Thursday, November 12, 2009

CUNHAS E CUNHADOS UMA NECESSIDADE

13 Novembro 2009

Dispensas e PRIVILEGIOS Ônus da prova

Cunhas para mim e para os meus, são por mérito e excelência; para ti e para os teus, São tráficos de influência ...
- Manuel CCLXXVII Paleologo©

TIMOR - MEMÓRIAS DOS TEMPOS IDOS QUE O CORRER DO TEMPO NÃO APAGA...

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Uma tarde, no mês de Novembro de 1991, entrou pela porta da chancelaria da Embaixada de Portugal, em Banguecoque, um jovem de grande estatura, dirigiu-se a mim e solicitou-me pretender falar com o Embaixador. Era nem mais nem menos o jornalista Mas Stahl que tinha filmado o “Massacre do Cemitério de Santa Cruz”, em Díli (Timor) no dia 12.
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O jornalista vinha pedir ao Embaixador Castello-Branco para que com o remetente, da embaixada, fosse enviada a uma peça dirigida ao Miguel Sousa Tavares, para ser publicada na revista “Grande Reportagem”. Max Stahl bem razões tinha de pedir a ajuda, dado que suspeitava ser perseguido pela polícia secreta indonésia.
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O jornalista, logo após o “massacre” fez sair de Timor a cassete com o filme (missão que lhe poderia custar a morte), que viria a dar a conhecer ao mundo, democrático, as mais terríveis cenas. Depois de dada autorização pelo Embaixador Castello-Branco, preparei todo o material que meti num envelope, telefonei à empresa do correio rápido para que mandasse um tarefeiro à embaixada recolhe-lo.
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Como correspondente, em Banguecoque, da “Tribuna de Macau” tinha todo o interesse que me concedesse uma entrevista e assim dar a conhecer à população portuguesa, residente em Macau, o que na realidade tinha acontecido no dia 12 de Novembro, em Dili, o que viria a sensibilizá-la e, não só, o Governador Rocha Vieira a suportar a causa até à independência.
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Não me foi fácil obter a entrevista ao Max Stahl, isto porque tinha o compromisso com a revista “Grande Reportagem” e não o desejava quebrar. Porém depois da minha promessa informando-o que a sua entrevista só seria publicada depois de ter saído em Lisboa. Entretanto a notícia sairia no mesmo dia (7 de Dezembro de 1991) na “Tribuna de Macau” e na “Grande Reportagem”, com a diferença de tempo em 8 horas.
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O arrojado jornalista, seguia, praticamente, escondido e hospedado no hotel “Tower Inn” (Silom Road). Depois do assunto do envelope arrumado, levei-o para minha casa onde jantou comigo.
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Em seguida coloquei-lhe um gravador à sua frente, cuja cassete com fotografias enviei no dia seguinte para Macau. Não vou aqui transcrever a entrevista na totalidade, mas apenas o editorial do director da “Tribuna de Macau” José Rocha Dinis.
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“Max Stahl, entrevistado em Banguecoque pela «Tribuna»
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De repente, os portugueses esqueceram partidos, diferenºas sociais e zangas familiares, e ficaram boquiabertos pela crueldade das imagens que, vindas do outro lado do mundo, passaram nos televisores de suas casas; o próprio Presidente Mário Soares não teve vergonha de confessar a sua emoção de ver aquelas cenas de jovens timorenses a rezarem em português, antes de serem brutalmente atacados pelos soldados da Indonésia.
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Por detrás de uma moderna câmara de vídeo, um homem de pouco mais de trinta anos, britânico de nacionalidade, mas muito agarrado à cultura latina que conheceu e amou, na fase da infância e adolescência – Max Stahl.
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Max Stahl, um nome até agora quase nada referido, apesar de as suas imagens terem corrido mundo. Afinal, enquanto outros jornalistas/testemunhas apenas tinham as escoriações para mostrarem que também tinham sido atacados pelos soldados indonésios.
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Max tinha duas cassetes com imagens, que são o testemunho real da crueldade das forças que desde há 16 anos ocupam, com a cumplicidade internacional, a que outrora foi a mais longínqua colónia portuguesa.
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Detido e interrogado durante nove horas, o jornalista britânico da “Yorkshire Television”, foi um profissional. “Fintou” as forças de ocupação de Timor, incluindo, os “bufos” que, segundo o seu próprio relato, se encontram por todo o lado, e só emergiu depois das suas imagens estarem a bom recato e serem divulgadas em todo o mundo.
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Em Banguecoque, onde esteve de passagem, concedeu uma longa entrevista ao nosso correspondente José Martins, onde faz o relato dramático da situação que se tem vivido em Timor, desde o incidente de Motael, onde foi assassinado o jovem Sebastião Rangel, causa próxima do massacre no cemitério de Santa Cruz.
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Para o gravador, falou em espanhol, proporcionando-nos, não um artigo trabalhado, reflectido, mas um documento emocionado por aquilo que viu, contudo, sem perder de vista, as componentes políticas locais, regionais e internacionais, de que Timor é uma “peça” até agora considerada menor, em termos das grandes estratégias.
É um documento excepcional, e por várias razões.
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Já em Setembro, Max Stahl estivera em Timor e tomara contacto com a situação de repressão em que se encontra o Povo Maubere. Voltou em Novembro, esteve nas montanhas com as reduzidas forças da Resistência Armada, e conheceu os jovens que estiveram envolvidos em Motael e Santa Cruz, alguns dos quais foram agora assassinados pelas balas indonésias.
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Profundo conhecedor da cena política internacional, não tem dúvidas em assinalar a imensa hipocresia dos países mais poderosos, nomeadamente a Austrália, no seu relacionamento com a Indonésia.
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Mas é também um documento excepcional, porque este jornalista britânico que acaba de publicar uma reportagem no “The Independent” de Londres, e hoje mesmo verá o seu relato publicado em Lisboa, pela revista “Grande Reportagem”, dirigida por Miguel Sousa Tavares, teve a amabilidade de conceder esta entrevista, em exclusivo, para a “Tribuna de Macau”, um jornal português de Macau de que apreciou alguns números.
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Não será a última vez, por certo, que vamos ouvir falar de Max Stahl.
As fotos e “slides” vendidas pela “Yorkshire” à “Grande Reportagem” ( que o nosso correspondente viu demoradamente) vão ter tanto impacto em Portugal, como as imagens que passaram em Portugal.
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Daí José Martins faça a sugestão, que integralmente apoiamos, de que o Governo Português lhe prestaria justiça, agradecendo-lhe, de qualquer forma, a coragem e determinação com que contribuiu para que a situação do Povo de Timor, tivesse finalmente chegado à cena política internacional.
Comprovando que, na verdade, muitas vezes, uma imagem vale mais que mil palavras... J.R.D.
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P.S. - Nunca mais deixei de seguir o caso de Timor até à sua independência e coleccionando, recortes de jornais do publicado, fotografias do que se foi passando em Banguecoque.
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Na minha biblioteca, particular, estão 5 grossos volumes, fruto de um trabalho e dedicação à causa, que oferecerei ao Governo de Timor Leste, em altura própria. São documentos históricas que servirão, para estudo, das novas gerações.
José Martins

Wednesday, November 11, 2009

MEMÓRIAS DE TEMPOS IDOS QUE O TEMPO NÃO CONSEGUE APAGAR

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Nunca servir homens mas Portugal no meu melhor! Eles vieram, partiram e esquecidos...Ninguém mais fala neles...!!!
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Portugal esteve representado no passado dia 11 Outubro no torneio de golfe, ”BMW Golf Cup International” organizado pela filial, em Banguecoque, da conhecida marca de automóveis, alemã, BMW com a participação de sessenta golfistas, de nacionalidade tailandesa.
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O evento teve lugar a 200 quilómetros, ao oeste, da capital da Tailândia no “Imperial Lake View Hotel & Golf Club”, a uma dezena de quilómetros das e stâncias balneares de Cha Am e Hua Hin.
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Portugal não estava presente com nacionais praticantes da modalidade mas patrocinou, em parte, a festa final do torneio; a entrega dos prémios aos vencedores, com decoração de amostra das belezas de Portugal; larga quantidade de vinho ( incluindo o mundialmente famoso Matéus Rosé); um Porto de Honra da casa Burmester, sardinhas com o finissimo azeite, extra, dos olivais do Alentejo.
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O torneio foi realizado sob o desígnio de que os os três primeiros vencedores, tailandeses, do torneio da “BMW (Thailand) Co. Ltd” irão participar de 3 a 8 de Novembro no “Caesar Park Penha Longa Golf Club” nos arredores de Lisboa, na “Grande Final da BMW “ e onde será coroado o vencedor, internacional, do ano 2003. Foi este o motivo para a concessão do patrocínio português.
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O Embaixador de Portugal João de Lima Pimentel, a chefiar a Missão Diplomática Portuguesa, em Banguecoque, esteve presente enquanto convidado de honra do Presidende da BMW da Tailândia, Dr. Frank Roesler.
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A festa final do torneio incluiu um “cocktail”, para cerca de uma centenas de pessoas. Como cenário de fundo, para o beberete, foi escolhido um espaço com coqueiros e outras árvores exóticas, circundando a monumental piscina e, mais para além, o relvado do magnífico campo de golfe, abraçado por altas e onduladas cordilheiras que circundam todo o espaço desportivo e de lazer.
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Entre este maravilhoso cenário, tropical, destacavam se as cores dos trajes minhotos vestidos por quatro jovens tailandesas que bem se conjugam, como no verde Minho, com o espaço coberto de relva, verdinha e viçosa.
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Pelas 7:30 da tarde deu-se o início ao jantar, numa sala totalmente decorada com motivos portugueses, com as jovens vestidas à minhota à porta a transmitir as boas vindas aos convidados e aperitivos portugueses. No interior, estavam pendurados nas paredes laterais “posters” alusivos a Portugal, bandeirinhas das quinas e toalhas dobradas alternadamente ao comprido das mesas de cores verde e vermelha.
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Depois dos convidados estarem sentados às mesas e, antes do repasto, falou Julia Esterer, vice-directora do “marketing” da BMW na Tailândia que saudou e deu as boas vindas a todos os presentes e convidou, em seguida, o Embaixador Lima Pimentel para que usasse da palavra.



Lima Pimentel num improviso, depois dos cumprimentos de saudação aos presentes e as felicitações aos vencedores do torneio, referiu-se aos campos de golfe de Portugal e conhecidos como os melhores da Europa e os preferidos pelos grandes campeões mundiais e entusiastas deste desporto de elite. Enalteceu a gastronomia e o vinho portugueses. Recordou o mar da costa Atlântica e os monumentos que definem Portugal como um país de descobridores, de que viria a transformar o mundo e a unir os povos dos cinco continentes.
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O Embaixador Lima Pimentel fez a entrega dos prémios aos vencedores: Torpong Pongsivapai e Yukol Yigyong Yigyongij (classe Flight A; Plakorn Wanglee, Somchai Ngampimol e Wichai Thanatchasai (classe Flight B) e na classe de senhoras (Flight C) Sawangwong Sattabusya,Ekdarun Srisanit, Weechadchada Yongsuvankun.

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Terminou com um brinde desejando a continuação dos quase 500 anos de salutar e amistoso relacionamento entre Portugal e a Tailândia.
A festa decorreu animadamente, as iguarias, servidas, foram de sabor, genuinamente, português, graças ao livro de culinária, editado na língua inglesa, de Maria Lourdes Modesto e facultado ao chefe de cozinha Thana Boonmawe.
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Para a sobremesa os doces foram de paladar, também português com destaque o para fio de ovos, em cascata (Foi Tong) uma especialidade da Tailândia, introduzida neste Reino pela lusa/descendente Maria de Guiomar, há cerca de 300 anos, no “Bangue portuguete” (aldeia dos portugueses na antiga capital do Reino do Sião.
José Martins - 2003

FIGURANTES E FIGURÕES...!!!


Nuno Caldeira da Silva

...."Temos bastantes exemplos disso em Portugal, em todos os quadrantes políticos, quando se vê encontros ad-hoc sempre no “interesse da Nação”, em que os figurantes (alguns dirão figurões), mudam de casaco com grande facilidade tal qual como numa passagem de modelos"....

Chamou-me à atenção um parágrafo que Nuno Caldeira da Silva publicou no seu blogue http://frombangkok.blogspot.com/ , numa peça relativa à discórdia de momento que existe entre a Tailândia e o Camboja.
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Evidentemente que este blogue não interfere na política deste país, nem faz opiniões, porque nele somos acolhidos há cerca de três décadas.
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Porém no parágrafo, acima referido é que não é só nos quadrantes políticos portugueses que existem figurantes e figurões...
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Há outros “figurões” iguais ao Nuno Caldeira da Silva que se infiltram nas embaixadas, criam a intriga para prejudicarem os que o rodeiam (antigos e funcionários públicos) atingirem o objectivo de não vergarem a “mola” , fazendo turismo, na Tailândia e ganhar uns avantajados trocos à conta da União Europeia.
José Martins
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P.S. Chama-se à atenção do Nuno Caldeira da Silva do “ultraje” que faz a uma figura da realeza, bem querida, colocando-a como cabeça de cartaz do seu blogue http://frombangkok.blogspot.com/ onde sobre a sua face está designado seu nome.

Tuesday, November 10, 2009

PORTUGAL TAMBÉM TEVE O SEU ILUSTRE "MANETA"

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Habituei-me a visitar o blogue do Senhor Embaixador Seixas da Costa (de momento a gerir a missão diplomática de Portugal em Paris) e, claro está, comento quando tenho bagagem para o fazer.
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Comparo Embaixador Seixas da Costa, como o Eça de Queirós, que no exercício de suas funções, diplomáticas, em Cuba e em Paris, escrevia desenfreadmente e tem sido isto que lhe tenho observado.
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Se vou lendo o Eça, quando me encontro sem inspiração, para que me anime, voltei agora um aditivo da prosa de Seixas da Costa.
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Quando me levanto da cama, em Banguecoque e quando em Paris é meia-noite, já estou no blogue do Senhor Embaixador de Portugal em França, para ler os conteúdos inseridos.
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A peça de hoje ( http://duas-ou-tres.blogspot.com/2009/11/maneta.html ) dá conta de um general francês "maneta" e lembrei-me do nosso ilustre "maneta" Governador Ferreira do Amaral de Macau e comentei um pequeno trecho sobre esse grande Homen.
José Martins
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Maneta



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Há dias, um leitor lembrou-nos a relação com a França da conhecida expressão portuguesa "ir para o maneta" - com o sinónimo de destruir ou de dar cabo de alguma coisa. Tem também como significado vulgar escangalhar-se, estragar-se, avariar e morrer.

Fui ver a essa magnífica ferramenta informática que é o Ciberdúvidas e confirmei que, na origem da expressão, está a figura do General francês Loison, companheiro de Junot, durante a primeira invasão francesa. Loison, segundo revela Orlando Neves, no seu "Dicionário de Expressões Correntes", havia perdido um braço numa batalha e, em Portugal, "revelou-se um homem de extrema ferocidade e malvadez, que exercia torturas violentas nos presos e foi responsável por várias mortes".

Na memória popular ficou o verso:

"O Jinot (sic) mai-lo Maneta
julgam Portugal já seu:
É do demo que os carregue
e também a quem lho deu."


Outros tempos, em que imagem da França, apesar de dividir sectores da opinião portuguesa, não era a que é hoje. Felizmente.
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Senhor Embaixador,
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Nós também tivemos o nosso “maneta”!
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Em 2 de Setembro de 1994 no “Notícias de Gouveia” numa peça intitulada: “Macau - Resto de um Império” escrevi numa longa peça o trecho seguinte:
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“.... O Governador Ferreira do Amaral quando foi assassinado, (1849) aventaram a hipótese que o bravo e duro militar, teria sido morto por uma seita chinesa porque lhe tolhia os movimentos de acção na prática do crime de extorsão. Perdeu um braço no Brasil, durante a guerra da independência na Ilha de Taparica. “Maneta”, como a si se identificava, continuou a dar ordens aos seus subordinados, que lutassem, porque ainda tinha outro braço. Foi levado quase à força para o hospital de campanha no brigue Audaz. A amputação foi lhe feita a sangue frio e depois de operado subiu ao convés do Audaz incitando os soldados para não pararem de lutar e dando vivas a Portugal”...
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Saudações de Banguecoque
José Martins

Monday, November 09, 2009

DIZ-ME COM QUEM ANDAS...QUE EU TE DIGO QUEM ÉS!



Consideração

António Martins da Cruz já foi ministro dos Negócios Estrangeiros e muitas coisas mais. Afirmou que "Armando Vara merece-me uma maior Consideração".

António Martins da Cruz não me merece a maior Consideração ... Por quê?

Explicar Proibido.
2 pauladas Hiperligações para esta mensagem

Alguém opinou:

Anônimo disse ...
CONSIDERAÇÃO QUE PODE merecer UMA PESSOA QUE SE SERVIU DA VULGAR Esperteza "saloia", desonestidade, PARA CONSEGUIR UM ACESSO EIVADO DE FRAUDE PARA CONSEGUIR O ACESSO DA SUA FILHA AO CURSO UNIVERSITÁRIO ONDE SE ENCONTRA E DO QUAL FORAM ARREDADOS VÁRIOS CANDIDATOS COM CLASSIFICAÇÃO FINAL MUITO SUPERIOR .

9 de Novembro de 2009 17:07
Jorge Cabral disse ...
Com franqueza Caro João! :)
Desde quando é que neste blog pontuam os moluscos??
Esse tal "da Cruz" não foi o tal que ocasionou uma demissão do então Ministro Lince, por ter interferido "diplomaticamente" não filha da Acesso ao Ensino Superior, granjeando-lhe um direito que não tinha, quando os nossos filhos suavam ", como estopinhas "Para conquistar um lugar nas faculdades públicas?
A gentalha desta não me confrange ouvir Bestialidades como um Refere que nenhum post seu. Ambos são, no mínimo, Invertebrados.
9 de Novembro de 2009 17:18

PRÓS E CONTRAS E BASÍLIO HORTA

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Esta manhã vimos e ouvimos o “Prós e Contras”, moderado pela Fátima Campos Ferreira, onde sentados, como convidados de honra naquela arena “palratória”:
Pedro Silva Pereira – Ministro de Estado e da Presidência
Basílio Horta – Presidente da AICEP
José Pedro Aguiar-Branco – PSD
José Manuel Pureza-Be
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O tema a ser tratado: As Prioridades da Governação
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Como é sabido e conhecido o programa da Fátima Campos Ferreira foi chão que nunca deu uvas.
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Termina sem qualquer conclusão e conhecimento de causa a quem a ele assiste, em corpo e alma ou pelo vidro do televisor.
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Falam, os convidados, arremessam “calhaus” uns aos outros e termina o “Prós e Contra” em “águas de bacalhau” .
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Basílio Horta como é óbvio, não dá parte de fraco (já era assim o seu ex-patrão ministro da Economia Manuel Pinho) e, apesar da crise económica, o investimento, estrangeiro, em Portugal teve apenas uns “porcentozitos” de quebra.
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Não foi "manco" a falar!
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E numa certa passagem de seu palavreado diz: “A AICEP está em Singapura e na Malásia”!
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Que a AICEP está em Singapura e um “elefante branco” sei o eu... Mas agora na Malásia é que não...
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Seria o querer referir-se a uma senhora (extremamente ambiciosa e residente) que fornece umas “dicas” a Singapura?
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E, também imperdoável que não tenha referido a Tailândia e onde se deveria localizar a AICEP o centro do Sudeste Asiático e um salto de pardal para o representante se movimentar aos sete países que compõem a península asiática e tentar promover o comércio e o investimento português.
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Basílio Horta lá vai puxando a “brasa” a sardinhas que nunca mais assam e manter a sua AICEP a flutuar num mar imaginário que nunca lançou a âncora em porto seguro.
José Martins

"....SE AGARRAM A CONTACTOS...."

DADOS LANÇADOS q E volta à carga!

DADOS LANÇADOS q Ministério e Ministro, debate.
Do Notador Ruella, chanceler

É claro que há boa gente na carreira e que, tendo possibilidade de o mostrar, acaba por pairar acima disto e fazer a sua carreira, mas esses não riscam. Quem manda são os que, impossibilitados de singrar por mérito, se arrastam por corredores, ante-câmaras e gabinetes, se agarram a contactos, padrinhos, rabos-de-palha e nomes, e lá vão transformando serviço público na construção da sua carreira pessoal. E a este nível há muita atrocidade interna, porque não chega para todos: só quem rasteja não tropeça.

Não houve uma reforma da Administração Pública? Foi criada alguma carreira inspectiva, para ultrapassar o "roda-roda aos 5 cantinhos"?
Alguém falou em intervenção do Ministro? Só se vê quando emprenha pelo ouvido e a casa lhe impinge mais uma bordoada em quem está por baixo.
Quanto ao mais, seja o ministro da carreira, independente ou socialista/social-democrata/democrático-social (enfim, são os nomes), a carreira auto-regula-se e recomenda-se.

TEXTOS PARA DEBATE - Enviar com endereços válidos para (basta clicar) → notas.verbais@gmail.com . O pedido de anonimato é respeitado. Para publicação é considerada a matéria útil cujo teor suscite esclarecimento no interesse público e não ofenda a honra de terceiros. (In Notas Verbais)
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À MARGEM: .... Claro que há boa gente na carreira que acaba por pairar (como fantasmas) nos claustros das Necessidades atrofiada e pisada sem lhe dar uma oportunidade de mostrar aquilo que vale. Vê-se envolvida numa teia de intriga de maldicências que termina a carreira diplomática como se nela não tivesse passado. As influências e a gente que não tiver, por lá, um amigo do peito ou de partido fica na obscuridade. Com isto a Diplomacia Portuguesa vai ficando pelo caminho da degradação e de "lassidão".

José Martins

Sunday, November 08, 2009

LASSIDÃO

A LASSIDÃO DIPLOMÁTICA

A propósito de China

A lassidão diplomática paga-se caro. A consular lassidão caro se paga. Seja onde for: Xangai, Singapura...

China. Entusiasmo português a perder-se?

"Os números sobre o cada vez mais fraco relacionamento comercial com a China têm de ter alguma explicação. Ou várias. Especialistas avançam com algumas..." É matéria oportuna de João Paulo Meneses, e que vem de Macau, no Ponto Final

Saturday, November 07, 2009

PARABÉNS AMIGO! – UM FIM DE SEMANA DE ESTALO

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Assim foi o meu fim de semana! Sexta-feira à noite o “5º Festival de Dança Latina na Tailândia” no “super hotel” “Grand Millennium”, recentemente inaugurado, numa artéria, das mais movimentadas da capital tailandesa.
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No dia seguinte há a festa de anos do amigo português, José Ferreira, Director de um departamento da “Ásia Security Management Co., Ltd” (ASM), na sua soberba residência onde vive com sua esposa, Nélia, açoriana de alma, saudades e do coração.
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Desde há, quase, dois anos divorciei-me do centro da “Cidade dos Anjos” e quedado na paz, entre o verde, de minha casa junto a um dos eixos, rodoviários, principais em direcção a Singapura (onde a terra, ao sul, acaba e o mar começa, na península Sudoeste Asiático.
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Assistir a um festival de dança latina, teria lá eu alguma ideia que viria presenciar um evento de rara beleza?
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Nenhuma mesmo... Mas minha filha Maria Martins, além do desenho e criação dos vestidos usados na exibição de uma dança cubana, executada por um grupo de jovens, era uma das integradas.
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Dias antes, pediu-me para eu estar presente, ao espectáculo e fazer os “bonecos” (imagens) do evento.
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Evidentemente que não poderia recusar o convite de uma filha e de mais a honra de fazer fotografia, que me deixa todo vaidoso por que a Maria me achar bom fotógrafo quando desta arte não tenho jeito nenhum, apesar dos esforços que fui fazendo no percurso , longo, das minhas andanças a disparar o botão de máquinas fotográficas, de várias gerações, que fui adquirindo umas novas e, ainda outras, de segunda mão no mercado, onde se vende esta mercadoria, bem coçada, junto a um canal do “Sampeng” (China Town), em Banguecoque.

Que maravilha foi observar esta dançarina tailandesa a executar a danças das mãos, dos dedos com as unhas compridas.
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Um dia antes e dado ao meu metodismo de preparar o material, denunciador e mostrador de imagens, para que estivesse em óptimas condições na noite do festival dança.
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Mas o imprevisto aconteceu, momentos antes de partir, acompanhado da minha querida e paciente mulher, de etnia chinesa, dei mais uma olhadela ao material e... bolas!


Espectacular este número de dança... Que não vos sei dizer a orígem...
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O “flash” externo da Nikon F70 “pifou” a lâmpada e terei de enfrentar o primeiro acidente de percurso... Espectáculo absolutamente estragado e uma tristeza, enorme, dentro de mim...
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Aquela hora, nem pensar, conseguir reparar o desastre, dado que o representante da Nikon (Banguecoque) já com portas encerradas e sem a oportunidade de substituir a lâmpada fundida.


Minha filha Maria Martins durante a actuação do bailado cubano. Surge à frente nas imagens da esquerda e direita.
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Fui assim para o festival de máquina fotográfica “zarolha”, com o mal de miopia que me iria deixar as imagens com pouca luz. E ficaram, mesmo, escuras . Mas escuras ou claras as fotografias valeu a pena assistir a um brilhante evento cultural de muita categoria numa das sala do “Hotel Millennium”.

Uma beleza a dança do folclore cubano. Onde minha filha Maria Martins, esteve integrada e autora dos desenhos dos vestido que mandou executar às costureiras que trabalham, por ordem e encomenda para ela.
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Evidente que encerrei, dentro de mim, uma tristeza profunda, porque Portugal um país do contexto da latinidade, não estava ali representado com um “bailinho”, mesmo que fosse o da Ilha da Madeira, o Vira do Minho ou o sapateado das lezírias do Ribatejo.
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Mas valeu, mesmo assim, Portugal estava ali, representado, por uma lusa/tailandesa, a minha filha, Maria Martins, anonimamente, não a dançar o Vira do Minho, o “Malhão-Malhão”, mas uma dança cubana.
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ANIVERSÁRIO DO “PATRÍCIO” JOSÉ FERREIRA
Se querem ver os portugueses (emigrantes) felizes no estrangeiro é a confraternizar com os compatriotas, a comer, a beber e conversarem.
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Alguns sãos “Relas” que nunca mais param de falar e até os tomo, por vezes, iguais aos deputados da Assembleia da República, que não acatam as palavras do presidente, do açoriano das costelas todas, Prof. Jaime Gama: “senhor deputado já terminou o seu tempo”...!!! Já termino senhor presidente é o troco à palavra do desobediente.

A casa onde reside o "portuga" Zé Ferreira e sua esposa Nélia, açoreana. A bandeira dos açores colocada à entrada da residência é de sua autoria. O ditado está vivo... "Em casa manda ela e nela mando eu!
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As ilhas do arquipélago dos Açores estão representadas em todos os cinco continente do globo e a casa do José Ferreira é mesmo meia açoriana e a outra metade continental.
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O meio é pela parte da jovem esposa Nélia e a outra parte, continental, é do lado do marido que se relacionam, confortavelmente, mais o seu cãozito (uma amostra de raça chinesa) numa vivenda que não me importava, nada mesmo, de a trocar pela minha.
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Estes "bichos" pescados no Golfo da Tailândia estavam uma especialidade e condimentados com molho de manteiga e um toque de piripire
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Sonhar é fácil e os homens de 74 anos (meu exemplo) ainda não estagnaram de sonhar, não com princesas encantadas, mas com uma residência, com ginásio, “jacuzzi”, sauna (para retirar as banhas da barriga) e muita estonteante, verdura, em seu redor.
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O Ferreira (vou tratá-lo assim), antes de se mudar para esta residência, residia num 23º andar, numa torre de cimento, junto à margem, esquerda, do rio Chão Prya, com uma vista, majestosa, sobre o rio que divide, em duas partes, a cidade de Banguecoque e toda a baixa da enorme urbe.

Cabrito à "Campos". Uma especialidade de comer e gritar por mais! As entradas (lado direito) para depois adubar o estômago à maneira!

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A distância entre o 23º andar e o aeroporto, onde ali cumpre a sua missão de director de um departamento de segurança, levava-o por vezes chegar atrasado ao seu gabinete de trabalho. Agora o problema está sanado e nuns escassos 15 minutos está no seu posto, no moderno aeroporto internacional de Banguecoque, Suvarnabhumi.
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Há uns meses, o Ferreira (que ainda não nos conhecíamos) convidou-me, juntamente com outros portugueses, residentes, em Banguecoque para uma tarde de “petiscos” portugueses. Tinha chegado, dias antes, de Portugal e na mala de viagem meteu umas chouriças, uns bons nacos de presunto, queijo da serra e outras miudezas, gastronómicas, que neste Reino da Tailândia não existem à venda.
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Uma bandeira dos Açores que nos diz aqui é Portugal. Os "portugas" no ataque culinário.
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Um Ferreira samaritano de que para minimizar as penúrias que os portugueses, por aqui vão sofrendo, dos sabores da sua terra convidou-os a subirem às alturas e passarem um tarde inesquecível.
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Igual à de ontem, que além das petiscadas portuguesas, entrou na ementa um cabrito assado à moda do, velho residente, na Tailândia, Manuel Campos, que não abdica de cozinhar, fora das suas ocupações, “bons petiscos”, para a “malta” fixe “ e amiga, "portuga", residente na Tailândia.
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O cabrito, estava mesmo à maneira confeccionado. Mas com o cabrito assado "à Campos", que reside a 50 quilómetros, ao sul, de Banguecoque e junto à costa do Golfo da Tailândia, trouxe meia arroba de lagostins que mais pareciam lagostas.
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Dois dedos de "palavreado" depois do almoço
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Aproveitando a presença, em Banguecoque, do meu velho amigo, de 22 anos, António Pedroso Lima (ex-director de exportação do Grupo SONAE agora reformado mas activo em negócios), levei-o comigo para se associar ao aniversário do "confrade" português, José Ferreira.
José Martins

AICEP E A EMBAIXADA DE PORTUGAL EM SINGAPURA UMA INSTALAÇÃO DESNECESSÁRIA

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Acabei de ver uma peça inserida pelo Nuno Caldeira da Silva no “insípido” blogue http://frombangkok.blogspot.com que elabora a partir de Banguecoque e os elogios que dá à vinda do Representante do AICEP, à capital tailandesa, sediado em Singapura, há cerca de dois anos.
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Não faço ideia o que o Representante do AICEP transmitiu à reduzida plateia (pelo boneco publicitado) e quais os negócios de Portugal viria promover à Tailândia.
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Transmite, o prosador, Nuno Caldeira da Silva (que bem o conhecemos de ginjeira) que foi a primeira vez que o AICEP, como estrutura do Ministério da Economia de Portugal, apresentou na Tailândia e regressou a Singapura satisfeito pelos primeiros resultados.
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Não imaginamos que negócios em carteira teria levado do empresariado da tailandês, o Director Executivo do AICEP (título extremamente pomposo) para apresentar ao seu Presidente Basílio Horta e os grandes sucessos que obteve na sua vinda a Banguecoque.
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Não vou adiantar-me mais em cima de mais um “loby” (muito em voga) do AICEP, em Banguecoque, e dos alardes, habituais de Nuno Caldeira da Silva, dá aos eventos realizados (ponto alto) na Embaixada de Portugal em Banguecoque.
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Bem eu conheço mais a dormir do comércio da Tailândia e aonde os eventos se devem realizar, directamente ao público, do que quantos especialistas portugueses, apareçam acordados, em Banguecoque, a promover Portugal.
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Mas quando há só meia dúzia de cartuxos, procura-se desesperadamente dar os últimos tiros e, depois, transmitir para sede em Lisboa que o evento foi estrondoso para que se mantenham no lugar.
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Destas características “galgas” à portuguesa estive eu farto de as escrever e de as ouvir que é igual o semear semente na duna do deserto.
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Já em tempo me referi neste blogue que o AICEP (Diplomacia Económica) e a abertura da uma Missão Diplomática de Portugal em Singapura, é o mesmo que sustentar uma junta de bois, à argola e acomer na manjedoura no palheiro que não lavram terra para produzir fruto.
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Singapura, por anos, foi representado e bem por um homem de grande prestígio, na Cidade Nação, o Sr. Charles Letts, Cônsul Honorário) que ali fez, com conhecimento de causa, um óptimo serviço a Portugal, sem haver a abertura, desnecessária, de um escritório de negócios e um Encarregado de Negócios, residente, como embaixador.
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O ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, deveria ter-se aconselhado primeiro, com alguém que estivesse conhecimento se valeria ou não a pena abrir uma Embaixada de Portugal em Singapura. Asneiras destas custam os "olhos da cara" ao contribuinte português!
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Porém as embaixadas, tanto se abrem como se fecham, como assim aconteceu em Manila que por duas vezes se abriram e por outras tantas foram encerradas.
Voltarei ao assunto noutra altura
José Martins
Foto: com a devida vénia http://frombangkok.blogspot.com

Friday, November 06, 2009

CERTA GENTE SENTADA EM BANCO ERRADO

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DADOS LANÇADOS - Gente certa no lugar e em momento certo
DADOS LANÇADOS  Ministério e Ministro, debate.
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Da Notadora Rosinha da Calçada, sec-emb

O Jean Bourgeois (Colega? Leva a crer que sim) não tem que ter receio de errar, muita, muita gente na Casa assina por baixo. O problema do Dr. Luís Amado é o distanciamento que o tem caracterizado face aos Secretários-Gerais na gestão do MNE, antes deste, o outro, embora ele não deva gostar de ouvir ou ler isto, mas é a verdade. Pode-se também, como nota o Bourgeois, imputar algum imobilismo e distanciamento na gestão dos recursos humanos de topo, leia-se directores-gerais e equiparados. Ou seja, o Dr. Luís Amado deveria mexer mais vezes na equipa de dirigentes do MNE, de forma a ter os homens/mulheres certos nos lugares certos nos momentos certos. E como todos nós sabemos, isso está muito longe de se verificar. (In Notas Verbais http://notasverbais.blogspot.com/ ).

TEXTOs PARA DEBATE - Enviar com endereços válidos para (basta clicar) → notas.verbais@gmail.com . O pedido de anonimato é respeitado. Para publicação é considerada a matéria útil cujo teor suscite esclarecimento no interesse público e não ofenda a honra de terceiros.
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À MARGEM: Devia, claramente, o Dr. Amado se aperceber das “capelinhas” se vão construindo sob os claustros do Convento das Necessidades onde por lá há capelões, sacristães e os meninos do coro.
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O Dr. Amado, como o Capelão principal, nomeado na primeira investidura (quatro anos), foi tempo, suficiente, para se ter apercebido dos arranjinhos fabricados pelo clube de amigos do convento.
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Cá nós veteranos e a lidar com “amigos e inimigos do convento” dá-nos toda a razão para nos pronunciarmos sobre as “manigâncias”, algumas, mesmo diabólicas.
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O Dr. Amado terá “cagaço” de ser espetado pela forquilha de certos diabos de rabo?
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Assim Dr. Amado a diplomacia portuguesa deixa de ser, a que lhe já lhe chamaram de “croquete” e coloca-se na fila de países de terceiro mundo.
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Olhe Dr. Amado, nós não somos (nem aspiramos) ser ministro... Mas, mais adiante, nós vamos dar-lhe alguns conselhos como deverá actuar e não assinar nomeações de indivíduos para o cargo de representar Portugal em certos países, quando os nomeados deveriam quedar-se no convento e ocuparem-se, apenas, acender as velas dos altares onde as virgens, santos e judas iscariotes estão expostos.
José Martins josegomes.martins@gmail.com
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P.S. Mandem, mandem os vossos comentários no anonimato. Aqui não se conspira contra os "mártires" do convento, tão-pouco com os "badamecos" (conheço alguns) que aqui não conspiramos em os (por ora) designar.