse aumento iria ter lugar no início deste ano para que os fundos suplementares permitirá que eu tenha a residência pronta para a visita de Sua Excelência o Presidente da República de Portugal em Dezembro próximo.
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Todas as outras cláusulas do acordo será mantido e, e seria o meu entendimento de que tal acordo sobre os termos actuais será válida por 10 anos.
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Esta carta é já uma longa, mas os assuntos tratados em que sejam de certa importância.
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Estou ansioso por ouvir uma resposta de vocês sobre a minha proposta e eu permanecer,
Atenciosamente
José Tadeu Soares
Embaixador
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José Martins
Continua
P.S. Nunca conspirei contra à legalidade dos factos, mas fui um conspirador, nato, contra as ilegalidades, às falsidades, ao tráfico de influências, ao abuso do poder, ao oportunismo e à mentira. Tive que ver e calar, porque se tivesse dado à "língua" as iras do poder viravam-se contra a mim...