Thursday, July 09, 2009

HOJE É O MEU DIA!

É, uma satisfação enorme, para os pais que vêm um filho ou filha atingir suas licenciaturas e preparados para a vida futura.
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Minha filha Maria Martins, aos 23 anos, obteve hoje a licenciatura, pela prestigiosa Universidade de Chulalongkorn em Banguecoque em “Novas Tecnologias de Comunicação” , em língua inglesa.
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Foi a primeira lusa tailandesa, em toda a história de Portugal na Tailândia, de quase 500 anos, obter este diploma.
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A cerimónia de entrega de diplomas foi presidida pela Princesa Real Sua Alteza a Princesa Maha Chakri Sirondhorn, na referida universidade, que neste momento ainda está a decorrer no Salão Nobre com grande pompa.
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Maria Martins, começou a sua educação aos 5 anos de idade em infantário, aos 7 foi matriculada na “International Community School” de Banguecoque, terminando os seus estudos secundários aos 18 anos, sendo nesta altura matriculada no primeiro curso, em toda a história da Universidade de Chulalongkorn, em língua inglesa, sendo seleccionada, entre 3.000 candidadtos, para 90 vagas, classificando-se em 43 lugar.
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Durante os quatro anos de falculdade nunca perdeu uma disciplina. Nunca perdeu o sentido de gostar de Portugal e por anos seguidos, durante as festas de escola envergou um traje de minhota (ganhou dois prémios pelo vestido mais bonito) e apresentou-se sempre com a bandeira portuguesa na inauguração das festa.
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Em 1990, nas mesma universidade onde hoje obteve a sua licenciatura, abriu um cortejo (quando dez reis de gente), vestida de minhota pela mão de uma estudante de português, tailandesa, com o mesmo traje, para a divulgação de línguas estrangeiras.
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Durante a minha permanência neste país, não poderia aqui deixar em branco, que procurei no meu melhor servir Portugal e a Tailândia, contribuindo para a divulgação dos dois velhos aliados, cuja amizade remonta desde 1511. Se fui ou não reconhecido, por quem deveria ser, pouco me interessa nunca esperei pelas “migalhas” da mesa dos outros.
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Mas sinto-me orgulhoso pelo aquilo que haja feito e ainda o muito irei fazer e mais ainda preparei uma filha que fará como Pai o seu melhor para o seguir e contribuir para uma Tailândia moderna e progessiva.
José Martins

Tuesday, June 30, 2009

GRANDE VITÓRIA DOS PORTUGUESE NA TAILÂNDIA

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duas semanas aqui noticiámos o início das celebrações dos 500 anos da chegada dos Portugueses à Tailândia. O governo tailandês, através do seu MNE, fez chegar às Necessidades a intenção de comemorar em grande formato o mais antigo tratado de amizade entre um Estado europeu e uma nação asiática. À vinda de jornalistas portugueses convidados pelos tailandeses, junta-se a realização de um grande simpósio, hoje realizado em Ayuthia, capital do Sião até 1767 e onde se fixou durante mais de 200 anos um importante bandel português. Intitulado 500 Anos de Relações entre Tailandeses e Portugueses, o simpósio foi organizado pelo Departamento de Belas Artes de Silapakorn e reuniu um importante friso de historiadores tailandeses. As autoridades governamentais não deixaram de acorrer ao evento: o Vice-Ministro da Cultura, o Director Geral do Departamento de Belas Artes, o governador de Ayuthia e outros quadros superiores dirigentes do Estado marcaram presença, numa manifesta demonstração de interesse e apoio a todas as iniciativas que decorrerão a partir de hoje em solo tailandês evocando a chegada de Duarte Barbosa, enviado ao Sião em 1511 por Afonso de Albuquerque para estabelecer relações com o Rei do Sião. (Texto de Miguel Castelo Branco)
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À MARGEM: Não me poderia ficar despercebido o interesse que o Governo da Tailândia vem tendo para avivar os 500 anos das relações com Portugal. Aliás este interesse já vem dos anos de 1982 de quando o Embaixador Mello Gouveia pretendeu trazer à luz do dia e identificar o "Ban Potuguete" (Aldeia dos Portugueses) , graças ao patrocínio da Fundação Calouste Gulbenkian e o suporte do Departamento das Belas Artes da Tailândia.
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Inúmeras vezes me desloquei em peregrinação, a partir de 1983 e de quando as iniciações das escavações da Igreja de S.Domingos. Igualmente o interesse de um grupo de jovens, estudantes da universidade Chulalongkorn que com entusiasmo, ali trabalhavam e dormiam durante a semana numa casa, de madeira, construída, junto ao rio Chao Prya (Praiá).
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Felizmente fui documentando, essas passagens. As escavações foram orientadas pelo meu velho amigo, o Patipat, arqueólogo e Director (na altura) do Departamento de Belas Artes em Ayuthaya. Outra figura, portuguesa, que não pode ficar ignorada foi o interesse de jovem arquitecto Kol de Carvalho (antes tinha orientado a restauração de um forte português em Oman), que junto a0 Patipat, os dois executaram um trabalho meritório.
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Ainda durante as escavações a jovem Princesa Maha Chakri Siridhorn visitou o Campo de S.Domingos; muitas outras personalidades da vida pública portuguesa, que bem aqui as poderia enumerar, mas ficará para outra altura.
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Bem é que há pessoas armadas em investigadores (de ocasião) que procuram vender, na feira, o seu peixe; ficar nas fotografias (mera publicidade de promoção pessoal) com pessoas gradas, com a intenção de atingir objectivos no próximo futuro; armarem-se em "sabichões" que conhecem tudo e mais que tudo em cima dos vestígios que ainda existem e toda a história "tim-por-tim" desde que Afonso de Albuquerque, ordenou que de Malaca, Duarte Fernandes em 1509, fazer uma abordagem junto ao Rei Tibodi II, informando-o que o Rei de Portugal tinha intenções de conquistar aquele território.
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Porém o autor da peça que a publicou no
http://combustoes.blogspot.com não estagna em continuar a dar os seus "miminhos" como lhe ficam a jeito aos Embaixadores de Portugal Maria da Piedade e António de Faria e Maya, cujo com este "trabalhinho", será para nem mais nem menos que obter a almejada "recomendaçãozinha" para vir a ser o heroi (já sonhado há meia dúzia de anos) e o "manda chuva", para as celebrações (que se aproximam a passos largos) da "Chegada dos Portugueses ao Reino do Sião".
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Há pessoas que antes de entrar no esquema planeado, começam a escavar o terreno de pouco por pouco e quando vêm que chegaram à mina há agora que explorar o filão de ouro. Eu conheço este e outros de "ginjeira" que apareceram por aqui armados de sabedores de nada.
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O destino de todos os promotores de sua imagem e os "miminhos" , com que decoram os outros, acabam na estaca ZERO. Já que não foram profetas na sua terra, zarparam, para outras tentar suas sortes. Os homens fazem-se pelas obras vivas e não pelo sistema "rançoso" de impingir, aos outros, propaganda. Bem, isso, demonstrou, as deturpadas informações que foram dadas à jornalista, Elsa Resende, da Lusa, no mês passado.
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Para terminar aqui fica assinalada, a ingratidão do autor, não tenha referido a "Fundação Calouste Gulbenkiam", que o sustenta, com uma bolsa de estudo, para se manter em Banguecoque, que sem esta instituição (não refiro o prestimoso contributo do "Fine Arts Department da Tailândia), não seria possível trazer à vida as ruínas da Igreja de S. Domingos.
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Uutras pessoas, incansáveis, da Tailândia e Portugal, que contribuiram para o projecto, o Embaixador Mello Gouveia (que ainda hoje vive o "Ban Portuguete") e o Dr. José Blanco, Administrador da Gulbenkian (reformado) ficarão para depois escrever sobre suas obras. Tenho material de sobra, nos meus arquivos, para mais tarde ser contadas.
José Martins
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P.S. O autor, autodidacta, não se considera historiador, investigador, mas um entusiasta, há 26 anos, em cima do relacionamento histórico entre Portugal e a Tailãndia e escrito centenas de páginas em cima do tema, que tem servido a historiadores, investigadores , jornalistas,cineastas e inúmeros portugueses que levou ao local, graciosamente.

Saturday, June 27, 2009

LANÇAMOS NOVO BLOGUE


Clique em baixo
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Clique para saber mais http://lusosucessos.blogspot.com novo blogue onde será inserido material que se refira às actvidades dos portugueses espalhados pelas sete partidas do Mundo.


AINDA ELSA RESENDE DA LUSA, EM BANGUECOQUE

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Esta é mesmo para rir!
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"....Ora, é pelo nome de fios de ovos, "Foi Tong" em tailandês, que os jogadores da selecção portuguesa de futebol, são chamados, conta, por sua vez, Nuno Caldeira da Silva, conselheiro político da União Europeia radicado há cinco anos em Banguecoque...." (Nuno Caldeira à Lusa)
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À MARGEM: Esta nem ao diabo seria capaz de lem
brar que os jogadores, portugueses, da Selecção Nacional, são conhecidos na Tailândia por "Foi Tongues".
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Ora esta "barbaridade" foi dita pelo "artista" Nuno Caldeira da Silva http://frombangkok.blogspot.com que "cagançado" intitula-se (de carregar pela boca mas isso não importa) Conselheiro Político da Delegação da Comissão da União Europeia em Banguecoque.
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O "Foi Tongue" (fio de ovos) foi uma doçaria deixada pelos portugueses na Tailândia, em finais do século XVII e popularizada até aos dias de hoje.
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De facto eu sou o único português que assitiu à exibição do F.C. do Porto, em Banguecoque, em 1996, de que viria a ganhar o torneio contra: Boca Júniores, Inter de Milão e a Selecção da Tailândia.
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Há meia dúzia de anos, o Real Madrid, em Banguecoque, veio jogar com a Selecção da Tailândia e integrado, como treinador o Carlos Queirós e o Luis Figo e não ouvi a nenhum tailandês chamar pelo nome de "Foi tongue", ao Luis Figo. Mas vi raparigas junto à porta do balneário à espera do Figo, e: Figo,Figo,Figo e a beijarem uns calções e camisolas com o seu nome.
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Nos torneios, transmitidos pela TV e visto no grande ecran, em vários pontos de Banguecoque, a selecção de Portugal ganhou grande popularidade entre as gentes de toda a Tailândia e nunca ouvi aplaudir e chamar pelos jogadores lusos "Foi tongues" mas sim pelo nome deles ou: "potuguetes!potuguetes!,potuguetes!
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O "artista" Nuno Caldeira só faltou informar que também aos jogadores portugueses, além de "Foi tongues" lhe chamam "queques" (deixados pelos luso/descendentes no Bairro de Santa Cruz em Banguecoque).
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Bem sendo assim os jogadores, lusos, na boca do "artista" Caldeira, são conhecidos por "Foi tongues" em chamo-lhe a ele: "o queque português na Tailândia"
José Martins

Friday, June 26, 2009

AINDA ELSA RESENDE DA LUSA


"É também neste cemitério que está o jazigo da família Costa, o único que conserva inscrições em Português e que remonta à primeira metade do século XIX." Ver e ler resto no http://combustoes.blogspot.com
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À MARGEM: Não foi a Elsa Resende que teve a culpa de tão péssimo serviço tenha prestado à divulgação dos restos da história de Portugal na Tailândia. A culpa foi de quem lhe indicou o "cicerone" para a guiar e a elucidar em cima dos vestígios da comunidade lusa tailandesa em Banguecoque.
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Não estou com mágua nenhuma de não ter servido de guia à jornalista (até porque sabia, ainda em Lisboa, que viajaria a Banguecoque e possuia em carteira meu nome), dado que estou a fazer o que me dá prazer, de bem com o mundo e com os homens e de mal com as deturpações.
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O texto acima inserido (creio a peça da jornalista que meteu na linha noticiosa da Lusa) está absolutamente deturpado, quando escreve:"É também neste cemitério que está o jazigo da família Costa, o único que conserva inscrições em Português...."
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No Cemitério da Imaculada Conceição, na área de Samsem há mais túmulos com inscrições portuguesas, que bem posso provar, com as últimas imagens que ali obti há uns dois anos. Ali, recolhi imagens, ao longo de muitos anos, de eventos religiosos, do que havia, antigo, no museu (a primeira igreja construída no bairro) e lá com minha família assistimos à Missa do Galo".
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Na Igreja da Imaculada Conceição, existe o registo do baptizado de minha filha Maria Martins, cuja cerimónia teve lugar em 1987. E ainda mais, possuo, cópia do segundo livro, daquela paróquia, raro de assentos de nascimentos, matrimónios e óbitos, iniciado em 20 de Abril de 1867 iniciado com número 426, que termina em 1905.
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Recolhi, desde 1984, toda a história que havia para contar naquela paróquia e a primeira a ser instalada depois de meados do século XVII e de quando os portugueses ainda viviam no "Ban Portuguet" em Ayuthaya, a segunda capital do Reino do Sião que viria a cair no princípio de Abril do ano de 1767.
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Um reformado e com 74 anos não faz concorrência a ninguém mas procura apenas a legalidade dos factos.
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Informar e o elogiar na medida dos gostos de cada um não dá mesmo.
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Mais fácil agarrar um mentiroso que um "pé coxinho"
José Martins

Thursday, June 25, 2009

UM MONTE DE "ESTRUME" A PEÇA DE ELSA RESENDE....


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Com a devida vénia a Elsa Resende da Agência Lusa, aqui fica um dos seus trabalhos feito aquando da visita ao país de um grupo de jornalistas portugueses, organizada pela Embaixada da Tailândia em Lisboa,.Portugal/Tailândia:
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O país dos queques e dos fios de ovos
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Lisboa, 12 Jun (Lusa)
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Por "culpa" dos portugueses, os primeiros europeus a chegarem à Tailândia, os tailandeses comem queques e fios de ovos, nome por que são também conhecidos os jogadores da selecção de futebol das "quinas".
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Os doces genuinamente tailandeses são confeccionados com arroz e leite de coco.
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Maria de Guiomar Pina, filha de uma portuguesa e de um japonês, resolveu baralhar os tailandeses, introduzindo na sua gastronomia doces feitos com açúcar e ovos.
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Os portugueses aportaram ao antigo Sião em 1511, quando o governador da Índia, Afonso de Albuquerque, enviou à capital do reino, Ayutthaya, um embaixador, Duarte Fernandes...."
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À MARGEM: Pouco me interessa saber a que fonte, foi beber, a jornalista, da Lusa, Elsa Resenda a convite da Embaixada da Tailândia em Lisboa, viajou a este Reino, para evidentemente, relatar as belezas deste país e as relações históricas, de quase 500 anos, entre Portugal iniciadas em 1511 em Ayuthaya,
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A peça inserida no blogue http://frombangkok.blogspot.com/ é de uma tal infantilidade, jornalistica, de bradar aos céus que até, ao lê-la, me deu arrepios!
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Assim não vale estar a enganar quem a subsidiou e a deturpar a história.
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Apenas, aqui, me refiro: "Maria de Guiomar Pina (nome absolutamente deturpado), filha de uma portuguesa e de um japonês, resolveu baralhar os tailandeses....) . Maria de Pina Guiomar não é filha de uma portuguesa, mas de uma lusa/japonesa. Sobre esta nobre Senhora há muito mais a contar... do que a frase rude "baralhar".
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Assim não dá!
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Mandarem rosas "mal-cheirosas" à Tailândia, passear e executarem um trabalho jornalístico que não interessa nem ao "Menino Jesus" e próprio de uma aspirante (sem vocação para o jornalismo sério) mas talvez dos casos do dia ir recolhê-los às esquadras de polícia.
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José Martins
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P.S. O autor, é investigador das relações históricas entre Portugal e a Tailândia há duas dezenas de anos, foi correspondente da Lusa, em Banguecoque (identificado com cartão), por uma dúzia de anos.

Wednesday, June 24, 2009

LUTA DO SINDICATO DOS STCDE - MALHAR EM CENTEIO VERDE

Trabalhadores consulares vão manifestar-se e prometem nova greve (C/ÁUDIO)* * * Serviço áudio disponível em http://www.lusa.pt/ * * *Lisboa, 24 Jun (Lusa)
Os trabalhadores dos consulados
e missões diplomáticas de Portugal manifestam-se dia 21 de Agosto frente ao Ministério dos Negócios Estrangeiros para, entre outras reivindicações, exigir o vínculo à função pública, disse hoje à Lusa fonte sindical.
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Segundo Alexandre Vieira, secretário-geral adjunto do Sindicato dos Trabalhadores Consulares e das Missões Diplomáticas (STCDE), se o governo continuar a ignorar as reivindicações será convocada uma nova greve, em Setembro.
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"Estamos a preparar, caso isto não avance, com uma nova greve, já a partir de Setembro e não será apenas um dia", disse.
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Os trabalhadores consulares estiveram em greve no passado dia 04, numa paralisação que segundo o STCDE teve uma adesão "superior a 80 por cento" e que para o governo foi apenas de 30 por cento.
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A confirmar-se a realização da manifestação, esta será a primeira registada na história dos Ministério dos Negócios Estrangeiros e do sindicato, precisou Alexandre Vieira.-Por iniciativa do STCDE, mais de mil dos cerca de 1600 trabalhadores consulares de quase 130 embaixadas e consulados, distribuídos por 50 países, subscreveram um abaixo assinado a exigir a vinculação à função pública, actualização salarial e avaliação de desempenho.
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"Neste abaixo assinado nós chamamos a atenção do MNE. Se (o MNE) não reagir voltaremos à greve", garantiu a fonte sindical.Alexandre Vieira acrescentou que deputados de todos os partidos com assento na Assembleia da República, incluindo o Partido Socialista, no poder, e dos conselheiros das comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo apoiam esta iniciativa do STCDE.
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"O que está em causa são uma série de coisas, mas o mais importante é o que tem a ver com o nosso estatuto profissional, porque tem de contemplar medidas como a questão do Sistema de Avaliação da Administração Pública, a questão da progressão na carreira, a questão dos aumentos salariais", salientou.Relativamente à avaliação, Alexandre Vieira afirmou que existe o "caos total".-"Está o caos total. Há embaixadores que o aplicam, embaixadas que não aplicam. Outras que fazem tudo mal. É assim, é conforme a vontade do freguês", concluiu.EL.Lusa/Fim
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À MARGEM: O Sindicato dos Trabalhadores Consulares e das Missões Diplomáticas, continua (como há muitos anos) a malhar em centeio verde que não debulha o grão.
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Nunca a voz dos humildes trabalhadores foi ouvida.
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Hoje, pelo mundo, existem numerosas Missões Diplomáticas e Consulados com carência de pessoal de expediente cujo este é executado pelo pessoal não diplomático.
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Com isto tem se dado a degradação do funcionamento das Missões Diplomáticas, estabelecidas no Mundo para servirem os portugueses acolhidos nesses países; os estrangeiros que necessitam de obter visa para visitarem Portugal e, evidentemente, oferecerem aquilo que ainda temos para vender e representá-lo.
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Porém desde que Portugal se inseriu na União Europeia e a seguir na área do "Shengen" as missões e os consulados portuguesas no mundo voltaram em floreiras de rosas mal-cheirosas e a degradação dos serviços viria em seguida.
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Desde há 10 anos nada melhorou no funcionamento e diversas barreiras foram encontradas para dar a dignidade aos servidores do Estado no Estrangeiro.
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Nenhum ministro mesmo tendo boas intenções em dignificar o pessoal as consegue levar a bom porto e eliminar as "capelinhas".
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A gente que se movimenta sob os claustros das Necessidades, coloca os decretos, mesmo ratificados, na gaveta, ficam encerrados apodrecer com o tempo.
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Mas para eles, os diplomatas, há tudo e mais que tudo e para os da mó debaixo os que os servem há apenas a "maçã dos porcos".
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Continuamos a ter um país de gente que julga que vale e não vale mesmo nada!
José Martins

O PECADO DO SENHOR EMBAIXADOR


O ministro dos Estrangeiros belga, aqui fotografado num encontro com Hillary Clinton, levou o caso ao Parlamento

Caso chegou ao Parlamento de BruxelasEmbaixador belga em Moscovo chamado por ter dado vistos a "bailarinas" tailandesas O embaixador da Bélgica em Moscovo foi chamado a Bruxelas por ter dado vistos belgas a cinco mulheres tailandesas próximas do milionário russo Suleiman Kerimov, um dos 40 homens mais ricos do mundo.
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Os vistos belgas dão acesso ao espaço Schengen e permitiriam às cinco mulheres acompanhar Kerimov numa viagem à Côte d’Azur, no Sul de França, onde Kerimov tem uma villa.
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Ora o embaixador belga em Moscovo, Bertrand de Combrugghe, participou numa festa nessa villa e passou um fim-de-semana num hotel de luxo de Antibes, o Eden Roc, cuja conta foi pagar por Kerimov, disse ontem no Parlamento de Bruxelas o ministro dos Negócios Estrangeiros belga, Karel De Gucht.
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Questionado pelos deputados, De Gucht disse que o embaixador “interveio pessoalmente junto dos serviços consulares da embaixada em Moscovo para que as cinco mulheres tailandesas obtivessem um visto Schengen”. O ministro descreveu as tailandesas como “bailarinas”.
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O embaixador reconheceu a irregularidade e pediu ele próprio para ser chamado.Kerimov, o 36º homem mais rico do mundo, de acordo com a lista da Forbes, ficou conhecido em 2006 por ter tido um acidente na Promenade des Anglais, a mais conhecida avenida de Nice, quando conduzia o seu Ferrari.
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Com queimaduras em 70 por cento do corpo, foi transportado para Bruxelas num avião militar belga e foi assistido num hospital militar próximo da capital. O milionário pagou todas as despesas, mas este tratamento de favor levantou suspeições na altura,
11.06.2009 - 20h39 Agências/Público -
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À MARGEM: Os embaixadores também pecam... Lembra-me há uns anos (10) de quando saía de um hotel, em Banguecoque, com um empresário português depois de tomarmos uma bebida, o embaixador de um país, membro, da União Europeia, abraçado a dois "boys" por volta da uma manhã. Lá partiram os três, lindos, "pétalas-cor-de-rosa" muito amorosos!
José Martins

Monday, June 22, 2009

O PASSADO - PRESENTE NA MEMÓRIA

Hoje 22 de Junho de 2009, acabo de receber, o Jornal da Siam Society, Volume 97, 2009. Folheei-o e na página nº 234 fui encontrar, em língua inglesa, uma nota do académico Kennon Breaeale (que não conheço) referindo-se ao trabalho da Dra. Leonor Seabra “The Embassy of Pêro Vaz de Siqueira”(1684-1686). A historiadora, fixada há muitos anos em Macau, é a terceira pessoa, portuguesa, que figura, na “Siam Society” entre o Dr. Joaquim Campos, que escreveu um trabalho, brilhante, na década trinta e publicado em 1959 “ Early Portuguese Accounts of Thailand”; e na década setenta, um outro mais pequeno (que lhe teria servido de fonte o que escreveu o Dr.Campos) , escrito pelo Embaixador Hélder Mendoça da Cunha “ The 1820 Land Concession to the Portuguese” e inserido num livro editado pela Siam Society “Collected Articles in Memory o H.R.H Prince Waithayakhorn, Kromamun Naradiph Bongsprabandh” em 1976.
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A Dra- Leonor Seabra é daquelas personalidades que passaram por Banguecoque e que de forma alguma poderá ser esquecida. Já lá vão 17 anos e ainda hoje nos correspondemos e sabemos um do outro. Senhora simples, uma historiadora e de cultura.
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Amigos destes ficam até sempre!
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De quando publicou o seu, primeiro, trabalho que insiro a capa, deu-me imenso prazer de ajudar a historiadora e tê-la em minha casa. Na obra fez-me uma referência que muito me sensibilizou.
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Na altura que me enviou a obra escrevi um texto e inseri no meu website www.aquimaria.com/html/forum.html que transcrevo, a seguir, na íntegra.
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Conheci Leonor Seabra no final do ano 1992 em Banguecoque. O motivo que a trouxera à capital tailandesa era o procurar nos arquivos velhos da Embaixada se por lá haveria, algo, que lhe servisse para levar a bom porto as investigações, históricas em cima das Relações do Sião e Macau e, obviamente de Portugal que se propusera levar a cabo.
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Não vou aqui referir os entraves que a historiadora encontrou quando revelou os seus propósitos, aos responsáveis pelo pelouro da Cultura da Embaixada de Portugal em Banguecoque que acabou por não lhe ter sido facilitado acesso (até porque ali já não existiam) aos “calhamaços” com ou sem valor histórico que lhe servissem de matéria informativa.
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Bem é que a Feitoria, e depois o Consulado de Portugal, os Cônsules nomeados, por fraco acondicionamento, desleixo e, também, pela qualidade pobre do papel que absorvia a humidade, que, constantemente, pairava na atmosfera de Banguecoque, levou essa preciosa informação se fosse perdendo através de anos.
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Mas a Feitoria e o Consulado por umas vezes estava sob a jurisdição de Macau e outras por Goa. Ficaram assim (aqueles que não se perderam como nos arquivos de Banguecoque) a documentação histórica dispersa nos arquivos dos dois antigos territórios administrados por Portugal.
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Os documentos existente nos arquivos da Torre do Tombo ou nos do Palácio das Necessidades, pelo conhecimento que temos, é escasso.
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Procurei ajudar, no que pude, Leonor Seabra e facilitando-lhe a minha biblioteca e cópias do material que lhe pudesse ser útil.
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Na minha qualidade de sócio, fomos à prestigiada - e a maior de toda a Ásia, em cultura e arquivos históricos - “Siam Society” em Banguecoque.
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Viajámos até Ayuthaya para lhe indicar aonde os portugueses se instalaram, no Bangue Portuguet (Aldeia dos Portugueses) depois de 1516 até 1767, quando a capital caíu; as ruínas dos fortins junto às margens do rios: Chao Praiá, Lopburi, Pasak e, também, nos templos budistas, para os proteger das investidas militares, do Reino do Pegú. Fortins com as ameias lusas que felizmente estão bem conservados e por séculos ali se encontram a lembrar um passado que bem honra Portugal.
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Leonor Seabra regressou a Macau, com cerca de um milhar de cópias, com material que lhe poderia servir (todo historiador ou escritor o deseja para trazer, com determinação, à realidade a obra que planeou e sonhou),
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Nunca mais me encontrei pessoalmente com a ilustre historiadora.
Mas não é importante vermo-nos, em pessoa, porque todos os anos Leonor Seabra nunca deixou de me enviar as felicitações do Ano Novo Cristão e do Ano Novo Chinês e enviar umas “patacas” para a minha filha Maria comprar um presentinho, a quem conheceu uma “pequenita” de uns cinco anos e de quem nunca me deixou de falar dela, nessas comunicações durante as quadras festivas de fraternidade e amizade.
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Quem meus filhos beija meu coração abraça!
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Leonor Seabra ficou na lista dos meus bons amigos, dos tantos com quem me relacionei durante a longa permanência que já levo na Tailândia.
José Martins