O embaixador de Portugal em Dacar, António Montenegro,
foi constituído arguido pelo Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa, numa investigação à alegada emissão ilegal de vistos de entrada no Espaço Shengen.
foi constituído arguido pelo Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa, numa investigação à alegada emissão ilegal de vistos de entrada no Espaço Shengen. -
A SÁBADO apurou que o diplomata, que já era objecto de um processo disciplinar no Ministério dos Negócios Estrangeiros, foi ouvido e constituído arguido em Abril, apesar de negar todas as acusações. Alvo de investigação, e também já arguida, é a antiga primeira secretária da embaixada portuguesa em Dacar.
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A diplomata abandonou o cargo em Agosto do ano passado. A investigação do Ministério Público foi aberta após uma denúncia da oficial de ligação do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Guadalupe Mégre. "Houve uma participação do SEF ao Ministério Público que está a investigar a situação", confirma o inspector-geral diplomático e consular, Embaixador José P
acheco Luís. Já a investigação do Ministério dos Negócios Estrangeiros, que está prestes a terminar, foi aberta em Outubro após uma queixa da actual primeira-secretária da embaixada, Isabel Craveiro. (Sábado)
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acheco Luís. Já a investigação do Ministério dos Negócios Estrangeiros, que está prestes a terminar, foi aberta em Outubro após uma queixa da actual primeira-secretária da embaixada, Isabel Craveiro. (Sábado) À MARGEM
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O caso da Embaixada de Portugal, pelo vistos tem pano para mangas! Graças à comunicação social senegalesa e portuguesa criou contornos. Chama-me à atenção a Drª Isabel Craveiro dado que trabalhamos juntos, durante seis meses, na Embaixada de Portugal em Banguecoque. Isabel Craveiro foi destacada para Banguecoque em comissão de serviço e foi a sua primeira deslocação para o estrangeiro. Muito certinha nas suas funções, embora
ainda não estivesse muito habilitada a servir no exterior. Servi-a no meu melhor dado à minha experiência de vários anos na missão. Foi diplomata que passou por Banguecoque e deixou-me boas recordações. Ora a Dr.ª Isabel Craveiro foi quem despoletou as irregularidades levadas a cabo pelo Embaixador António Montenegro. As pessoas quando são honestas dentro de suas funções vão comendo “ratos vivos” pela observação de irregularidades e atrás delas estava o receio das represálias do Poder.
ainda não estivesse muito habilitada a servir no exterior. Servi-a no meu melhor dado à minha experiência de vários anos na missão. Foi diplomata que passou por Banguecoque e deixou-me boas recordações. Ora a Dr.ª Isabel Craveiro foi quem despoletou as irregularidades levadas a cabo pelo Embaixador António Montenegro. As pessoas quando são honestas dentro de suas funções vão comendo “ratos vivos” pela observação de irregularidades e atrás delas estava o receio das represálias do Poder. -
Nunca se sabe se mesmo denun
ciando irregularidades se sujeita a um processo disciplinar e uma carreira ir pela água abaixo. Eu experimentei isso na “pele” durante 10 anos e nas gerências de três embaixadores: Tadeu Soares, Lima Pimentel e o actual António Faria e Maya. Como já, antes me referi, o herói que assassinou a minha presença de 24 anos na Embaixada de Portugal em Banguecoque (o que considero “matar-me antes de morrer”), foi o Embaixador António de Faria e Maya. Não vou aqui referir as razões porque me matou antes de morrer e deixou o meu trabalho sem o ter terminado que tinha sido a investigação da presença histórica de Portugal na Tailândia. Mais tarde lá irei explicar os factos e de quando chegar à sua gerência num trabalho que estou a desenvolver que ainda decorre na gerência de Tadeu Soares.
ciando irregularidades se sujeita a um processo disciplinar e uma carreira ir pela água abaixo. Eu experimentei isso na “pele” durante 10 anos e nas gerências de três embaixadores: Tadeu Soares, Lima Pimentel e o actual António Faria e Maya. Como já, antes me referi, o herói que assassinou a minha presença de 24 anos na Embaixada de Portugal em Banguecoque (o que considero “matar-me antes de morrer”), foi o Embaixador António de Faria e Maya. Não vou aqui referir as razões porque me matou antes de morrer e deixou o meu trabalho sem o ter terminado que tinha sido a investigação da presença histórica de Portugal na Tailândia. Mais tarde lá irei explicar os factos e de quando chegar à sua gerência num trabalho que estou a desenvolver que ainda decorre na gerência de Tadeu Soares. -
Segundo aquilo que tenho lido, na comunicação social em cima do triste
caso da Embaixada de Portugal no Senegal, parece que não houve só “meninas” envolvidas, mas o abuso do poder e o tráfico de influências e a concessão de vistos, legais ou ilegais. A Dr.ª Isabel Craveiro, claro que era a Encarregada de Secção Consular e, certamente observou algo irregular e, como é óbvio, defendeu-se. As irregularidades de vistos concedidos, descobertas em Portugal, vir-lhe-iam acarretar problemas se fossem descobertas.
caso da Embaixada de Portugal no Senegal, parece que não houve só “meninas” envolvidas, mas o abuso do poder e o tráfico de influências e a concessão de vistos, legais ou ilegais. A Dr.ª Isabel Craveiro, claro que era a Encarregada de Secção Consular e, certamente observou algo irregular e, como é óbvio, defendeu-se. As irregularidades de vistos concedidos, descobertas em Portugal, vir-lhe-iam acarretar problemas se fossem descobertas. -
Se assim tivesse acontecido, o embaixador António Montenegro sacudia a “água do capote”, dizendo desconhecer o caso e teria ela um processo disciplinar e a carreira diplomática estragada. Mentiras e sacudidelas da água do capote experimentei-as, por algumas vezes e o campeão foi o Embaixador Sebastião de Castello-Branco de quando em 1992, declarou ao inspector o Embaixa
dor Constantino Ribeiro, de quando veio a Banguecoque desvendar um caso que até não era caso nenhum de irregularidade, mentiras, infamantes, a meu respeito.
dor Constantino Ribeiro, de quando veio a Banguecoque desvendar um caso que até não era caso nenhum de irregularidade, mentiras, infamantes, a meu respeito. -
Não deixo porém de aqui revelar um caso passado na Secção Consular da Embaixada de Portugal em Banguecoque no tempo da gerência do Embaixador Tadeu Soares. Não sei porque cargas de trabalhos que Tadeu Soares, de quando assentou em Banguecoque, pretende substituir todo o pessoal antigo da missão. Colocou anúncios dos jornais de língua inglesa e escolheu, servidores, na forma de “olhos nos olhos”.
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Entre os escolhidos há um “latagão”, de nome Supat, que se exprimia razoavelmente na língua inglesa. O sr. Supat toma o lugar do chanceler Chalerm (com 49 anos de embaixada, sem nunca haja nada a apontar-lhe); a Secção Consular, mesmo sendo o encarregado o Dr. João Brito Câmara, entrega o desenvolvimento, do consulado, a um aventureiro que apareceu pela embaixada Nuno da Mota Veiga; a contabilidade das receitas de emolumentos a um contratado a termo certo Alipo Monteiro.
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Passados poucos meses, de a secção consular ter sido entregue à equipa escolhida por Tadeu Soares, observo que algo de anormal se estava a passar. Apareciam pessoas, dois sexos, de jeitos e trejeitos estranhos no salão da chancelaria e coisa que nunca tinha visto.
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O Sr. Supat passava o tempo a tirar e fixar o telefone móvel do cinto das calças. Numa manhã fui perguntar ao velho e competente funcionário, tailandês, chanceler Chalerm o que é que se estava a passar no consulado. Colocou o dedo nos seus lábios e disse-me em surdina: “CORRUPÇÂO”!
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Nada mais adiantei e também não o transmiti a Tadeu Soares p
orque eu já não era pessoa que gostaria de me mandar embora. Em 10 de Novembro de 1999, foi recebida. Na embaixada, uma carta anónima (ao lado direito inserida cópia) em que informava que o Sr. Supat tinha montado uma rede em que recebia 40.000 bates (cerca ao câmbio da época 1.600 USD), cujo montante era dividido em duas partes de 20.000 bates uma para o Sr.Supat e outra para o “broker” que lhe conseguia pessoas para obter visas.
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O esquema teria rendido umas largas centenas de milhares de bates até que a carta anónima chegasse à embaixada. O Sr. Supat foi chamado ao gabinete de Tadeu Soares e amigavelmente lhe pediu que assiná-se uma carta a pedir que abandonava a embaixada por sua livre vontade. Nesse mesmo dia seguiu um telegrama para a Secretaria de Estado que o Sr. Supat pediu a sua demissão do serviço.
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No dia seguinte o Sr. Supat foi novamente à embaixada, como nada se haja passado, com o propósito de recolher algo esquecido, mas apresentou-se com uma carrinha “pickup” nova e na caixa uma televisão das mais modernas que se vendiam na altura em Banguecoque.
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O Sr. Supat desapareceu, airosamente, da embaixada e nunca mais se viu. Depois do Sr. Supat o Nuno da Mota Veiga continuou, mais dois anos a gerir a Secção Consular, como vice-cônsule (falso), assinar documentos com carimbo e a passar cartas abonatórias aos amigos, que não o poderia fazer, cujas acções são do foro da Justiça Portuguesa e, penso, condenação.
José Martins
José Martins

2 comments:
Caro amigo José Martins,
Sou um leitor fiel deste importante blog, que nos presta um autêntico serviço público.
No entanto, neste texto, quando diz:
«Apareciam pessoas, dois sexos, de jeitos e trejeitos estranhos»
quer dizer que apareciam pessoas com os dois sexos? Transexuais?
Cumprimentos
Caro amigo Manuel Lopes,
Não é bem isso que eu quero dizer,mas os jeitos e trejeitos dão a impressão que ou nasceram assim, ou foram mudando a fisionomia corporal no mundo onde vivem.
Cumprimentos ~
José Martins
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