Trabalhadores consulares vão manifestar-se e prometem nova greve (C/ÁUDIO)* * * Serviço áudio disponível em http://www.lusa.pt/ * * *Lisboa, 24 Jun (Lusa)
Os trabalhadores dos consulados
e missões diplomáticas de Portugal manifestam-se dia 21 de Agosto frente ao Ministério dos Negócios Estrangeiros para, entre outras reivindicações, exigir o vínculo à função pública, disse hoje à Lusa fonte sindical.
Os trabalhadores dos consulados
e missões diplomáticas de Portugal manifestam-se dia 21 de Agosto frente ao Ministério dos Negócios Estrangeiros para, entre outras reivindicações, exigir o vínculo à função pública, disse hoje à Lusa fonte sindical.-
Segundo Alexandre Vieira, secretário-geral adjunto do Sindicato dos Trabalhadores Consulares e das Missões Diplomáticas (STCDE), se o governo continuar a ignorar as reivindicações será convocada uma nova greve, em Setembro.
Segundo Alexandre Vieira, secretário-geral adjunto do Sindicato dos Trabalhadores Consulares e das Missões Diplomáticas (STCDE), se o governo continuar a ignorar as reivindicações será convocada uma nova greve, em Setembro.
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"Estamos a preparar, caso isto não avance, com uma nova greve, já a partir de Setembro e não será apenas um dia", disse.
"Estamos a preparar, caso isto não avance, com uma nova greve, já a partir de Setembro e não será apenas um dia", disse.
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Os trabalhadores consulares estiveram em greve no passado dia 04, numa paralisação que segundo o STCDE teve uma adesão "superior a 80 por cento" e que para o governo foi apenas de 30 por cento.
Os trabalhadores consulares estiveram em greve no passado dia 04, numa paralisação que segundo o STCDE teve uma adesão "superior a 80 por cento" e que para o governo foi apenas de 30 por cento.
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A confirmar-se a realização da manifestação, esta será a primeira registada na história dos Ministério dos Negócios Estrangeiros e do sindicato, precisou Alexandre Vieira.-Por iniciativa do STCDE, mais de mil dos cerca de 1600 trabalhadores consulares de quase 130 embaixadas e consulados, distribuídos por 50 países, subscreveram um abaixo assinado a exigir a vinculação à função pública, actualização salarial e avaliação de desempenho.
A confirmar-se a realização da manifestação, esta será a primeira registada na história dos Ministério dos Negócios Estrangeiros e do sindicato, precisou Alexandre Vieira.-Por iniciativa do STCDE, mais de mil dos cerca de 1600 trabalhadores consulares de quase 130 embaixadas e consulados, distribuídos por 50 países, subscreveram um abaixo assinado a exigir a vinculação à função pública, actualização salarial e avaliação de desempenho.
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"Neste abaixo assinado nós chamamos a atenção do MNE. Se (o MNE) não reagir voltaremos à greve", garantiu a fonte sindical.Alexandre Vieira acrescentou que deputados de todos os partidos com assento na Assembleia da República, incluindo o Partido Socialista, no poder, e dos conselheiros das comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo apoiam esta iniciativa do STCDE.
"Neste abaixo assinado nós chamamos a atenção do MNE. Se (o MNE) não reagir voltaremos à greve", garantiu a fonte sindical.Alexandre Vieira acrescentou que deputados de todos os partidos com assento na Assembleia da República, incluindo o Partido Socialista, no poder, e dos conselheiros das comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo apoiam esta iniciativa do STCDE.
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"O que está em causa são uma série de coisas, mas o mais importante é o que tem a ver com o nosso estatuto profissional, porque tem de contemplar medidas como a questão do Sistema de Avaliação da Administração Pública, a questão da progressão na carreira, a questão dos aumentos salariais", salientou.Relativamente à avaliação, Alexandre Vieira afirmou que existe o "caos total".-"Está o caos total. Há embaixadores que o aplicam, embaixadas que não aplicam. Outras que fazem tudo mal. É assim, é conforme a vontade do freguês", concluiu.EL.Lusa/Fim
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À MARGEM: O Sindicato dos Trabalhadores Consulares e das Missões Diplomáticas, continua (como há muitos anos) a malhar em centeio verde que não debulha o grão.
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Nunca a voz dos humildes trabalhadores foi ouvida.
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Hoje, pelo mundo, existem numerosas Missões Diplomáticas e Consulados com carência de pessoal de expediente cujo este é executado pelo pessoal não diplomático.
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Com isto tem se dado a degradação do funcionamento das Missões Diplomáticas, estabelecidas no Mundo para servirem os portugueses acolhidos nesses países; os estrangeiros que necessitam de obter visa para visitarem Portugal e, evidentemente, oferecerem aquilo que ainda temos para vender e representá-lo.
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Porém desde que Portugal se inseriu na União Europeia e a seguir na área do "Shengen" as missões e os consulados portuguesas no mundo voltaram em floreiras de rosas mal-cheirosas e a degradação dos serviços viria em seguida.
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Desde há 10 anos nada melhorou no funcionamento e diversas barreiras foram encontradas para dar a dignidade aos servidores do Estado no Estrangeiro.
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Nenhum ministro mesmo tendo boas intenções em dignificar o pessoal as consegue levar a bom porto e eliminar as "capelinhas".
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A gente que se movimenta sob os claustros das Necessidades, coloca os decretos, mesmo ratificados, na gaveta, ficam encerrados apodrecer com o tempo.
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Mas para eles, os diplomatas, há tudo e mais que tudo e para os da mó debaixo os que os servem há apenas a "maçã dos porcos".
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Continuamos a ter um país de gente que julga que vale e não vale mesmo nada!
José Martins
"O que está em causa são uma série de coisas, mas o mais importante é o que tem a ver com o nosso estatuto profissional, porque tem de contemplar medidas como a questão do Sistema de Avaliação da Administração Pública, a questão da progressão na carreira, a questão dos aumentos salariais", salientou.Relativamente à avaliação, Alexandre Vieira afirmou que existe o "caos total".-"Está o caos total. Há embaixadores que o aplicam, embaixadas que não aplicam. Outras que fazem tudo mal. É assim, é conforme a vontade do freguês", concluiu.EL.Lusa/Fim
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À MARGEM: O Sindicato dos Trabalhadores Consulares e das Missões Diplomáticas, continua (como há muitos anos) a malhar em centeio verde que não debulha o grão.
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Nunca a voz dos humildes trabalhadores foi ouvida.
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Hoje, pelo mundo, existem numerosas Missões Diplomáticas e Consulados com carência de pessoal de expediente cujo este é executado pelo pessoal não diplomático.
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Com isto tem se dado a degradação do funcionamento das Missões Diplomáticas, estabelecidas no Mundo para servirem os portugueses acolhidos nesses países; os estrangeiros que necessitam de obter visa para visitarem Portugal e, evidentemente, oferecerem aquilo que ainda temos para vender e representá-lo.
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Porém desde que Portugal se inseriu na União Europeia e a seguir na área do "Shengen" as missões e os consulados portuguesas no mundo voltaram em floreiras de rosas mal-cheirosas e a degradação dos serviços viria em seguida.
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Desde há 10 anos nada melhorou no funcionamento e diversas barreiras foram encontradas para dar a dignidade aos servidores do Estado no Estrangeiro.
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Nenhum ministro mesmo tendo boas intenções em dignificar o pessoal as consegue levar a bom porto e eliminar as "capelinhas".
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A gente que se movimenta sob os claustros das Necessidades, coloca os decretos, mesmo ratificados, na gaveta, ficam encerrados apodrecer com o tempo.
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Mas para eles, os diplomatas, há tudo e mais que tudo e para os da mó debaixo os que os servem há apenas a "maçã dos porcos".
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Continuamos a ter um país de gente que julga que vale e não vale mesmo nada!
José Martins
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